sustentabilidade brf

Saiba como a Sustentabilidade está incorporada na estratégia da BRF

A BRF estabeleceu em 2011 seis pilares prioritários levando em consideração os impactos positivos e negativos que exerce sobre a sociedade, assim como suas ambições presentes e futuras. Os pilares foram base de análise e planejamento do BRF-17, com grande foco na cadeia de valor da Companhia.

SUSTENTABILIDADE COM FOCO NA MELHORIA CONTÍNUA

A BRF revisa continuamente a sua materialidade (processo de relevância temática no negócio da Companhia) por meio de processos que incluem seus públicos de relacionamento, direta ou indiretamente. Em 2013, o processo de engajamento levou em consideração a estratégia da Companhia em se consolidar com uma empresa global de alimentos e reforçar seu compromisso com clientes e consumidores. Nesse processo o engajamento foi realizado de forma indireta, com a relevância sendo conscientemente definida por meio da atualização do vasto histórico de engajamento, realizado desde 2009, incluindo políticas, processos já existentes, e resultados desses diálogos. Foram consideradas também fontes secundárias - como compromissos externos da companhia, protocolos temáticos, benchmarking de empresas do setor e documentos setoriais, assim como temas fortemente abordados pela mídia durante o ano de 2013.

Os temas foram avaliados em duas frentes: influência na avaliação e decisão dos stakeholders; e importância dos impactos econômicos, ambientais e sociais da organização. Com o cruzamento foram priorizados sete macrotemas. O resultado deste processo foi apresentado e validado pelas lideranças, em reuniões da Diretoria- Executiva, do Comitê de Governança e Sustentabilidade, do Conselho de Administração e em reuniões individuais. Os macrotemas são:

  • Meio ambiente
  • Bem estar animal
  • Cadeia de fornecedores
  • Responsabilidade pelo produto
  • Práticas trabalhistas
  • Comunidades locais
  • Governança Corporativa

A evolução também abrangeu a forma de relato dos indicadores BRF na metodologia da Global Reporting Initiative (GRI). Importante documento que divulga o desempenho econômico, ambiental, social e de governança da companhia, o Relatório Anual BRF 2013, traz a G4, versão mais atual da metodologia GRI. A companhia adotou a forma Abrangente do G4, que apresenta os sistemas de gestão de cada tema e um maior número de indicadores, trazendo um panorama mais completo do desempenho da empresa.

ALAVANCAR A SUSTENTABILIDADE NA CADEIA DE VALOR

Programa de Monitoramento da Cadeia

A Companhia assume sua responsabilidade perante a sociedade e está comprometida no desenvolvimento social, ambiental e econômico de seus fornecedores, buscando a adoção de melhores práticas no processo de seleção e contratação, garantindo altos padrões de qualidade. Para alavancar a sustentabilidade na cadeia de valor é mantido o Programa de Monitoramento da Cadeia de Fornecedores - criado em 2011 - em seis áreas de operação: bovinos; grãos, farelos e óleos; logística; agropecuária; suprimentos e lácteos. O objetivo do programa é identificar os principais riscos sociais e ambientais na cadeia, reduzindo os impactos na sociedade e desenvolvendo novas oportunidades de atuação. São quatro os principais fatores que influenciam na seleção de fornecedores: desempenhos social e ambiental, qualidade, custos competitivos e tempo de entrega que minimize estoques.

O programa tem como premissa não relacionar-se com fornecedores que estejam nas listas sujas do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e na lista pública de autuações ambientais e embargos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). São realizadas auditorias em fornecedores críticos, priorizados de acordo com o volume de compras e a sua localização em áreas com maior impacto ambiental, como os próximos do bioma amazônico, terras indígenas, unidades de conservação e focos de desmatamento. Também as empresas esmagadoras de soja são definidas como fornecedores críticos.

Em todas as frentes são avaliados aspectos de direitos humanos (trabalho infantil, trabalho escravo), direitos trabalhistas (liberdade de associação e negociação coletiva), cumprimento da legislação ambiental e questões éticas, além dos critérios de qualidade e nível de serviço. Como forma de sensibilização e monitoramento desses aspectos, os temas são contemplados em documentos como: Código de Ética BRF, Código de Conduta para Fornecedores e Políticas específicas para contratação. 100% dos novos contratados seguem os critérios do Código de Conduta para Fornecedores.

Impactos na cadeia produtiva(1)

Meio ambienteSociedadePráticas trabalhistasDireitos humanos
Número de fornecedores submetidos à avaliação de impacto em 2013 (2) 21.509 19.921 21.509 19.921
Impactos negativos significativos reais e potencias mapeados na cadeia e trabalhados pela BRF (3) - não cumprimento da legislação ambiental;
- licenciamento ambiental;
- desmatamento ilegal pelo fornecedor;
- utilização de áreas do bioma, ausência de reserva legal;
- não preservação da biodiversidade;
- emissões de gases de efeito estufa;
- sobreposição a unidades de conservação, como parques;
- tratamento e destinação de resíduos sólidos.
- direitos Indígenas;
- disseminação de odores das fábricas.
- cumprimento legal da legislação trabalhista, legislação previdenciária e direitos da criança e adolescente. - diversidade exploração sexual de crianças e adolescentes
- trabalho escravo, forçado ou análogo à escravidão;
- trabalho infantil.
(1) Cada diretoria encontra-se em uma fase de implantação e amadurecimento do Programa de Monitoramento. 100% dos novos fornecedores da BRF seguem os critérios do Código de Conduta para fornecedores, sendo eles de compra contratual ou spot.
(2) Grãos: A consulta as listas foi considerada para os itens meio ambiente e Práticas Trabalhistas, totalizando 100% dos fornecedores ou seja 5.120 fornecedores. Para os itens sociedade e direitos humanos foi considerada a realização de auto avaliação em 69% dos fornecedores ou seja, 3.532 fornecedores responderam a avaliação.
(3) Para os casos nos quais são identificados desacordos com algum requisito do Código de Conduta para Fornecedores, dependendo da gravidade, ou são executados planos de melhoria (bovinos, suprimentos e logística), ou o contrato de fornecimento é cancelado (bovinos). As principais irregularidades causadoras de rompimento contratual são a presença na Lista do IBAMA de Autuações Ambientais e Embargos e na Lista Suja do Ministério do Trabalho e Emprego.

Fornecedores locais

A influência que uma organização pode exercer sobre a economia vai além da geração de empregos diretos e do pagamento de salários e impostos. Ao apoiar a cadeia de fornecedores locais, a organização pode atrair indiretamente investimentos adicionais para essa economia, tornando-a estável, além de manter um bom relacionamento. Em 2013, 43% das compras da BRF foram adquiridas em fornecedores locais, considerando como tais os fornecedores que realizam o faturamento no mesmo Estado dos endereços de entrega dos serviços e/ ou materiais. Para 2014, dentro da estratégia de descentralização de compras e reforço a compras locais, foi definida uma estrutura de gestão e capacitação dos compradores regionais de forma a tornar o processo mais simples e ágil.

Bem-estar animal

O Programa Bem-estar Animal possibilita o alinhamento aos princípios éticos na relação homem-animal, o incremento da produtividade, redução de perdas de qualidade do produto final, o atendimento às exigências de mercados internacionais e nacional, e a minimização de riscos. O processo que envolve manejo cuidadoso e responsável inclusive na fase de pré-abate, cumpre os mais exigentes preceitos técnicos, legais e religiosos, abrangendo desde o sistema de biosseguridade na propriedade rural, passando por criação, embarque, transporte, desembarque, condução para o abate e insensibilização, até o abate. A adoção e observância dos preceitos permite que os animais sejam criados sob condições mínimas de estresse, fator predisponente a doenças e a necessidade potencial de medicação. São cumpridas todas as normas brasileiras e internacionais de bem-estar animal, garantindo à Empresa certificações internacionalmente aceitas e reconhecidas.

A BRF possui norma interna, baseada nos requisitos nacionais e internacionais e em práticas reconhecidas internacionalmente (WSPA, OIE , EFSA, AMI, Universidade de Bristol), implementada em todas as unidades de abate. São realizados monitoramentos e verificações para garantir a conformidade dos processos aos requisitos da norma. Adicionalmente, os funcionários envolvidos no manejo e abate de animais são sistematicamente capacitados, e também acontecem treinamentos de fornecedores (produtores e transportadores) que entram em contato com os animais. Nas visitas rotineiras, os extensionistas auditam e treinam os produtores nos conceitos do programa Bem-Estar Animal. As autuações no que se refere a bem-estar são encaminhadas para análise da equipe de Garantia de Qualidade, responsável por verificar o que originou o problema, adotar as providências corretivas eventualmente necessárias e atuar na prevenção para evitar a reincidência.

Não são realizados quaisquer procedimentos de alteração física em animais e em nenhum momento são usados hormônios na criação de animais de corte. Outros medicamentos, vacinas ou desinfetantes são manipulados apenas sob a indicação e recomendação de um veterinário e de acordo com as legislações nacionais e internacionais, e as boas práticas de produção e padrão de manejo. Algumas unidades que atendem a mercados específicos obedecem a legislações próprias mais restritivas, além disso é monitorada continuamente a possibilidade de redução gradual do uso de antibióticos dentro da cadeia produtiva. O perigo químico é abordado no plano de HACCP (Programa de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle), no controle e monitoramento dos perigos químicos, físicos e biológicos existentes na indústria, sendo a verificação realizada via Plano Nacional de Controle de Resíduos do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, que monitora resíduos químicos em alimentos e pelo procedimento de Gestão de Ensaios da Unidade Produtora, em caso de desvio, o pecuarista é notificado formalmente para tomada de ação.

PROMOVER O CONSUMO SUSTENTÁVEL

Segurança de alimentos é premissa básica e imprescindível para a produção de qualquer produto BRF. A avaliação de impacto na saúde e segurança dos consumidores tem início na conceituação de todos os produtos e se estende às fases de produção, embalagens, transporte e consumo. A Empresa atua em conformidade com a legislação nacional e internacional, de forma a mitigar ou eliminar os riscos à saúde do consumidor, manter a reputação das suas marcas, garantir a segurança dos alimentos e de seus processos, assim como a transparência.

A Política de Qualidade e Segurança de Alimentos estabelece os compromissos e diretrizes adotados pela Companhia em relação ao tema perante a sociedade. O Sistema da Qualidade BRF estabelece os requisitos e padrões a serem cumpridos e é baseado em normas e requisitos legais de clientes, de certificações e de conhecimento científico que englobam todas as unidades, sendo aplicável a toda a cadeia, desde agropecuária até o centro de distribuição. Existe ainda um programa específico que avalia a segurança de 100% dos produtos. Chamado HACCP - Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle, considera todo o processo de produção, transporte do produto acabado e também a forma de consumo dos produtos. Neste programa, avaliam-se os prováveis perigos à segurança e saúde dos consumidores e definem-se as medidas preventivas para garantir que os produtos produzidos pela empresa não ofereçam risco ao consumidor. São realizadas diversas atividades para reduzir não conformidades, atuando diretamente nas fábricas e na cadeia, juntamente com os produtores e fornecedores.

Para 2014, as principais metas estão relacionadas a obter o reconhecimento de qualidade superior, por meio da redução sistemática das reclamações, redução de não conformidade de insumos e materiais de fornecedores e parceiros, garantia da excelência de desempenho dos produtos ícones da BRF. Além disso, o tema de qualidade será reforçado como um valor para toda a Companhia, consolidando as regras de ouro da qualidade, implantando e certificando todas as fábricas no mundo no Sistema da Qualidade BRF, de forma a estar apta para atender aos requisitos dos mercados em que atua, com cumprimento às legislações e normas de forma adequada, eficiente e eficaz.

Nutrição e saudabilidade

Em função da contínua prevalência de obesidade, diabetes e doenças relacionadas a questões nutricionais, a BRF iniciou a revisão de suas políticas nutricionais, considerando as mais atuais referências em nutrição e alimentação equilibrada, além de avaliar, com base nesses padrões, seu portfólio consolidado de marcas e os compromissos relativos a seu mix de produtos para os próximos anos.

Em 2013, por meio da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentos (Abia), entidade a qual é afiliada, participou da assinatura de acordo com o Ministério da Saúde que estabeleceu metas de redução gradativa de níveis de sódio em produtos da categoria de cárneos (presuntaria, salsichas, linguiças, hambúrgueres, empanados de frango, mortadelas).

Demos também início a um relacionamento mais próximo com órgãos públicos e profissionais médicos (nutricionistas, pediatras, cardiologistas, outros) informando-os com antecipação e compartilhando informações relativas a lançamentos e ações da BRF. Uma das frentes da nova plataforma de Saudabilidade é atuar na sensibilização e educação dos colaboradores BRF a respeito de questões de estilo de vida saudável, incentivando a alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas.

Via investimento social, a BRF se compromete a partir de 2014 a ter um programa estruturado de doação de alimentos para instituições sem fins lucrativos que atendam, prioritariamente, à população de baixa renda. Além disso, buscará implementar critérios, procedimentos e instrumentos para o apoio à seleção e ao monitoramento das doações de alimentos realizadas, prioritariamente, pelas unidades fabris.

Iniciativas e resultados
Em 2013, muitos projetos foram desenvolvidos para a redução de sódio e gordura. O sal, por exemplo, foi substituído por temperos naturais. A processo de carregamento de gordura foi aprimorado com oi aumento de carne de frago.

Redução de Ingredientes

Reduçao no teor de açúcar
Categorias de produtos e serviçosTeor de gordura totalTeor de gordura saturadaTeor de gordura transTeor de sódioTotal reduçao açúcarAçúcar substituído por adoçante
Iogurtes 11,7% 11.7% - - 100% Uso de frutose
Margarinas - - 7,7% 22.2%
Empanados 21.7% 21.7% 21.7%
Pratos prontos - - - -
Hambúrgueres 4,5% 9% 9%

No entanto, o sódio exerce um papel fundamental não apenas na definição de sabor, mas também de qualidade, o que é hoje um limitante para a sua redução na composição de diversos produtos. Por isso, a área de P&D se esforça para desenvolver e aplicar internamente substitutos e equivalentes, sempre focando a qualidade dos produtos oferecidos aos consumidores.

Além de reduções, em 2013 muitos produtos foram enriquecidos e fortificados. Há o aumento de ingredientes nutritivos por adição de fibras, vitaminas e minerais complementares à quantidade inicial do produto, de forma a garantir uma concentração que contribua para a alimentação, mantendo a aceitação do produto pelo consumidor.

Na área de cárneos, a Mortadela de Frango Smurfs se destaca pelo enriquecimento com vitaminas e minerais. Em lácteos o destaque do ano é o Hidra, que se diferencia pela união do soro do leite - e seus atributos nutricionais como vitamina C, selênio, magnésio, potássio, fósforo e cálcio - ao sabor da fruta (uva, pêssego e maracujá). O produto, de grande sucesso no mercado, se destaca por ser uma inovação tecnológica possibilitada pela associação firmada com a empresa irlandesa Carbery. Já o iogurte Grego Batavo levou ao consumidor uma opção de iogurte desnatado com duas vezes mais proteína que os demais, um grande diferencial em qualidade, saúde e sabor. Os pratos prontos possuem em sua formulação, além da proteína e dos carboidratos, fibras, vitaminas e minerais do grupo das leguminosas, para garantir uma alimentação mais saudável e balanceada.

Rotulagem

Informações acessíveis e adequadas dos produtos são necessárias para que clientes e usuários finais façam escolhas bem informadas em suas compras. Considerando a satisfação do cliente essencial para o sucesso em longo prazo, a rotulagem de todos os produtos da BRF possui instruções de uso adequadas para que o consumo não cause dano ao consumidor. A BRF atende às demandas de cada mercado e mantém 100% de seus produtos sujeitos a diferentes exigências de rotulagem. No Brasil, os produtos atendem às legislações definidas por órgãos como Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ministério da Justiça e Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).

Todos os rótulos possuem informações relativas a: composição (lista de ingredientes), tabela nutricional (com informações de nutrientes, porção e % VD - valor diário de consumo recomendado), denominação, peso líquido, condições de conservação, data de fabricação, prazo de validade, modo de preparo e consumo, e dados da unidade fabricante (razão social, endereço, CNPJ). No caso de produtos de responsabilidade do Ministério da Agricultura, os rótulos apresentam selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), número de registro e classificação do estabelecimento no Ministério da Agricultura.

Os rótulos também informam a presença de aditivos como corantes, aromatizantes, adoçantes artificiais, conservantes, ingredientes que podem causar alergias, fortificação com vitaminas, fibras e minerais e, quando pertinentes, os métodos de pasteurização e esterilização. Há ainda outras fontes de informação disponíveis nos sites dos produtos e no Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). Desde 2007, as embalagens de papel e papelão contêm informações em linguagem braile.

ENGAJAMENTO COM PÚBLICOS DE RELACIONAMENTO

Focada em direcionar o aprimoramento do nível de serviço prestado aos clientes, o desenvolvimento de ações especificas para cada tipo de canal e ainda estruturar indicadores de satisfação e nível de serviço, a BRF iniciou em 2013 a primeira etapa da Pesquisa de Satisfação de Clientes. A pesquisa consistiu na aplicação de mais de 1.000 questionários direcionados a todos os canais: varejo, autosserviço e Food Services que tinham o objetivo de detectar o que é importante para cada perfil de clientes e ainda quais são desvantagens BRF, aspectos a melhorar e diferenciais competitivos. Os resultados da primeira etapa da pesquisa (qualitativa) foram divulgados para Conselho, executivos e todas as áreas e colaboradores diretamente envolvidos no processo (áreas de vendas, marketing, trade, RH, planejamento, P&D, entre outras). A segunda etapa da pesquisa (quantitativa) aconteceu em janeiro de 2014.

Principais resultados:

  • Empresa idônea e séria, com solidez financeira e capacidade de investimentos.
  • Reconhecida por seus valores, possui marcas fortes e produtos de qualidade.
  • Tem capacidade de inovação e pessoal técnico capacitado.
  • Relacionamento interpessoal é um destaque positivo
  • Há oportunidade para aprimorar questões relacionadas à logística e ao atendimento comercial.

Com base nessa pesquisa, foram identificados pontos de melhoria e definidos os indicadores a serem monitorados anualmente por meio de pesquisa quantitativa com 1.350 compradores de 13 canais divididos em varejo, autosserviços e Food Services das Regiões Nordeste, Sudeste e Sul. Será desenvolvido ainda índice de satisfação, a partir de quatro medidas: reputação, desempenho, envolvimento e satisfação geral. Além disso, são realizadas pesquisa de satisfação com os consumidores por meio de contatos telefônicos, abordando qualidade do nível de serviço, continuidade de consumo dos produtos e nível de satisfação. Foram contatados 13.334 consumidores em 2013, com um resultado de 99,34% de satisfação com o serviço prestado e continuidade de consumo dos produtos.

Investimento social

Com plantas e centros de distribuição em todas as regiões do País, a BRF considera extremamente relevante o relacionamento com as comunidades e entende que todos são corresponsáveis pelo desenvolvimento de um território. A estratégia de investimento social prevê atuação conjunta com a comunidade vizinha, em uma relação que cultiva o respeito pela localidade para contribuir com transformações positivas para o território e fortalecer compromisso. O investimento social é cogerido pela equipe do Instituto BRF e por 39 Comitês Locais de Investimento Social, relacionamento com comunidade, familiares e órgãos governamentais, compostos por cerca de 400 funcionários. Em 2013, houve avanço na metodologia para análise quantitativa desse trabalho, por meio da elaboração de painel de indicadores quantitativos de resultados e de processos de todos os programas e projetos.

Ações do investimento social privado estiveram presentes em 40 municípios da operação da BRF no Brasil e beneficiaram mais de 44 mil pessoas no ano. Principais frentes de trabalho do Instituto BRF:

  • Terceiro Setor - Lançado em outubro de 2012 para apoiar as organizações não governamentais (ONGs) e fortalecer a sua gestão. A iniciativa, que tem duração de 16 meses e conta com a parceria do Fundo Internacional Socioambiental (FICAS), organização especializada em metodologias de fortalecimento institucional de ONGs, contempla 56 ONGs de 29 cidades brasileiras. O programa consiste em capacitação durante cinco módulos presenciais e investimento financeiro direto para melhorias na administração, fruto do aprendizado proporcionado pelos módulos. Depois de escolhidas, as instituições realizaram os módulos, no qual foram discutidos temas como a missão das organizações, contexto de atuação, comunicação e mobilização de recursos. Em 2013, a BRF fez investimento direto nas organizações da sociedade civil de R$ 550 mil, além de cerca de R$ 877mil, via Instituto, para viabilizar as capacitações.
  • Redes Intersetoriais - Com o objetivo de estabelecer um espaço de diálogo direto e de construção conjunta entre diferentes instituições atuantes nas comunidades vizinhas a 10 unidades fabris da BRF, visando o desenvolvimento local, o programa Comunidade Ativa foi a principal frente de atuação de redes intersetoriais em 2013. Foram realizados projetos e promovidas reuniões mensais de diálogo com organizações, instituições e órgãos atuantes nos municípios de Bom Conselho (PE), Chapecó (SC), Concórdia (SC), Dois Vizinhos (PR), Francisco Beltrão (PR), Lucas do Rio Verde (MT), Sabará - distrito Ravena (MG), Toledo (PR), Uberlândia (MG) e Vitória de Santo Antão (PE) que compõem os Conselhos de Desenvolvimento Comunitário para planejamento e acompanhamento dos projetos coletivos de desenvolvimento local.
  • Políticas Públicas - O Instituto BRF apoiou o programa Cidades Sustentáveis, cujo objetivo é mobilizar o poder público para compromisso com a sustentabilidade e o desenvolvimento das cidades. Em 2013 o Instituto investiu em uma ferramenta para ajudar os gestores municipais que se comprometeram com a causa a implantar ações em suas regiões. Foi então criada a plataforma Gestão Pública Sustentável (GPS), uma ferramenta prática, que ajuda os cerca de 200 prefeitos eleitos e comprometidos com a causa a pensar melhor em como realizar o seu trabalho e em que pontos concentrar suas ações no município, pois traz conceitos, indica caminhos e orienta sobre boas práticas em materiais de apoio divididos por temas, como o aperfeiçoamento de práticas de mobilidade urbana.
  • Empreendedorismo e Empregabilidade - Em 2013, a frente contou com dois projetos, o Estação Digital, de inclusão digital para jovens, adultos e terceira idade no município de Bom Conselho (PE) e o ReciclAção, aplicado como piloto na comunidade do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, no Rio de Janeiro (RJ). O trabalho consiste em desenvolver e incubar um negócio social para lidar com os desafios de gestão de resíduos da população, promover o desenvolvimento local e trazer alternativa para as demandas da sociedade com relação à logística reversa.
  • Programa Voluntários BRF - Pautado na atuação a partir das frentes: Terceiro Setor, Redes Intersetoriais, Políticas Públicas, Empreendedorismo e Empregabilidade. O Voluntários BRF tem como parte de sua metodologia realizar um mapeamento no município, identificar necessidades, ativos e potenciais e levantar organizações que contribuem para a promoção do desenvolvimento local do município. O mapeamento é realizado pelos membros dos comitês.
  • Diálogo com pares para incentivar a corresponsabilidade do setor privado com as comunidades das quais fazem parte - As oficinas de investimento social local são um bom exemplo. Consistem em reuniões com outras empresas de algumas cidades onde a BRF está presente para falar sobre a importância do investimento social e incentivar que elas também se engajem no desenvolvimento dos municípios dos quais fazem parte. Em 2013, as oficinas aconteceram em parceria com a Comunitas, organização criada para promover o desenvolvimento social por meio do engajamento dos diversos setores da sociedade, que realizou palestras aos empresários sobre o tema e abriu o assunto para discussão. As reuniões foram realizadas nas cidades de Paranaguá (PR), Carambeí (PR), Ponta Grossa (PR), Concórdia (SC), Campo Verde (MT), Marau (RS), Vitória de Santo Antão (PE) e Rio Verde (GO).

Além de dar continuidade ao trabalho em andamento, pretende iniciar um novo programa voltado ao tema da empregabilidade (piloto), bem como um programa de visita de diferentes públicos às unidades fabris da BRF para que conheçam a Companhia e tenham a chance de vivenciar a cultura de SSMA, podendo levar para si e para seus territórios conhecimentos relevantes sobre saúde, segurança e meio ambiente. O programa será denominado Portas Abertas.

VALORIZAÇÃO DO CAPITAL HUMANO

Concluída a complexa fusão entre Sadia e Perdigão os funcionários puderam se adaptar à dinâmica de uma nova Companhia e à mudança de expectativa do Conselho de Administração. Pilar do planejamento BRF-17 na área de recursos humanos é a gestão de talentos, com o conceito de meritocracia assumindo importância na remuneração variável nos próximos anos, e a construção de um mapa sucessório de curto e longo prazo. Será adotado ciclo de desempenho completo na organização, com atração, retenção e desenvolvimento de pessoas.

Realizada em maio e junho de 2013, a primeira Pesquisa de Clima da BRF contou com a participação de mais de 86 mil pessoas, ou seja, 90% dos colaboradores ativos e com mais de três meses de casa, responderam aos questionários. Ação de grande importância para a Companhia, a pesquisa permite saber como a equipe percebe a Empresa em todas as suas dimensões. É um processo que terá continuidade e a cada aplicação da pesquisa será possível identificar o que melhorou, o que continua no mesmo patamar e em que áreas ainda é preciso promover mudanças. Os resultados começaram a ser apresentados para todos os colaboradores em novembro, com as propostas dos planos de ação sendo construídas de dezembro a janeiro de 2014, cabendo à liderança aprofundar o entendimento das percepções com suas equipes, analisar as oportunidades, definir prioridades e elaborar planos de ação para atacá-las.

Emprego

A política de remuneração não faz distinção de gênero, raça ou religião. A prática salarial adotada é baseada no mercado e o fator que pode diferenciar os salários dos funcionários são determinados pelo desempenho e tempo de Empresa, e todos os funcionários recebem mais do que o mínimo nacional. O menor salário registrado em 31 de dezembro de 2013 considerando uma carga horária de 220 horas por mês foi de R$ 715,00, ou seja, 5,5% acima do mínimo nacional. A definição dos salários mínimos depende de negociações coletivas, que são reivindicadas anualmente pelos sindicatos das categorias. A BRF mantém negociações com mais de 90 sindicatos, e possui atualmente 77 acordos e 20 convenções coletivas. No Brasil, 100% dos funcionários são abrangidos por acordos e representados pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados, Laticínios e Derivados, Indústrias da Alimentação e Afins e sindicatos de vendedores e promotores de vendas, em suas respectivas localidades no Brasil. Além disso, em todos os municípios brasileiros onde há operação da BRF há uma entidade sindical que representa os trabalhadores. No exterior, são consideradas como diretrizes corporativas as leis do trabalho de cada um dos países de atuação, sendo que naqueles nos quais há uma entidade representante dos trabalhadores, 100% dos funcionários estão cobertos por acordos coletivos.

Grande empregadora da agroindústria - com mais de 80% dos empregos em pequenas cidades -, a BRF impulsiona as economias locais e colabora com o desenvolvimento da sociedade, e prioriza candidatos oriundos da localidade em que a posição está aberta. Para o preenchimento das vagas de liderança, a BRF tem como premissa o recrutamento interno e a linha de sucessão local, previstos na norma de atração e seleção. O Programa de Recrutamento Interno foi relançado em 2013 com a finalidade de fortalecer essa política e a meritocracia. As posições são abertas inicialmente na localidade e, em caso de não preenchimento, são disponibilizadas às demais unidades. O novo programa possibilitou a divulgação das vagas a todos os funcionários, padronizou o canal de comunicação e firmou compromissos com todos no atendimento às políticas de priorização de funcionários. Em 2013, 76,49% das vagas de liderança foram preenchidas com funcionários BRF. Para 2014 será mantida a meta de aproveitamento interno para a área de recursos humanos e a intenção é seguir com o desdobramento da meta a todos os níveis de liderança da Empresa.

Número de empregados por região

Tipo de
emprego
TotalRegião
NorteNorde
ste
Centro-
Oeste
SudesteSulLatamÁsiaÁfricaEuropaOriente
Médio
Tempo indeterminado 105.240 302 3.917 26.899 29.413 44.709
Tempo determinado 712 4 177 33 465 33
Terceirizados 9.395 2 315 2.468 1.274 5.336
Estagiários e aprendizes 1.584 16 89 395 276 808
Funcionários fora do Brasil 4.186 3.035 24 13 505 609
Total 121.117 324 4.498 29.795 31.428 50.886 3.035 24 13 505 609

Saúde e segurança no trabalho

A BRF vem desenvolvendo diretrizes próprias com o objetivo de preservar a integridade do funcionário, de sua família e da comunidade na qual está inserida. Em conjunto com os gestores, os profissionais de saúde e segurança do Programa SSMA (Saúde, Segurança e Meio Ambiente) intensificam ações com o objetivo de aprimorar o comportamento humano e valorizar e preservar a vida. Iniciada em 2006, a gestão de SSMA é estratégica e representa um processo fundamental para firmar um novo patamar na cultura de prevenção de acidentes. O processo obteve avanços significativos em 2013, com a conscientização dos funcionários e contratados visando à eliminação de fatalidades e de acidentes ou doenças do trabalho. Esse ano, a equipe da BRF na Argentina veio ao Brasil conhecer a gestão de SSMA, pois esses processos também serão intensificados no país.

Entre as ferramentas de gerenciamento está o Sistema de Governança de SSMA, um processo integrado que envolve 10.608 pessoas em todos os níveis organizacionais: executivo, gerencial e operacional, por meio de seus respectivos comitês e grupos de trabalho (10% da força de trabalho), representando 100% dos funcionários. São realizadas reuniões pelo menos uma vez por mês, de maneira a que seja atendida a política de SSMA, os princípios, os requisitos legais, e que as informações sejam disseminadas e processo de SSMA monitorado, para que a BRF alcance os níveis almejados de desempenho de SSMA. Há ainda 1.698 membros de 120 Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (Cipas), presentes em todas as Unidades em que a norma regulamentadora (NR 05) é mandatória. Nos locais onde não é mandatória a formação da Cipa, existe, no mínimo, um membro responsável por atuar na prevenção de acidentes de trabalho. São mantidos também serviços especializados em segurança e medicina do trabalho com a participação de 573 profissionais entre engenheiros de segurança, médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, técnicos em saúde ocupacional, técnicos de segurança do trabalho e fonoaudiólogos.

A redução da taxa de frequência para acidentes com afastamento foi de 12,14% em 2013, quando comparado ao ano de 2012, superando a meta apresentada no RA2012 de reduzir tal taxa em 5%. Já na comparação com 2008, ano de início do Programa SSMA, a redução chega a 79,91%. Para acidentes sem afastamento, a redução foi de 10,15% em relação a 2012.

Indicadores de segurança 1

2013 3GêneroRegião 2
HomensMulheresTotalNorteNordesteCentro- OesteSudesteSul 2
Lesões com afastamento 245 117 362 - 22 98 112 130
Taxa de lesão com afastamento 1,35 0,65 2 - 13 1,63 3,32 1,52
Lesões sem afastamento 1387 476 1863 - 20 1089 107 647
Taxa de lesão sem afastamento 7,66 2,63 10,29 - 11,82 18,11 3,17 7,56
Taxa de doenças ocupacionais 0,05 0,09 0,14 - 0 0,13 0 0,2
Dias perdidos 10.846 9.278 20.124 - 1.637 4.834 4.403 9.250
Taxa de absenteísmo n/D n/D - 0,92 1,14 4,4 3,25 2,89
Óbitos 5 0 5 - 1 - 1 3
1 Não contempla dados de terceiros.
2 O monitoramento desse indicador no exterior será iniciado em 2014
3 Os dados para esse indicador sofreram alteração com a versão G4 da GRI. Dessa forma, a comparabilidade não pode ser feita na integra com as informações publicadas em 2012.

Transporte seguro

Um tema amplamente abordado pelo Programa de SSMA durante o ano foi a disseminação de comportamento mais seguro aos condutores que realizam o transporte de pessoas (por meio de fretados) e de cargas no transporte e distribuição. O projeto, iniciado em 2011, é direcionado às transportadoras parceiras e seu intuito é levar mais segurança às estradas brasileiras - além de passar informações sobre saúde e proteção do meio ambiente. Para estruturar o projeto, de janeiro de 2011 a março de 2013, as unidades de Videira (SC), Carambeí (PR) e Jundiaí (SP) participaram de um projeto-piloto contemplando 8% dos transportadores, quando foram desenvolvidos procedimentos e normas corporativas para serem seguidos nas unidades.

Os motoristas das transportadoras parceiras receberam informativos estruturados com dicas sobre saúde e direção defensiva (medidas utilizadas para prevenir acidentes de trânsito ou minimizar as suas consequências), sobre combate à exploração sexual de crianças e adolescestes nas rodovias brasileiras e incorporaram a realização do checklist, procedimento que garante que o veículo e o condutor estejam aptos para uma viagem segura por meio da verificação de diversos itens - como pneus, sirene de marcha ré e documentação do motorista e do veículo, entre outros. Houve ainda a implementação do Programa de Observação e Prevenção - POP Rodoviário para observar o comportamento do motorista. A Companhia está ampliando o Programa de SSMA em Transportes e Distribuição com foco na mudança comportamental dos motoristas e transportadores, buscando a redução dos acidentes de trânsito. As ferramentas do projeto nos roll-outs atingirão 50% dos fornecedores em 2014, chegando a 100% até 2015.

Operação em frigoríficos

Elaborada ao longo de 2012 a partir de discussões que reuniram empresários, trabalhadores e o Ministério Público, foi criada Norma Regulamentadora nº 36 para Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de Carnes e Derivados, cujo processo de implantação tem sido acompanhado por sindicatos dos trabalhadores desde outubro de 2013. Atualmente, a BRF possui 97 acordos e convenções, dos quais aproximadamente 95% contemplam tópicos de saúde e segurança como fornecimento de uniformes e EPIs, Comitês de SST (Cipa) e treinamentos e normas de saúde em geral. A operação de Frigorifico da Agroindústria está entre as atividades do processo da BRF que apresentam maior risco ocupacional aos trabalhadores. Diante disso, a BRF estruturou iniciativas para minimizar esses riscos e garantir um ambiente de trabalho seguro e com qualidade de vida para seus colaboradores.

Dentre as iniciativas destacam-se:

  • Programa de Ergonomia e Comitês de Ergonomia
  • Programa de Prevenção de Riscos Ambientais
  • Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional
  • Programa de Conservação Auditiva
  • Programa de Proteção Respiratória
  • Análises de Risco de Processo (identifica, avalia e gerencia riscos com potencial para acidentes de trabalho)

Treinamento e educação

A BRF possui diversas ações coletivas e individuais de treinamento que abrangem todos os públicos da organização. Ações chamadas de coletivas são programas e treinamentos desenhados de acordo com demandas específicas da Companhia e de seus negócios. O plano de treinamento também é complementado por cursos, congressos, feiras e simpósios para atender a necessidades individuais e específicas dos colaboradores. Em 2013, 30 recém-formados foram contratados para a terceira edição do Programa de Trainee da BRF, após passarem por uma bateria de testes, dinâmicas de grupo, entrevistas e superarem quase 20 mil concorrentes. Para esses jovens, além de a BRF ser muito bem conceituada no mercado, o principal atrativo do programa é o job rotation (ou rotação de funções), no qual os trainees transitam por diversas áreas para conhecer os processos de cada uma delas. São mantidos também programas de desenvolvimento de líderes nos diversos níveis hierárquicos, tais como: Formação de Líderes; E-learning para Integração de Líderes; Programa de Desenvolvimento de Lideranças (PDL).

ADAPTAÇÃO A MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Com uma atividade produtiva dependente da disponibilidade de recursos naturais e da produção agrícola, a estratégia de adaptação da BRF avalia os aspectos relacionados a mudanças climáticas que podem impactar nas operações da Companhia. Em 2013, o 5º Relatório do Painel Internacional de Mudanças Climáticas (IPCC) reforçou a necessidade de intensificar ações de adaptação confirmando que impactos do aquecimento global ocorrerão, mesmo com a interrupção imediata das emissões de GEE. Ciente desta realidade, a estratégia da companhia considera os aspectos relacionados aos riscos climáticos, avaliando e gerenciando possíveis impactos na operação e na cadeia de fornecimento, reconhecendo a vulnerabilidade dos recursos naturais e insumos agrícolas fundamentais para a sua atividade produtiva.

A visão estratégica de longo prazo da BRF é ser uma das maiores empresas de alimentos do mundo, admirada por suas marcas, inovação e resultados, contribuindo para um mundo melhor e sustentável. E para o planejamento de longo prazo da (BRF 17) levou em consideração o alto grau de exposição dos negócios ao mercado de commodities redirecionando a empresa para produtos de maior valor agregado (processados). Fazem parte do BRF17, também, as estratégias de crescimento no mercado nacional e internacional, e desenvolvimento de campanhas de marketing para diferentes culturas que estão diretamente relacionadas aos aspectos regulatório e reputacional das mudanças climáticas. A BRF planeja e trabalha para se diferenciar de seus concorrentes globais também por sua contribuição positiva ao meio ambiente e à sociedade.

Os principais riscos identificados pela BRF relacionam-se a aspectos físicos, como alterações extremas na temperatura e na precipitação, que influenciam: produtividade agrícola, qualidade e disponibilidade de pastagem para animais, bem-estar animal e disponibilidade de energia, pois hidrelétricas predominam na matriz elétrica brasileira. Essas alterações podem impactar diretamente os custos da companhia por vários fatores, desde a elevação do preço das commodities agrícolas, até pela necessidade da busca de outras fontes energéticas na eminência do risco de racionamento da energia elétrica frente à escassez de água . No mapeamento de riscos climáticos da companhia também foram considerados o aspecto regulatório, monitorando as tendências de alteração nas legislações de licenciamento, que incorporam a gestão de emissões de GEE, no cenário nacional e internacional; e o aspecto reputacional, visto que mercados de países desenvolvidos são mais exigentes em relação a aspectos ambientais do produto, principalmente às emissões de carbono. Entre as ações para minimizar os riscos mapeados e garantir competitividade nos custos, destacam-se acompanhamento dos estoques na compra de grãos, monitoramento constante do clima; desenvolvimento de projetos de eficiência de processos; inovação tecnológica visando melhorar ambiência e climatização para garantir o bem-estar animal. Para a BRF, o estímulo à produção mais eficiente e à inovação de processos pode trazer oportunidades para o negócio. Além disso, mudanças nos padrões climáticos podem favorecer o desenvolvimento da produção de commodities em regiões próximas às operações ou proporcionar maior volume de chuva em áreas onde se concentra grande parte da geração hidrelétrica, garantindo fornecimento de energia a preço menor.

Emissões

A BRF também possui Norma Corporativa para a gestão e o controle das emissões atmosféricas em suas unidades fabris, que em alguns casos superam a periodicidade exigida pelos requisitos legais. Existe controle operacional dos sistemas para que a combustão ocorra com a maior eficiência possível, garantindo a mínima emissão de poluentes e o melhor desempenho do sistema.

As emissões de GEE que ocorrem na cadeia são consideradas as de maior grandeza para a BRF, principalmente nas fontes agropecuária e logística. Impactos ambientais causados por sistemas de transporte têm um longo alcance, do aquecimento global à poluição atmosférica e sonora. Para organizações como a BRF, com extensas redes de abastecimento e distribuição, impactos ambientais relacionados a questões logísticas podem representar grande parte da pegada ambiental. Com foco em redução de emissões de gases de efeito estufa, são adotadas iniciativas de eficiência no sistema logístico, de recuperação de metano em estação de tratamento de efluentes para utilização como combustível em outros processos, de uso de biomassa (energia renovável) e de conservação de energia e calor em equipamentos e processos.

Intensidade1 de emissões de gases de efeito estufa (GEE)

País2011 32012
Escopo 1 - emissões diretas 346.935,40 327.123,85
Gases incluídos no cálculo Todos foram mapeados, porém a BRF emite apenas CO2, CH4, N2O, HFCs.
Emissões biogênicas de CO2 2.557.312,87 2.797.109,23
Escopo 2 - aquisição de energia elétrica e vapor2 101.344,51 185.034,60
Gases incluídos no cálculo CO2, CH4, N2O
Escopo 3 - outras emissões indiretas 4 521.651,77 1.046.913,65
Logística Terrestre 512.677 530.926
Viagens a negócio (aéreas/terrestres) de funcionários 8.974,77 10.599,17
Logística Hidroviária - 505.388,49
Gases incluídos no cálculo CO2, CH4, N2O
Emissões biogênicas de CO2 16.196,67 tCO2e 17.896,93 tCO2e

1O inventário de emissões é Selo Ouro, segue as diretrizes do Programa GHG Protocol e o cronograma de divulgação por ele definido, assim, o inventário de 2013 será publicado em Maio/2014 na plataforma do Programa GHG Protocol Brasileiro e no RA 2014.
2O fator de emissão utilizado é aquele disponibilizado pelo MCT - Ministério de Ciência e Tecnologia GWP : IPCC Second AR (1995).
3Por ter definido 2011 como ano base para as emissões de Escopo 1 e 2, foi necessário incorporar a 2011 as emissões da Argentina, que foram estimadas. Para o ano de 2013 será realizado o primeiro Inventário Global BRF, incluindo as operações da Europa e demais continentes.

Compromissos e metas
A BRF se comprometeu a reduzir em 10% a intensidade das emissões diretas (Escopo 1) até 2015, considerando como base o inventário de 2011. A meta se refere às atividades do Brasil, que representam 82% do Escopo 1 do Inventário de GEE e foi definida considerando o desempenho das emissões em 2011 e o aumento de produção anual previsto até 2015.

Além de mapear os Escopos 1 e 2, a BRF tem como desafio avançar na identificação e mensuração de outras emissões indiretas (Escopo 3), ampliando o mapeamento de fontes para além das emissões de transporte, logística e de viagens a negócio já divulgadas. Para isso, finalizou em 2013 um Mapa do Escopo 3, que levou em consideração as categorias apresentadas pelo Programa GHG Protocol e a sua relevância/aplicabilidade para a Companhia. Também foi definido um plano de ação, que prioriza o cálculo das fontes mais relevantes para aquelas de menor relevância.

Exemplos de programas com redução de emissões:

  • Eficiência logística: Utilização dos modais ferroviário e aquaviário, roteirização mais eficiente das viagens, alteração do perfil da frota, utilizando veículos com maior capacidade de carga, otimização do carregamento de retorno, substituiu veículos e equipamentos de refrigeração com idade máxima de 10 anos etc.
  • Programa SSMA em Transportes e Distribuição: Sensibilizar os parceiros transportadores e firmar o compromisso com a Saúde, Segurança e Meio Ambiente. Por meio da Gestão Integrada de Fornecedores (GIF), os 68 maiores transportadores do segmento de frigorificados (689 veículos) preenchem mensalmente autoavaliações sobre descarte de resíduos de transporte e controle de fumaça preta dos veículos.
  • Priorização de abastecimento com etanol em 95% da frota leve nos estados do Paraná e São Paulo (que corresponde a cerca de 1.665 veículos).
  • Sistema de Suinocultura Sustentável (3S): Apoia produtores integrados para a construção de biodigestores e sistema de queima dos gases gerados pelo tratamento dos dejetos animais.
  • Geração de Energia Fotovoltaica - O projeto piloto foi implantado em Uberlândia em 2013 e está em operação. Atualmente o consumo e a geração de energia fotovoltaica no sistema de produção de aves estão sendo mensurados e seu funcionamento observado para verificação da viabilidade do projeto. O objetivo é desenvolver o projeto para a geração fotovoltaica distribuída (painéis solares) nas áreas rurais.
  • Caldeiras a Biomassa - A BRF adota em suas operações fabris o uso de caldeiras à biomassa em substituição ao combustível não renovável. Em 03 unidades da Companhia essas caldeiras geram energia elétrica, além da energia à vapor.

Energia

A energia é um dos principais recursos utilizados nas atividades da BRF, por isso há investimento contínuo na busca por processos e equipamentos que reduzam sua demanda. Por conta disso, o Programa de Excelência Energética estabeleceu indicadores de desempenho específicos para monitorar o consumo de energia nos diferentes processos produtivos, em razão da particularidade do perfil energético de cada produto que compõem o amplo portfólio da Companhia. Esses indicadores são acompanhados diariamente nas plantas por especialistas. As demais atividades que compõem a operação da BRF, como centros de distribuição, agropecuária e áreas administrativas, também contam com indicadores de monitoramento estabelecidos conforme seus padrões de operação. A Companhia busca a cada ano aperfeiçoar o monitoramento e o desempenho das distintas linhas de produção.

Em 2013, a BRF adquiriu no mercado livre 93,2% de sua energia elétrica de fontes renováveis, considerando as plantas sediadas no Brasil, superando assim a meta assumida em 2012 de adquirir no mínimo 90%. A Empresa também atingiu a meta de manter sua matriz mais limpa do que o Sistema Interligado Nacional (SIN), atingindo 11,5% de superioridade em relação ao sistema. Superou também a meta estabelecida de 96% de energia direta consumida dentro da organização proveniente de fonte renovável, atingindo no período 97,23%, considerando a mesma base de análise para o ano de 2012. A base de dados da BRF aumentou em 2013, com a inclusão de atividades que antes não eram contabilizadas, como agropecuária, prédios administrativos, centros de distribuição e as plantas do exterior. Mesmo com a inclusão das novas atividades os compromissos assumidos foram atingidos conseguindo em energia indireta ter o resultado de 91,31 % e na energia direta obteve 96%. O desafio da companhia para 2014 é de 95 % de energia direta proveniente de fonte renovável. O objetivo é, para 2014, racionalizar o consumo de fábricas, CDs e agropecuária em aproximadamente 200 mil GJ.

Água e Efluente

A disponibilidade hídrica é fator decisivo para a BRF na construção de novas plantas e na ampliação da capacidade produtiva das unidades existentes. A qualidade da água também impacta diretamente na qualidade de produtos, como, por exemplo, na produção de leite, na qual a higienização dos equipamentos e utensílios utilizados para ordenha reflete diretamente na qualidade final do produto. Por essas razões a Empresa desenvolve iniciativas para reduzir o consumo deste recurso, sendo estas desde documentos informativos e de orientação para o uso consciente, e reúso da água até a implantação de mecanismos de captação e armazenamento da água da chuva. A BRF realiza medições e promove a gestão diária do consumo de água, priorizando a captação de fontes superficiais, reduzindo a exploração de água subterrânea e evitando o uso de água da rede pública, para não concorrer com a população.

Para 2013 a Companhia estabeleceu metas em relação ao consumo e ao reúso de água. A meta de economizar 1 bilhão de litros de água foi superada, racionando aproximadamente 1,3 bilhão, considerando a mesma base de dados de 2012, que contemplava apenas unidades de manufatura de carnes e lácteos do Brasil. Porém, em 2013, a abrangência do indicador foi maior, com a inclusão de atividades não contabilizadas em anos anteriores, como agropecuária, centros de distribuição, prédios administrativos e as unidades do exterior. Esse aumento de escopo implicou um aumento de 7,05% no volume de água para o ano de 2013. A meta em relação ao reúso de água era manter o índice acima de 20%. Utilizando a base de dados de 2012, a Companhia atendeu à meta. Para o ano de 2014 essa meta está mantida.

Para alcançar o objetivo, o site de Curitiba, por exemplo, construiu cisterna que capta água da chuva para utilização no jardim, mictórios e vasos sanitários, que atendem aproximadamente 30% dos funcionários do site administrativo. Já no site Itajaí, foi desenvolvido o programa Mergulhe nessa Ideia, que promove a conscientização sobre o uso da água. As iniciativas para a gestão de água também estão implantadas nos centros de distribuição, a exemplo dos CDs de Ribeirão das Neves (MG), Salvador (BA) e Jundiaí (SP), que utilizam a água de chuva para a lavagem dos caminhões.

Além disso, em 2013 foram realizados projetos visando à redução do consumo de água nos processos produtivos. Adotou-se a tecnologia PINCH, metodologia baseada nos princípios da termodinâmica para a promoção do reuso e reciclo dentro dos processos, otimizando a maneira como a água pode ser aplicada conforme a qualidade requerida. Também foi realizada a padronização do sistema de higienização das fábricas, identificando e replicando as melhores práticas em conservação de água. Outra iniciativa foi a implantação da filosofia Lean, que identifica o fluxo de materiais e informações em todas as etapas para acabar com os focos de desperdício.

Na cadeia, os produtores integrados são os responsáveis pela gestão da água em suas operações, mas a Companhia apoia os interessados em adotar novas tecnologias para otimização de recursos. Fornecedores são monitorados e avaliados anualmente por intermédio de um check list de sustentabilidade, que avalia a disponibilidade de água no último ano. Na ficha de acompanhamento do lote de criação das aves, por exemplo, o dado de consumo de água é informado diariamente.

Em relação à efluente, em 2013, houve aumento de 6,6% no volume de efluente gerado, comparado ao ano anterior devido à inclusão de atividades na base de dados, porém, houve redução significativa na carga poluidora de mais de 11,2%, que se deve, principalmente, ao projeto corporativo para a redução de carga orgânica gerada nos processos e que ainda não está totalmente concluído.

O projeto também possibilitou o aumento na recuperação de resíduos, que deixaram de ser gerados e destinados ao tratamento de efluente industrial. A área de Agropecuária da BRF concluiu em 2013 estudos e avaliações de seu sistema de consumo de água e produção de dejetos líquidos de suínos, quando contabilizou uma geração média de 4,5 litros/suíno/dia ante a geração média nacional de 7,0 litros/suíno/dia. Esse índice, 35% inferior, agrega valor aos dejetos, concentrando mais os nutrientes a serem disponibilizados na cultura, que após tratados transformam-se em fertilizantes.

Resíduos

Em todos os sites administrativos, existe a separação no descarte do lixo orgânico, recicláveis, não recicláveis e coletores de pilhas e baterias. Para algumas unidades administrativas, são realizadas coletas de óleo e lixo eletrônico. Em 2014, está prevista a reestruturação do Programa Recicle suas Ideias, iniciado em 2011, que tem como objetivo contribuir com o descarte correto de todos os resíduos e conscientizar os colaboradores sobre sua importância. Inicialmente, o programa era focado na temática de resíduos sólidos, mas em 2014 seu escopo será ampliado para todos os demais recursos (água e energia), bem como está prevista a padronização e implementação de todas as suas fases em todos os prédios administrativos da BRF.

As diretrizes previstas na Norma de Controle Ambiental estão implantadas em 100% das operações de carnes e em fase de conclusão nas operações lácteos, quando serão definidas metas de atendimento para geração de resíduos e qualidade das emissões de efluentes para 2014. Visando cumprir a meta assumida de reduzir em 2% (em peso) os resíduos gerados em 2013, a BRF otimizou treinamentos e capacitação das equipes das unidades com auxílio de especialistas regionais e corporativos, utilizando como base políticas e normas internas e externas. Também foram realizadas melhorias em projetos, otimização de processos e redução de carga orgânica nas fábricas. Com isso, superou a meta alcançando redução de 15,7% na geração de resíduos. Para 2014, projeta redução de 3 % do volume total de resíduos gerados.

Nos produtores integrados, os efluentes e resíduos são monitorados e avaliados anualmente e para a gestão desse aspecto a BRF possui as normas corporativas (NCs) de Gestão Ambiental Agropecuária, do Programa de Gestão dos Resíduos de Serviços de Saúde Animal, e do Programa Suinocultura Sustentável, além de índice de conformidade e check list de atendimento a conformidade legal.

A BRF realiza coleta dos resíduos perigosos, transportando-os e destinando-os adequadamente conforme legislação ambiental. Como um diferencial nas operações, em todas as granjas próprias e integradas (aproximadamente 14,5 mil produtores) e nos incubatórios da BRF, está implantado o Programa de Logística Reversa dos Resíduos de Saúde Animal, e em 2014 será estendido para as fábricas de rações. Já foram coletadas mais de 1,5 mil toneladas de resíduos perigosos no campo e nos incubatórios.

Todos os centros de distribuição também possuem sistema de coleta seletiva. O descarte adequado de óleos, baterias e pneus é verificado por meio de programas de conscientização com os colaboradores e fornecedores, e de auditorias nos maiores transportadores. Os motoristas também são conscientizados em relação ao tema "Lixo gerado em trânsito".

Gestão de resíduos sólidos pós-consumo

Alinhada às principais tendências mundiais de alimentos e embalagens, a BRF busca, reduzir, reciclar e reutilizar embalagens por meio da qualidade e da adequação de suas embalagens. Por isso, investe em embalagens e produtos inteligentes, que melhoram a conservação, qualidade e promovam flexibilização do tempo de vida de prateleira dos produtos. A BRF disponibiliza nas embalagens de seus produtos orientações sobre a disposição das embalagens após consumo, de acordo com a Simbologia de Descarte Seletivo, homologado pela Associação Brasileira de Embalagem (Abre) e pela ABNT. Com essa atitude, avança para ampliar a participação dos consumidores na concretização da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A simbologia indica a separação dos resíduos entre secos (recicláveis) e úmidos (não recicláveis) a fim de facilitar o descarte das embalagens para a coleta seletiva.

A adequação à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) é um desafio devido à complexidade das ações exigidas pela norma e a extensão da cadeia de fornecimento e distribuição da Companhia. Para superá-lo, tem participado de discussões e iniciativas públicas:

  • A BRF integra a Associação Brasileira de Embalagem (Abre), principal órgão representativo do setor, com atuação no governo, em entidades técnicas, no mercado e na sociedade. Por meio dessa associação foram criados comitês de discussão da PNRS, que já tem impactado as políticas da Empresa, inclusive com a inserção da simbologia de descarte seletivo.
  • Em 2013, iniciou a segunda fase do programa de construção de centrais de valorização de materiais recicláveis do Estado do Paraná, em conjunto com as autoridades ambientais do Estado. A iniciativa recebeu investimentos de R$ 80 mil e para 2014, há o compromisso de investir cerca de R$ 40 mil.
  • Por meio da Associação Brasileira da Indústria da Alimentação (Abia), participa desde 2012, com outras 27 associações (dos mais variados setores), da Coalizão Empresarial coordenada pelo Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre). A coalizão visa obter resultados mais expressivos em relação ao aumento dos percentuais de reciclagem no País e atendimento à PNRS. Atualmente, a Coalizão aguarda a aprovação do Governo Federal sobre a proposta de logística reversa desenhada para atendimento de sua determinação de redução de 22% no percentual de resíduos secos recicláveis depositados em aterros até 2015.
  • Alinhada com Política Nacional de Resíduos Sólidos, a BRF no final de 2013, firmou parceria com empresas especializadas em apoio técnico e de gestão em cooperativas de catadores para desenvolverem um projeto conjuntamente. A primeira etapa do projeto prevê capacitações técnica e gestão em 16 cooperativas, nas regiões de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Cuiabá, sendo que quatro delas receberão também equipamentos. Com esse projeto, a BRF espera que as cooperativas aumentem o percentual de resíduos reciclados, agreguem valor aos resíduos coletados e aumentem a geração de renda.
  • Em 2013, a Brigada BRF (parceria com a TerraCycle) viabilizou a coleta de 283.007 unidades de embalagens. A partir de 2014, ações semelhantes serão desenvolvidas com o auxílio de novos parceiros, visando o desenvolvimento de novas frentes e diferentes perspectivas de atuação.

Mitigação de Impactos Ambientais de Produtos e Serviços

Projetos conduzidos em 2013Resultado
Alteração do modelo de caixa de transporte para caixa bandeja. sem utilização de filme plástico. Redução de consumo de 290 t/ plástico por ano.
Cartão com nova gramatura para embalagem de pratos Prontos. Redução de 10% de massa, o que representou uma diminuição de 112,5 t/ano de material (equivalente a aproximadamente 1.461 árvores médias de eucalipto).
Alteração dimensional e estrutura da caixa de papelão ondulado do produto presunto cozido. Redução de 2,4 t/ ano de material não consumido. aproximadamente (32 arvores médias-eucalipto).
Otimização de saco plástica de Linguiça Toscana Marca sadia, com redução média de 4% do dimensional Resultará em economia de aproximadamente R$ 60 mil por ano.
Adequações no processo de embalagem, que permitiu retirar dispositivo utilizados como prendedor de patas (hand clamp) utilizado em Perus. Redução de 5.56 t/ aio no consumo de poliamida.
Ajuste de embalagem. registro e documentação para alteração da estrutura e redução do dimensional da embalagem primária. Redução do consumo de 85 toneladas de Polietileno de Baixa Densidade (PEBD) e redução de custo de R$660 mil por ano.
Redução de espessura de filme tampa de salsicha Congelada. Redução de consumo de 19,4 toneladas de Pet/PE e economia de R$95 mil por ano.
Redução de consumo filme stretch automático. Economia de R$ 500 mil por ano e deixarão de ser usados 118 toneladas de Polietileno de Baixa Densidade Linear (PEBOL).

Para mais informações sobre a BRF, clique aqui para o nosso Relatório Anual e de Sustentabilidade.

Mapa de RI