GESTÃO DE RISCO

Desenvolvida de maneira participativa, envolvendo todas as áreas, à política de gestão de riscos é liderada por uma gerência especializada.

POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS

A política de gestão de riscos da BRF é acompanhada mensalmente pelo Conselho de Administração. A cada dois anos a política é revisada e aprovada pelo Conselho, sendo considerada de abrangência suprema, blindada a atuações isoladas e a mudanças de nomes na diretoria.

Com uma governança bem estabelecida, a política de gestão de riscos é desenvolvida de maneira participativa e liderada por uma gerência especializada, que analisa os riscos da Companhia por meio de ferramentas e indicadores específicos, reportando aos órgãos colegiados. A política é considerada disciplinada, madura e conservadora, atuando de maneira preventiva por meio de contínuo e abrangente monitoramento de fatores que possam interferir no andamento dos negócios ou na conquista dos resultados planejados.

Tendo fortalecido questões financeiras e operacionais, a gestão de risco na BRF evoluiu para uma abordagem mais associada aos negócios e à estratégia, e segue em um processo de ampliação gradual que culminará com uma gestão ampla do risco empresarial impregnada à Cultura BRF. Em 2013, foram acompanhados como aspectos de risco mais relevantes:

Financeiros - O cumprimento integral da Política de Gestão de Risco Financeiro é acompanhado pelo Comitê de Gestão de Riscos Financeiros, que também propõem operações e veta propostas que considera inadequadas. São estabelecidas diretrizes mínimas e máximas na utilização de hedge contratado para minimizar os impactos da volatilidade cambial em seus resultados.

Clique aqui para acessar a Política de Gestão de Risco Financeiro da BRF.

Cadeia de fornecedores - Com uma cadeia longa, a BRF possui uma política de gestão de riscos de suprimentos abrangente, com mecanismos de prevenção e reparo de danos. Em 2013, o Programa de Monitoramento da Cadeia de Fornecedores foi expandido justamente pela necessidade de identificar e mitigar riscos controlados por terceiros, que, embora não estejam sob a gestão direta da Companhia, influenciam o negócio.

Operacionais - Desde 2010, a BRF conta com o Projeto de Gestão de Risco Operacional (PGR), que tem como foco principal a prevenção em relação a possíveis sinistros patrimoniais e conta com o envolvimento de diversos departamentos. Além disso, uma área monitora constantemente os aspectos que podem prejudicar a produtividade e a continuidade das operações (como escassez e custo de mão de obra, infraestrutura da malha logística, operações industriais, etc). Os riscos operacionais das unidades fabris e dos Centros de Distribuição estão mapeados com identificação de impacto e probabilidade de ocorrência. A BRF considera o Princípio da Precaução, segundo o qual a ausência de certeza científica não deve ser utilizada como justificativa para não prevenir a ameaça de danos sérios ou irreversíveis ao meio ambiente ou à saúde humana. Esse princípio é observado nas fases de desenvolvimento, concepção, fabricação e distribuição do produto. A partir dessa filosofia, a Empresa contrata seguros contra danos materiais e lucros cessantes envolvendo fábricas, equipamentos, transporte dos produtos e responsabilidade civil sobre produtos e operações. Funciona desde 2012 o Centro de Controle Operacional, sistema proativo com funcionários de diferentes áreas reunidos em uma única sala, em Curitiba, de onde administram os eventuais problemas de modo a evitar riscos que envolvam continuidade, produtividade e eficiência das operações.

Controle sanitário - Riscos dessa natureza são eliminados ou minimizados por meio de atualização permanente das práticas adotadas nas operações próprias e pelos produtores integrados, melhorias de processo e rígido sistema de operação industrial. As unidades de abate estão estrategicamente distribuídas em diferentes regiões do País e no exterior com o objetivo de reduzir impactos decorrentes de questões sanitárias ou eventuais embargos internacionais a uma região específica, segurança dos alimentos é controlado por meio do Sistema da Qualidade BRF e programas específicos de segurança de alimentos (a exemplo do Boas Práticas de Fabricação, Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle - HACCP). Esses programas, em especial o HACCP, garantem a eliminação ou minimização dos perigos biológicos, físicos e químicos que possam ocorrer no produto, assegurando que os produtos comercializados pela Empresa não representem riscos à saúde dos consumidores. A Empresa faz uso de detectores de metais e equipamentos de raios-X para manter a segurança do produto final. Além disso, todos os fornecedores assinam contratos com cláusulas de garantia da segurança dos itens comercializados e aqueles produzidos em qualquer unidade podem ser rastreados por meio de um histórico que identifica o caminho percorrido até o consumidor, em um processo que inclui controle de ração e medicamentos fornecidos aos animais.

Commodities - Os resultados operacionais estão sujeitos a fatores sazonais e volatilidade que afetam tanto os preços de matéria-prima quanto os preços de vendas da BRF. O negócio da Companhia é em grande parte dependente do custo e do fornecimento de milho, farelo de soja, soja em grãos, suínos, leite e outras matérias primas, bem como os preços de venda de aves, suínos e produtos lácteos, todos os quais são determinados por alterações constantes na oferta e demanda que podem flutuar de maneira significativa, e de outros fatores sobre os quais temos pouco ou nenhum controle. Esses demais fatores incluem, entre outros, flutuações nos níveis de produção doméstica e global de aves, suínos, bovinos e leite, regulamentos ambientais e de conservação, conjuntura econômica, condições climáticas, doenças em animais e na lavoura, custo do frete internacional e flutuações das taxas de câmbio. O setor econômico de atuação, tanto no Brasil quanto no exterior, também é caracterizado por períodos cíclicos de preços e lucratividade mais altos, seguidos de superprodução, o que leva a períodos de preços e lucratividade menores. A BRF não pode minimizar esses riscos com a celebração de contratos de longo prazo com os clientes e com a maioria dos fornecedores, uma vez que esses contratos não são usuais no setor. O desempenho financeiro também é afetado por custos de frete nacionais e internacionais, que são vulneráveis a flutuações no preço do petróleo. Talvez a Companhia não tenha êxito ao tratar dos efeitos das variações sazonais e da volatilidade sobre custos e despesas ou sobre a precificação de produtos e, nesse caso, o seu desempenho financeiro como um todo poderá ser negativamente afetado.

Imagem e reputação - A BRF procura manter sua imagem ligada a uma sólida governança corporativa e a valores como confiança, ética e transparência. Com uma política de risco de imagem e reputação clara e ajustada a todos os negócios e segmentos, as normas para as áreas comerciais alcançam inclusive as relações com parceiros estratégicos internacionais. Além disso, um Comitê de Crise atua em todas as ocorrências que possam expor a sua imagem e o seu relacionamento com os públicos estratégicos.

Ambientais - Há equipes técnicas especializadas em questões ambientais industriais e agropecuárias em todas as unidades fabris, capacitadas para atender integralmente à legislação brasileira, bem como agir de forma correta e eficaz em situações de emergência sempre que necessário.

Jurídico/Tributário - Há acompanhamento constante de aspectos eventualmente questionados por órgãos governamentais para assim reduzir demandas administrativas e judiciais. Além disso, a empresa atua pautada na ética resguardando-se de riscos de não conformidades com legislações e normativas de todas as esferas.

Mudanças climáticas - Em 2013, o 5º Relatório do Painel Internacional de Mudanças Climáticas (IPCC) reforçou a necessidade de intensificar ações de adaptação confirmando que impactos do aquecimento global ocorrerão, mesmo com a interrupção imediata das emissões de GEE. Ciente desta realidade, a estratégia da companhia considera os aspectos relacionados aos riscos climáticos, avaliando e gerenciando possíveis impactos na operação e na cadeia de fornecimento, reconhecendo a vulnerabilidade dos recursos naturais e insumos agrícolas fundamentais para a sua atividade produtiva.

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