Senhores Acionistas,

A BRF vivenciou em 2013 um cenário de mudanças substanciais, na esteira da complexa integração de dois gigantes do setor alimentício e da competente execução das exigências para a fusão feitas por parte do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Neste exercício, a tônica foi repensar a empresa e, a partir de um amplo conjunto de informações e ideias geradas por uma equipe de alto nível, dar início a um novo ciclo de atuação. A meta desse ciclo é tornar a BRF ainda mais sustentável e sintonizada com os anseios de seus clientes e consumidores. Além de sua já reconhecida qualidade de produtos, marcas fortes, cadeia produtiva eficiente e capacidade de distribuição, a BRF quer agora dar ainda mais ênfase à inovação, revisitando seu portfólio, investindo em produtos com maior valor agregado e rentabilidade - direcionando a sua estratégia internacional para mercados específicos.

O mundo passa por significativas transformações, e as empresas líderes precisarão antecipar-se a essas mudanças se quiserem preservar ou melhorar a sua posição de mercado. Dessa forma, o objetivo maior é trazer o consumidor para o centro de tomada de decisão e direcionamento do nosso negócio.

Elo fundamental da relação da empresa com os consumidores, nossos clientes também foram consultados no ano de 2013, por meio de uma pesquisa de satisfação que contou com mais de mil entrevistas, inclusive com a participação de líderes da empresa, em todos os canais de atuação: autosserviço, varejo e food services. A BRF está compromissada a ouvir e atender a todos os stakeholders que determinam seu futuro. Para nós, essas opiniões são essenciais para fazermos ajustes no nível de serviço que, apesar de todos os esforços, ainda não alcançou o nível de excelência que almejamos - seja em pontualidade e excelência de atendimento, seja em planejamento de visitas e entregas. A percepção de nossos clientes e consumidores é questão-chave para a estruturação dessa nova BRF, que migrará da orientação industrial, mantendo o seu potencial produtivo, para um modelo absolutamente direcionado pelo mercado. Como parte dessa estratégia, estamos levando toda a liderança da companhia para ter contato direto com a ponta, por meio de um amplo programa de visitas a hipermercados e pequenos varejos.

Para conquistar esses ambiciosos objetivos, será decisivo um abrangente e intensivo exercício de gestão de talentos e uma cultura corporativa que priorize a meritocracia e a alta performance. Queremos as pessoas certas nos lugares certos, em um ambiente saudável e seguro. Para isso, intensificamos o programa de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA), desenvolvendo um manual para informar e orientar os prestadores de serviços que atuam nas dependências da BRF. E realizamos também a primeira pesquisa de clima da companhia, entre maio e junho, na qual mais de 86 mil pessoas, correspondendo a 90% dos colaboradores ativos, responderam ao questionário.

O nosso ciclo de planejamento, chamado de BRF-17, foi construído ao longo do segundo semestre de 2013 e contou com a participação de cerca de 150 pessoas - entre conselheiros, executivos e consultores -, que realizaram uma profunda revisão na Companhia para definir como atuaremos no período 2014-2017, e estabeleceram um marco para o direcionamento da empresa. Nesse exercício, mantivemos nossos valores alinhados aos dez princípios do Pacto Global da ONU e revalidamos o objetivo de atingir nossa visão transformadora: “Sermos uma das maiores empresas de alimentos do mundo, admirada por suas marcas, inovação e resultados, contribuindo para um mundo melhor e sustentável”.

Alinhada às mudanças da empresa, foi estruturada a Vice-Presidência de Marketing e Inovação, coordenando trabalhos de inovações mercadológicas e tecnológicas. Sob esse guarda-chuva, reposicionamos a área de Inteligência de Mercado, para garantir que a informação e o conhecimento sejam transformados em padrão de ação e tomada de decisão. Ainda nessa estrutura, foi criada a diretoria de Desenvolvimento de Canais, responsável pela segmentação de produtos e categorias, que oferecerá pacotes de serviço adequados para cada tipo de cliente. Outras categorias lideradas pela Vice-Presidência de Marketing e Inovação são Marcas, Qualidade e P&D. Tendo na inovação uma grande prioridade do novo ciclo, o BRF Innovation Center, em Jundiaí, foi planejado para ser o nosso laboratório de lançamentos. Com suas cozinhas experimentais, o centro transforma-se em um grande integrador da empresa com os clientes e consumidores, abrigando a área de P&D de produtos industrializados e recebendo as reuniões mensais do Comitê de Inovação.

A finalidade de toda essa nova estruturação organizacional é consolidar a BRF como uma companhia que constrói valor a partir da força de suas marcas e da inovação de seus produtos, e torná-la menos sensível ao estreitamento de margens das commodities.

Vivenciamos um período repleto de realizações, com um desempenho operacional bastante favorável se comparado ao ano anterior, demonstrando a capacidade de resiliência da empresa frente a um cenário ainda desafiador. A receita líquida chegou a R$ 30,5 bilhões, crescimento de 7,0% sobre 2012. O resultado operacional foi de R$ 2,5 bilhões e o lucro líquido atingiu R$ 1,1 bilhão, registrando crescimento sobre o ano anterior, mas abaixo do que nos propusemos.

Temos confiança de que todas as decisões que tomamos objetivam um trabalho sustentável em longo prazo, que nem sempre traz resultados imediatos, muito embora uma das grandes metas de nosso Plano de Aceleração é a busca de um incremento de R$ 1,9 bilhão em Resultado Operacional a partir de 2016, a ser obtido de forma consistente e gradual.

No mercado internacional, o ano de 2014 será marcado pela inauguração da nossa fábrica de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, a primeira construída pela BRF fora do Brasil e um dos principais pilares da estratégia de investir em produtos processados, com marca forte, maior valor agregado e rentabilidade, em mercados em franca expansão, como o do Middle East, North Africa & Southeast Asia (conhecido como Menasa). No Brasil, queremos reforçar nossa posição de empresa líder de mercado, admirada por todos os seus públicos de relacionamento: consumidores, clientes, colaboradores e investidores.

Estamos plenamente confiantes e entusiasmados com o novo ciclo de desenvolvimento da BRF, cujas sementes foram plantadas no exercício de 2013.

Abílio Diniz

Presidente do Conselho de Administração

Claudio Galeazzi

Diretor-Presidente Global

4º Trimestre 2013 (4T13)

  • A receita líquida totalizou R$ 8,2 bilhões, com crescimento de 0,8% comparado ao 4T12, em um ambiente de consumo mais desafiador no mercado interno, desde meados de 2013, o que também comprometeu volumes.
  • O volume total de vendas do período alcançou 1,5 bilhões de toneladas, 8,1% menor que o mesmo período do ano anterior.
  • O lucro bruto totalizou R$ 2,1 bilhões, 0,6% inferior ao 4T12 impactado pelo aumento de custos no período, especialmente de mão-de-obra, o que levou a uma redução da margem bruta de 25,7% para 25,4%.
  • O EBITDA ajustado atingiu R$ 954,0 milhões, 6,3% abaixo do 4T12, resultando em margem EBITDA ajustada de 11,6% ante 12,5% no ano anterior. O EBITDA alcançou R$ 772,6 milhões no trimestre (2% abaixo do 4T12), com margem EBITDA de 9,4% ante 9,6%.
  • O lucro líquido foi de R$ 208 milhões ante um resultado líquido de R$ 520 milhões verificados no 4T12, impactado pelas despesas operacionais não-recorrentes, despesas financeiras líquidas mais elevadas, além de outros fatores mencionados acima.
  • O volume financeiro de ações negociado atingiu a média de US$ 71,5 milhões/dia no trimestre, 0,42% superior ao mesmo período do ano anterior.
Resultado - R$ Milhões 4T13 4T12 var. %
Receita Líquida 8.208 8.146 1
MI 4.719 4.695 1
ME 3.489 3.451 1
Lucro Bruto 2.082 2.095 (1)
Margem Bruta 25,4% 25,7% (30) bps
EBIT 462 543 (15)
Resultado Líquido 208 520 (60)
Margem Líquida 2,5% 6,4% (390) bps
EBITDA 773 785 (2)
Margem EBITDA 9,4% 9,6% (20) bps
EBITDA ajustado 954 1.018 (6)
Margem EBITDA ajustada 11,6% 12,5% (90) bps
Resultado por ação(1) 0,24 0,65 (63)
1-Resultado por Ação (em R$) consolidado, excluindo as ações em tesouraria

Acumulado 2013

  • A receita líquida totalizou R$ 30,5 bilhões, com crescimento consolidado de 7,0%, resultado da performance de vendas atingida nos segmentos de atuação, principalmente nos primeiros trimestres do ano, com destaque para desempenho do mercado externo, que apresentou uma melhora de receita de 12,9% em relação a 2012, com o benefício da desvalorização cambial no período.
  • O volume total de vendas do período alcançou 5,9 bilhões de toneladas, 7,4% menor que o mesmo período do ano anterior.
  • O lucro bruto totalizou R$ 7,6 bilhões, 17,3% superior devido aos repasses de preços no mercado interno e melhora de mix, atingindo um ganho de 2,2 p.p. de margem bruta.
  • EBITDA ajustado atingiu R$ 3,6 bilhões, 35,3% superior a 2012, com margem EBITDA ajustada de 11,9% ante 9,4% de 2012. O EBITDA alcançou R$ 3,1 bilhões no ano (37,0% acima), com margem EBITDA de 10,3% ante 8,0%.
  • O lucro líquido foi de R$ 1,1 bilhão ante um resultado líquido de R$ 770 milhões registrados no ano anterior: totalizando 38,0% de aumento, atingindo margem líquida de 3,5% ante 2,7%.
  • O volume financeiro de ações negociado atingiu a média de US$ 80,7 milhões/dia no ano, 6,2% superior ao mesmo período de 2012.
Resultado - R$ Milhões 2013 2012 var. %
Receita Líquida 30.521 28.517 7
MI 17.159 16.668 3
ME 13.363 11.859 13
Lucro Bruto 7.658 6.454 17
Margem Bruta 24,8% 22,6% 220 bps
EBIT 1.960 1.323 48
Resultado Líquido 1.062 770 38
Margem Líquida 3,5% 2,7% 80 bps
EBITDA 3.131 2.283 37
Margem EBITDA 10,3% 8,0% 230 bps
EBITDA ajustado 3.627 2.680 35
Margem EBITDA ajustada 11,9% 9,4% 250 bps
Resultado por ação(1) 1,22 0,94 30
1-Resultado por Ação (em R$) consolidado, excluindo as ações em tesouraria

As variações comentadas neste relatório são comparações ao acumulado de 2013 (12M13) em relação ao acumulado de 2012 (12M12) ou do 4º trimestre de 2013 (4T13) com o 4º trimestre de 2012 (4T12), conforme especificado.

EBITDA ajustado - Histórico do 4º Trimestre

(R$ milhões)

EBITDA ajustado - Histórico Trimestral

(R$ milhões)

Exportações Brasileiras

Na comparação do 4T13 com o trimestre anterior (3T13), as exportações brasileiras de carne de frango apresentaram incremento de 5,4% em termos de volume e de 4,2% em termos de faturamento (US$). No ano, os embarques mantiveram-se ligeiramente abaixo do total exportado em 2012 em termos de volume (-0,7%), porém o maior preço médio permitiu crescimento de 3,4% no faturamento. Com relação à carne suína, o 4T13 mostrou queda de 13,9% em termos de volume e de 9,6% em termos de faturamento (US$) se comparado ao trimestre anterior. No acumulado do ano também se nota queda em ambos os parâmetros, de 11,0% e 9,1%, respectivamente. No que se refere à proteína bovina, nota-se forte crescimento em 2013. Os embarques no 4T13 registraram aumento de 1,3% em relação ao trimestre anterior e de 19,7% em relação ao 4T12. No acumulado do ano, houve melhora tanto em relação ao volume de exportação (19,5%) quando ao faturamento em US$ (13,6%), apesar de certa queda no preço médio na comparação de 2013 vs 2012.

Em volume, as exportações brasileiras de carne de frango no 4T13 totalizaram 1,0 milhão de toneladas. No ano, os volumes exportados totalizaram 3,9 milhões de toneladas com faturamento de US$ 8,0 bilhões. Arábia Saudita, Japão e China continuaram representando a maior parcela das exportações (juntos representaram 36,3%), sendo que os três países apresentaram incremento em seus volumes em relação ao exportado em 2012.

Os embarques de carne suína no 4T13 somaram 128 mil toneladas. No acumulado do ano, as exportações totalizaram 517,3 mil toneladas, com aumento de 2,2% no preço médio e faturamento de US$ 1,4 bilhão. Apesar do maior preço médio, a redução no faturamento se deve primordialmente ao menor volume exportado para a Ucrânia, que em dois momentos distintos suspendeu as exportações Brasileiras: a primeira vez durante o 2T13 e novamente em meados de Novembro. Rússia e Hong Kong foram responsáveis por aproximadamente 49,5% do volume de carne suína exportado pelo Brasil. É importante ressaltar que em julho/13 aconteceu o primeiro embarque de suíno in natura ao Japão, maior mercado consumidor de carne suína no mundo, oferecendo grande potencial para tais exportações.

A carne bovina foi o grande destaque do ano. Os embarques no 4T13 totalizaram 415 mil toneladas. No acumulado do ano, a proteína soma volume de 1,5 milhões de toneladas com faturamento de US$ 6,7 bilhões. As exportações brasileiras para Rússia, Hong Kong e Venezuela foram os mais representativos.

Consumo Interno

Conforme pesquisa Focus de 24/01/14 realizada pelo Banco Central do Brasil, espera-se que o crescimento do PIB do país seja de 2,3% em 2013, o menor dos últimos dois anos. Este fraco resultado deve-se, principalmente, a fatores como estagnação da produção industrial, baixa competitividade do setor em relação à competitividade nos mercados externos, assim como a retirada de investimentos e o modesto desempenho do consumo. Este último, que era um dos grandes objetos da atual política econômica, acabou não trazendo os resultados esperados por conta do foco do Governo em manter a inflação dentro da variação da meta.

Além disso, a taxa de inflação, medida pelo IPCA, fechou o acumulado do ano em 5,9%, seguindo uma tendência de taxas relativamente altas, já que o centro da meta da inflação é de 4,5%. Este número frustrou a expectativa do Governo de encerrar 2013 em um patamar menor que o de 2012 (5,8%) e também do mercado, que tinha como expectativa encerrar o ano em torno de 5,5% (segundo pesquisa Focus do Banco Central de 02/01/13). Durante 2013, o Governo Brasileiro implantou políticas fiscais e monetárias para tentar controlar a inflação como, por exemplo, o controle de preços do petróleo, a redução do preço da energia para os consumidores e o incentivo fiscal aos setores automobilístico e eletrônico. Outra manobra utilizada foi a alta da taxa básica de juros, Selic.

O Banco Central registrou um acúmulo da Selic em 31/12/2013 de 9,9%, o que impactou diretamente na redução dos investimentos, uma vez que se tornam mais atrativos os títulos de dívida pública e o crédito, causando uma diminuição da oferta deste para os consumidores. Esta redução na disponibilidade de crédito pessoal acompanhou um Índice de Confiança do Consumidor (ICC) mais baixo. O ICC acumulou queda de 6,1% em 2013 e impactou na desaceleração dos gastos do consumidor. Por outro lado, o volume de registros de inadimplência no país recuou 4,4% no mês de dezembro em relação ao mesmo período de 2012, sendo a quarta queda consecutiva e a baixa mais acentuada desde o início da nova série histórica, calculada a partir de janeiro de 2012 pelo Serviço de Proteção ao Crédito e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

No setor supermercadista, a LCA Consultores (visão de Jan/14 com base em dados do IBGE), espera um avanço de 12,0% no faturamento das vendas em 2013 (ante alta de 16,0% em 2012). Para 2014, a Consultoria acredita num ritmo mais acelerado de crescimento do faturamento (em 14,0% y-o-y), principalmente por conta de uma reação do volume vendido. Em relação ao faturamento nominal do varejo restrito como um todo, a Consultoria espera que o setor cresça 11,0% em 2014 em comparação com 2013, crescimento similar ao esperado em 2013 vs 2012.

Investimentos

Os investimentos realizados no trimestre totalizaram R$ 376,8 milhões, ficando 44,3% inferior ao ano anterior e foram direcionados para projetos de crescimento, eficiência e suporte. Estão considerados neste montante R$ 120,1 milhões de investimentos em ativos biológicos (matrizes). No acumulado, os investimentos (CAPEX) totalizaram R$ 1,5 bilhão, incluindo R$ 501,8 milhões de investimentos realizados em ativos biológicos. Além disto, houve também no período, R$ 164,8 milhões de arrendamento mercantil e R$222,5 milhões de aquisições e outros investimentos.

Os principais desembolsos em 2013 foram direcionados para investimentos de aumento de capacidade produtiva em Videira (SC), Ponta Grossa (PR), Paranaguá (PR), Tatuí (SP) e Uberlândia (MG); construções das novas fábricas de: margarinas (Vitória do Santo Antão- PE); queijos (Três de Maio- RS); ampliação dos abatedouros das unidades industriais de Nova Mutum (MT) e Dourados (MS); e fábrica de processados no Oriente Médio; além de investimentos nos projetos de automação, melhoria de processos, ampliação de linhas e suporte.

A redução do Capex foi uma priorização dos projetos, em linha com a estratégia delineada pela Companhia, apenas mudando esse direcionamento voltando-o para a melhoria de processos através de investimentos em logística e sistemas (TI).

Investimentos

(R$ milhões)

Produção

Foram produzidas 1,3 milhão de toneladas de alimentos no trimestre e 5,4 milhões no ano, volume 3,9% inferior ao registrado no 4T12 e 6,3% inferior ao ano de 2012, devido a alienação de um abatedouro de suínos em maio de 2013. Ademais, houve um ajuste de demanda, que implicou em menos abates de suínos e menor produção de processados.

Produção 4T13 4T12 var. % 2013 2012 var.%
Abate de aves (milhões de cab.) 434 434 - 1.796 1.796 -
Abate de Suínos/Bovinos (mil cab.) 2.330 2.499 (7) 9.744 10.874 (10)
Produção (mil t)
Carnes 989 1.021 (3) 4.102 4.269 (4)
Lácteos 208 254 (18) 609 770 (19)
Outros Produtos Processados 131 127 3 510 522 (2)
Rações e Concentrados (mil t) 2.633 2.841 (7) 11.036 11.832 (7)

Lançamentos e Investimentos em Marketing

Visando a renovação do portfólio, reposicionamento das marcas/categorias e a agregação de valor, no ano de 2013 foram lançados 219 novos produtos a disposição dos consumidores, sendo: 99 lançamentos no mercado doméstico, divididos nos segmentos cárneos - 68 e lácteos - 31. No Mercado Internacional foram totalizados 96 novos produtos e no Mercado de food services 24 lançamentos.

No quarto trimestre, foram lançados 50 novos produtos: no Mercado Doméstico, foram 25 lançamentos, sendo 14 em cárneos e 11 no segmento de lácteos. Em food services 3 novos produtos no mercado interno e 22 para exportações.

Principais lançamentos do quarto trimestre:

No final do ano a grande janela de lançamentos são os comemorativos natalinos, onde reforçamos a praticidade com a linha Assa Fácil para cortes suínos e pescados, trazendo mais inovação para a ceia de Natal brasileira.

Outro importante lançamento foi na marca Qualy, com a nova margarina Qualy Cremosa em uma embalagem mais econômica de 1 kg.

Principais Lançamentos no ano 2013:

No segmento de pratos prontos, lançamento da linha arroz e mais, reforçando praticidade e inovação.

No segmento de lácteos, lançamento de Iogurte Grego líquido e cremoso e plataforma Hidra, com bebida liquida a base de soro de leite.

No segmento de food services, reforçamos nossa parceria com grandes clientes e lançamos o Mc Bites para a rede Mc Donald’s no Brasil e Mercosul durante o período da Copa das Confederações. Destaque para setor de órgãos públicos, com a licitação do programa Leve Leite do Estado de São Paulo.

Marcas BRF

Em pesquisa realizada no último trimestre de 2013 para monitoramento das marcas de alimentos industrializados, Sadia e Perdigão continuam como as duas marcas mais lembradas pelo consumidor (top of mind). Este mercado é extremamente competitivo com marcas como Nestlé, Knorr, Maggi, Seara e Danone, ainda assim, Sadia segue como a primeira escolha para 50% dos consumidores Brasileiros.

Em termos da imagem que os consumidores possuem de cada marca, Sadia é vista como uma marca que traz principalmente segurança alimentar, prazer em comer e que ajuda a cuidar da família; enquanto Perdigão carrega traços de valorização dos Brasileiros, da família e de alimentos que sempre fizeram parte da mesa dos consumidores.

Sadia possui a maior força de marca (equity) do mercado de alimentos em todo o Brasil, enquanto Perdigão disputa a segunda posição com Nestlé em vários mercados.

No segmento de margarinas de SP, RJ e POA, Qualy mantém liderança absoluta em lembrança de marca (top of mind), consideração de compra, consumo e força de marca (equity) com vantagens significativas sobre a concorrência. Em Recife, a marca regional Deline lidera todos os índices de saúde e força de marca - também com grande vantagem sobre a concorrência.

Nas comunicações do ano, deve-se destacar a inovadora campanha do Dia da Ceia da Árvore, que atingiu aproximadamente 90% de visibilidade entre os consumidores, com altíssima correlação com a marca Sadia e altos níveis de agradabilidade, credibilidade e relevância.

Em 2013, muitos projetos foram desenvolvidos para a redução de sódio e gordura, com destaque para a linha de nuggets e empanados, em que a redução chegou a 55% do valor total de gordura e 52% de sódio em diferentes produtos. Houve alteração da fórmula com redução de sódio no Escondidinho de Carne Seca e no Filé de Frango à Parmegiana, além de redução de gordura no Escondidinho de Calabresa. Outros projetos, ainda em fase de desenvolvimento, serão implantados em 2014, como o peito de peru com redução de 25% de sódio.

A linha de lasanha teve alteração em sua formulação, que resultou em redução expressiva de sódio a partir de uma mudança no processo de produção, que incluiu a etapa de refoga da carne do molho. A alteração de sabor foi percebida positivamente nos testes, inclusive com destaque para a nova combinação de aromas e sabores. Reduções de sódio em pratos prontos e empanados - com a substituição de sal por temperos naturais (incremento de cebola, alho, ervas, sempre que adequado). Redução de gorduras em empanados - por meio da maior quantidade de carne de frango e menos gordura e tecnologias em processos reduzindo o “carregamento” de gordura durante a fabricação. Diversos outros projetos são desenvolvidos em parcerias, principalmente com clientes de food services que reforçam a importância da saudabilidade em seus produtos.

MERCADO INTERNO

O objetivo de tornar a BRF uma empresa direcionada para o cliente e o consumidor norteou todo o trabalho do mercado interno em 2013. Para possibilitar o êxito pleno desse propósito, houve reestruturação do organograma, inclusive com a criação do cargo de CEO Brasil para comandar o redesenho de todos os processos, bem como a reorientação do processo de go-to-market (GTM).

Pretende-se, assim, melhorar a qualidade do serviço a ponto da percepção do cliente atingir um nível máximo de satisfação dentro dos próximos anos.

O modelo desenvolvido para estabelecer a excelência no atendimento se baseia em uma evolução na maneira de compreender o negócio, que passou a ser enxergado tridimensionalmente, nas vertentes: categoria, geografia e canal. Dessa forma, o serviço prestado a um mesmo cliente começou a considerar diferentes aspectos, porque nem sempre um produto ou serviço de ótima aceitação na Região Sul, por exemplo, faz parte no hábito de consumo na Região Nordeste. A mudança trata de customização sem complexidade, com simplificação de processos e adoção de critérios que intensifiquem eficiência e agilidade.

O novo modelo GTM consolida as áreas de vendas, criando a figura do vendedor BRF, preparado para oferecer um portfólio completo, que une Sadia, Perdigão, Batavo, in natura e demais marcas. Visando ganhar produtividade, foram mapeadas áreas nas quais os vendedores não chegavam e definiram-se novas rotas baseadas no potencial econômico das regiões, o que possibilita a mais apropriada redistribuição de vendedores. Além disso, a operação ganhou produtividade graças à tecnologia e desde julho de 2013 os equipamentos smartphones utilizados pelos vendedores passaram a ter aplicativos com melhores recursos que possibilitam maior suporte e gerenciamento das vendas.

Sempre pautada em inovação, a estratégia permite sinergia e produtividade na operação do mercado interno, por meio de inteligência logística que regionaliza fábricas e centros de distribuição, tornando a distribuição mais barata e eficiente.

Focada em desenvolvimento de mercado, a BRF persegue três direcionamentos: conquistar novos consumidores; promover novas ocasiões de consumo e novos usos; e adicionar novos benefícios.

Entre os lançamentos do mercado interno de 2013, destacaram-se o iogurte grego da Batavo, que saiu de 1% em junho para 8% de market share no fim do ano; e as linhas Arroz Mais e Sandubas Hot Pocket, na plataforma de conveniência.

No 4T13, as receitas no mercado interno atingiram R$3,6 bilhões, em linha com o 4T12, mesmo com volumes 16,3% menores, devido ao ambiente de preços médios mais elevados e consumo mais retraído, impactando vendas especialmente no mês de dezembro. Os preços médios cresceram 19,6%, resultado referente à melhoria de portfólio e aumento de preços, enquanto os custos médios estiveram 16,1% acima do mesmo período do ano anterior.

O resultado operacional atingiu R$ 405,1 milhões, 10,9% superior, registrando margem operacional de 11,3% ante 10,2%, um aumento de 1,1 ponto percentual no trimestre. Esta melhora de performance foi atingida mesmo considerando a alocação da maior parte das despesas não-recorrentes relacionadas a reestruturação incorridas no período nesta unidade de negócio, que totalizaram R$ 71,1 milhões no trimestre.

Como aconteceu no trimestre passado, ainda no 4T13, tivemos o impacto das vendas diversas que apresentaram variações significativas de preço e volumes no período. Essa diferença ocorreu devido aos insumos vendidos à planta da Doux (alienada em maio/2013),

fato não-recorrente. Se expurgarmos as vendas diversas da análise, os números do trimestre refletem melhor o real cenário do mercado doméstico com ROL de R$ 3,4 bilhões, 0,9% acima do mesmo período do ano anterior, uma queda de 7,9% em volumes e aumento de 9,5% de preços médios. O resultado operacional seria de 11,8% em relação a 10,8% no 4T12.

No que tange o resultado anual, as receitas do mercado interno atingiram R$ 13,0 bilhões, 2,8% superior a 2012, com crescimento mais representativo no primeiro semestre do ano; com volumes 13,0% menores, registrando lucro operacional de R$ 1,3 bilhão neste segmento, 30,3% superior, passando a margem operacional para 10,2% ante 8,0% de 2012. Se fizermos a mesma análise e retirarmos as vendas diversas dos números do mercado interno passamos para uma ROL de R$ 12,0 bilhões no ano, aumento de 2,7% comparada ao período anterior, com volumes 9,5% menores devido principalmente ao incremento de preço médio, que foi de 15,2% no período. O resultado operacional seria de 10,7% em relação a 8,4% no mesmo período do ano passado.

Market Share - Valor %

Congelados, massas, margarinas e lácteos: base out/Nov; Pizzas e industrializados base: set/out

MERCADO EXTERNO

Para o Mercado Internacional, 2013 foi um ano de importantes desafios, quando passamos a buscar de forma mais intensa a transformação da BRF de grande exportadora em uma empresa globalizada, objetivando ser capaz de atuar com profundo conhecimento dos consumidores e clientes locais nos mercados definidos como estratégicos, ao mesmo tempo em que replicar nestes mercados os pilares do seu modelo de atuação no Brasil. Desviando da ideia de conquistar todos os mercados a partir de uma plataforma exportadora, a missão evoluiu para a de estabelecer posições de liderança em regiões específicas onde os pilares

fundamentais das marcas, distribuição e qualidade dos nossos produtos possam garantir rentabilidade e crescimento ambicionados por nossos acionistas. Um novo modelo organizacional foi definido com a criação do cargo de CEO Internacional e houve uma intensificação da gestão de talentos visando uma maior diversidade cultural e o aprofundamento do conhecimento de nossos consumidores globalmente.

O cenário internacional continuou desafiador, com uma conjuntura de preços deprimidos em alguns de nossos mercados mais importantes, assim como a continuação da perda gradativa de competitividade do Brasil. Ainda assim, o Mercado Externo alcançou resultados superiores aos de 2012. A nossa conjuntura econômica ficou definida pelo preço dos grãos mais altos do que se previa. Entretanto, o câmbio também oscilou acima das expectativas reestabelecendo certo equilíbrio na equação de rentabilidade, o que nos permitiu fechar o ano com boas perspectivas para 2014.

A estratégia internacional foi revista dentro do BRF-17, tornando-se mais assertiva em seus objetivos: crescimento por meio da contínua qualificação de portfólio de produtos, desenvolvimento de mercados e canais, e maior penetração de produtos com marca. O plano de longo prazo contempla crescimento balanceado por expansão orgânica das operações e aquisições seletivas em regiões estratégicas como Oriente Médio, América Latina e Ásia.

Na comparação 4T13 vs 3T13, o volume exportado pela BRF teve incremento de 4,5% totalizando 635,9 mil toneladas, acompanhado por uma melhora de 5,3% na receita líquida, que contabilizou R$ 3,42 bilhões. A margem operacional do mercado externo no período foi de 0,6% contra 4,0% no 3T13.

No total de 2013, a empresa exportou 2,5 milhões de toneladas, apresentando crescimento de 1,5% em relação ao ano anterior. O importante aumento de preços conquistado no ano, 11,2%, que teve contribuição de desvalorização do real em 10,4%, levou ao acréscimo de 12,9% na receita líquida, contabilizando R$ 13,1 bilhões. Ao longo do ano, alguns fatores prejudicaram o desempenho da BRF, mas a busca por melhor rentabilidade, mesmo em detrimento de volumes, demonstrou ao final resultado global positivo. A Companhia encerrou o ano com lucro operacional de 3,0%, superior aos 1,3% atingidos em 2012.

A Arábia Saudita se mantém como o principal destino de exportação de frango inteiro, totalizando 48,3% do volume exportado ao Oriente Médio. Importante destacar o acordo de cooperação firmado entre BRF e Americana Group no final de Dezembro, por meio do qual as companhias passam a conduzir uma análise estratégica a fim de atuarem de maneira colaborativa na região.

Abaixo, comentários sobre os principais mercados:

Oriente Médio - Esta região inclui a parte mais relevante dos países do “bloco” chamado Menasa (Middle East, North Africa and Southeast Asia, em inglês) que integram a região mais estratégica para o processo de internacionalização da BRF. Líder na região, com marcas fortes e modelo de distribuição cada vez mais consolidado, a Companhia iniciou em 2012 a construção da fábrica de alimentos processados em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, com inauguração prevista para meados de 2014. Com investimentos da ordem de US$ 160 milhões, a unidade terá capacidade de produção de aproximadamente 80 mil toneladas/ano, entre empanados, hambúrgueres, pizzas, industrializados e marinados. A produção local de processados permite também oferecer flexibilidade e adaptação dos produtos com as demandas regionais e a ampliação de portfólio nos canais de food services.

O Oriente médio no 4T13 apresentou queda de 8,9% na receita líquida e aumento de 10,6% no volume devido a maiores estoques locais e um cenário em dezembro de demanda instável na Arábia Saudita devido a questões políticas. No acumulado do ano, entretanto, houve crescimento de 7,9% em receita líquida e queda de 2,3% em volumes.

Extremo Oriente - O mercado japonês sofreu a continuidade de altos estoques registrada em 2012, o que pressionou preços e margens, mas houve melhora no final do ano e a tendência para 2014 é de normalidade. O mercado de suínos se abriu em junho e a BRF foi a primeira empresa brasileira a exportar carne suína para o Japão.

A abertura de um escritório comercial em Seul, na Coreia do Sul, fortalecerá o objetivo de ampliação de portfólio de clientes e desenvolvimento de novos mercados na região.

O 4T13 no Japão foi marcado por regularização dos estoques locais de produtos importados e por um forte consumo local decorrente da alta sazonalidade deste período, o que se refletiu em aumento do preço médio. No Extremo Oriente, as negociações para o Ano Novo Chinês conferiu boas oportunidades às negociações, e é importante ressaltar a reabilitação do SIF 103 (Serafina Corrêa) para exportação de carne de frango in natura à China após missão Chinesa que visitou esta unidade no final de Dezembro. Para o mercado de Ásia, na comparação 4T13 vs 3T13, houve incremento de 10,3% em volumes e de 15,6% em receita líquida. Já no acumulado do ano, nota-se volume levemente superior (2,2% de crescimento) com receita líquida maior em 13,4%.

Américas - Após assumir o controle da Quickfood na Argentina, dona da marca Paty, líder da categoria de hambúrgueres, e a produção das empresas Avex e Dánica, a BRF trabalhou, em 2013, na integração dessas empresas e unificação dos processos, utilizando a cadeia de distribuição para expandir a comercialização das marcas Paty e Sadia na Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile. Apesar da conjuntura econômica adversa e o ambiente cada vez mais complexo de negócios na Argentina, nosso principal mercado, continuamos convencidos dos méritos de nossa atuação de longo prazo no Cone Sul, região onde detemos sólido portfólio de marcas, distribuição e capacidade produtiva local.

A implementação do SAP nas empresas argentinas Avex e Quickfood continua em andamento e se espera que as mudanças tragam sinergias aos negócios e tornem os processos cada vez mais eficientes. Neste mercado, Argentina e Venezuela foram os principais destinos das exportações da BRF, somando quase 90% do volume. Importante informar também que o processo de salvaguarda iniciado pelo Chile em proteção à sua indústria local terminou em novembro, sem a aplicação de medidas.

No total das Américas tivemos incremento de 8,2% na receita líquida no 4T13 comparado ao mesmo período do ano anterior e volumes 2,7% menores. No acumulado do ano a receita líquida aumentou 50,4% e o volume 27,4% devido à contribuição da Quickfood nos resultados, integralmente, no ano de 2013.

Europa/Eurásia - Em 2013, houve melhoria do mix de produtos e recuperação de preços, principalmente no segundo semestre, quando vivenciamos os primeiros sinais contundentes de uma recuperação econômica no continente europeu. Uma nova linha de alta qualidade com produtos a base de peito de frango da marca Chixxs, como nuggets, desenvolvida na fábrica da Plusfood teve boa aceitação nos mercados do Reino Unido e Benelux. A Itália também voltou a crescer com a marca Speedy Pollo e com um modelo bastante interessante de distribuição a ser replicado nos demais mercados da região.

Acompanhando o movimento do trimestre anterior, no 4T13 o mercado europeu viu importante recuperação no consumo local, com crescimento de 10,5% no volume exportado pela BRF. Assim como no volume, houve acréscimo de 9,5% também no preço médio, o que contabilizou receita líquida 21,1% superior ao 3T13. No acumulado do ano, contudo, houve decréscimo de 3,6% no volume e aumento de 8,9% na receita líquida, resultado de um maior preço médio. Alemanha, Grã-Bretanha e Países baixos se mantiveram como os

principais destinos das exportações da BRF no mercado, totalizando juntos mais de 60,9% das exportações da BRF ao Bloco Europeu.

No 4T13 o mercado de Eurásia apresentou desempenho inferior ao período anterior, com redução de 16,9% nos volumes embarcados pela BRF e receita líquida 12,0% menor. O grande responsável por tal resultado foi o banimento Ucraniano às exportações Brasileiras, que teve início em meados de novembro e não foi solucionado até o final do ano. Vale notar que é a segunda vez no ano que o governo Ucraniano impõe restrições às importações Brasileiras, sendo a primeira durante o 2T13, supostamente por motivos sanitários. No acumulado do ano a região apresentou uma redução de 26,8% em volumes e receita líquida 13,1% menor.

África - A África consolidou-se como um dos principais mercados potenciais da BRF devido ao crescente consumo de proteína animal. Atualmente, exportamos para a África produtos feitos em mais de 30 fábricas no Brasil em parceria com distribuidores locais no Marrocos, Líbia, Gana, Congo, Angola, Moçambique, Ilhas Maurício, Seychelles e outros 15 países. Nos últimos dois anos, foi ampliada a equipe de vendas e criado um departamento regional de marketing, que desenvolveu em 2013 campanhas para fortalecer a marca Sadia na região.

No 4T13 a região teve uma queda de 11,5% de receita líquida e 12,5% em volumes devido a estoques mais altos de griller na Angola, principal mercado deste produto na África. A Líbia, outro importante mercado de griller, passa por dificuldades financeiras, o que refletiu queda de 40% do volume exportado em dezembro em relação ao mês anterior. No acumulado do ano obteve-se receita líquida 2,5% superior mesmo frente à queda de 8,2% no volume exportado pela BRF em 2013.

Exportações por Região

(% da Receita Operacional Líquida) - Trimestral

Exportações por Região

(% da Receita Operacional Líquida) - Anual

LÁCTEOS

O mercado brasileiro de Lácteos cresceu 16,3% em valor comparado a 2012, atingindo R$ 18,4 bilhões, puxado, principalmente, pelas categorias Iogurtes, Leite Fermentado, Petit e Leite em pó, conforme dados Nielsen.

O segmento de lácteos da BRF tem 10,8% de participação em share valor, se mantendo em 3º lugar, atrás de Nestlé e Danone.

A estratégia da companhia em focar num mix de maior valor agregado com redução da dependência de leites UHT permeou o ano de 2013, o que ajudou o negócio a ter resultados mais positivos. Na visão acumulada de 2013 vs 2012, tivemos um crescimento de 3,5% no faturamento líquido, totalizando R$2,8 bilhões, com volume 15,4% menor e um preço médio 24,2% acima de 2012. O custo médio ficou 19,3% acima, impulsionado pelo alto nível de custos de captação de leite no campo durante o ano. O resultado operacional atingiu R$ 60,1 milhões, representando um ganho de 2,3 pontos percentuais.

Com relação ao desempenho frente ao 4T12, obtivemos no 4T13 um aumento de receita de 3,2% atingindo R$ 694,9 milhões, mesmo com volume 9,4% inferior. O preço médio ficou 13,4% acima devido ao repasse do aumento de custos e à melhora do mix, enquanto os custos médios registraram elevação de 18,8%. O resultado operacional do último trimestre (4T13) totalizou R$ 27,7 milhões negativos, caracterizado pelo cenário pressionado por fortes custos na aquisição de leite e por quedas de volumes nas vendas.

FOOD SERVICES

O ano de 2013 foi marcado por importantes desafios para o mercado de Food Services e para a nossa área de negócios com foco nesse mercado.

Fatores macroeconômicos - como inflação em serviços, custos de ocupação de espaços comerciais e de mão de obra e redução da disponibilidade de renda - impactaram negativamente o consumo da nova classe média, que nos últimos anos ganhou acesso à praças de alimentação, porém ainda não conseguiu tornar isso um hábito. Além disso, a falta de segurança foi preponderante para o resultado do primeiro semestre: protestos nas ruas e assaltos/arrastões em restaurantes influenciaram na queda de 10% do consumo em alimentação fora do lar em São Paulo, principal mercado nacional.

Contudo, duas questões-chave levaram ao aumento no contingente que opta por comer fora: o crescimento de redes estruturadas, cada vez mais profissionalizadas por meio de franquias com contratos com maturidade de implantação de médio prazo; e a evolução da indústria de shopping centers, que se expande em larga escala, principalmente no interior do País, impulsionando a estratégia de ampliar as transações de Food Services além do eixo Rio-São Paulo.

Para a BRF, o negócio Food Services em 2013 esteve focado na otimização das operações. O olhar voltado aos processos internos levou à captação de sinergias nas forças de vendas: 75% da equipe comercial foi unificada ao longo do ano e a previsão é completar os 100% no início de 2014.

A inovação foi direcionada no conceito de portfólio profissional, que desenvolve produtos específicos para o Food Services e não necessariamente replica nele os produtos do varejo. Nessa concepção, destacaram-se o Creme Culinário Elegê e o Chicken McBites. O primeiro uniu leite e base vegetal em uma saborosa alternativa ao creme de leite no preparo de receitas salgadas como estrogonofes, lasanhas, tortas e também em receitas doces como pavês e bolos. Já o segundo consiste em pequenos cubos de peito de frango empanados do McDonald’s, lançados em junho e entregues em mais de 700 restaurantes da rede no Brasil, no Paraguai e no Uruguai.

A estrutura de serviço de relacionamento e o treinamento da equipe de vendas também foram ampliados durante o ano, assim como a quantidade de chefs, que tiveram ainda a missão de apadrinhar os seis finalistas do concurso Chef do Futuro. Proposta pela BRF em parceria com as faculdades Anhembi Morumbi, FMU e Senac São Paulo, a competição desafiou alunos dos cursos de Gastronomia dessas escolas paulistanas a criar um produto que facilitasse o dia a dia dos cozinheiros: 200 candidatos submeteram propostas, superando em 42% a expectativa inicial, de 140 inscrições. Em 2014 o concurso terá alcance nacional.

A busca da produtividade por meio da excelência em execução também seguirá em 2014, quando será implementada nova segmentação que classifica clientes por perfil de valor e não por tipo de negócio. Com uma execução totalmente dedicada, a venda dos kits obteve considerável crescimento no ano (16%) e foi encerrada com antecedência recorde, o que permitiu excelência na logística de entrega e pós-venda de mais de 2 milhões de kits. Pensando nas necessidades dos clientes, a marca Perdigão apostou na inovação e na comodidade, com mochilas térmicas em alguns de seus kits para que o público pudesse transportar o presente de maneira mais confortável. Já a marca Sadia trouxe a assinatura do designer Marcelo Rosenbaum em seus kits, que seguem a linha contemporânea, sofisticada, apostando na versatilidade de uma bolsa que pode ser usada de três diferentes formas: a tiracolo, mochila e de ombro.

No mercado internacional, em 2014 iniciaremos a expansão do modelo avaliando os mercados da Europa, Cone Sul e Oriente Médio onde já há um time, estrutura e algum volume.

No 4T13, a receita líquida foi de R$ 506,6 milhões, um crescimento de 1,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O lucro operacional atingiu R$ 62,7 milhões no 4T13, ante R$ 66,5 milhões no 4T12.

Na visão acumulada de 2013 vs 2012, encerramos com crescimento de receita de 3,1%, atingindo R$ 1,6 bilhões, ainda que com volume 5,7% menor por conta do reflexo do cenário econômico apresentado. O custo médio ficou 7,9% acima do patamar de 2012. No acumulado do ano, o lucro operacional ficou 7,5% acima atingindo R$ 177 milhões, refletindo o esforço de redução de gastos operacionais.

Vendas por Canal

(% da Receita Operacional Líquida)- Trimestral

Vendas por Canal

(% da Receita Operacional Líquida)- Anual

Vendas em R$ milhões e Toneladas (4º Trimestre 2013)

MERCADO INTERNO MIL TONELADAS R$ MILHÕES
4T13 4T12 var. % 4T13 4T12 var. %
In Natura 99 132 (25) 623 678 (8)
Aves 68 100 (32) 389 438 (11)
Suínos/Bovinos 31 32 (4) 234 240 (3)
Processados 400 410 (2) 2.738 2.654 3
Outras Vendas 57 123 (53) 226 250 (10)
Total 556 665 (16) 3.586 3.582 0
MIL TONELADAS R$ MILHÕES
MERCADO EXTERNO
4T13 4T12 var. % 4T13 4T12 var. %
In Natura 512 530 (3) 2.553 2.727 (6)
Aves 444 445 (0) 2.022 2.187 (8)
Suínos/Bovinos 68 85 (20) 531 540 (2)
Processados 124 103 20 865 664 30
Outras Vendas 0 0 - 3 0 -
Total 636 634 - 3.420 3.392 1
LÁCTEOS MIL TONELADAS R$ MILHÕES
4T13 4T12 var. % 4T13 4T12 var. %
Divisão Seca 123 144 (14) 351 336 4
Divisão Refrigerada 60 71 (16) 316 319 (1)
Outras Vendas 31 21 46 27 18 48
Total 214 236 (9) 695 674 3
MIL TONELADAS R$ MILHÕES
FOOD SERVICE
4T13 4T12 var. % 4T13 4T12 var. %
Total 63 64 (2) 507 499 2
MIL TONELADAS R$ MILHÕES
TOTAL
4T13 4T12 var. % 4T13 4T12 var. %
Total 1.469 1.598 (8) 8.208 8.146 1

Vendas em R$ milhões e Toneladas (2013)

MERCADO INTERNO MIL TONELADAS R$ MILHÕES
2013 2012 var. % 2013 2012 var. %
In Natura 407 463 (12) 2.439 2.263 8
Aves 275 329 (16) 1.492 1.351 10
Suínos/Bovinos 132 134 (2) 947 911 4
Processados 1.498 1.643 (9) 9.599 9.462 1
Outras Vendas 324 456 (29) 941 894 5
Total 2.229 2.562 (13) 12.978 12.619 3
MIL TONELADAS R$ MILHÕES
MERCADO EXTERNO
2013 2012 var. % 2013 2012 var. %
In Natura 2.018 2.101 (4) 10.159 9.436 8
Aves 1.750 1.795 (2) 8.262 7.569 9
Suínos/Bovinos 268 306 (13) 1.897 1.867 2
Processados 447 372 20 2.914 2.182 34
Outras Vendas 55 9 529 56 8 627
Total 2.520 2.482 2 13.129 11.626 13
LÁCTEOS MIL TONELADAS R$ MILHÕES
2013 2012 var. % 2013 2012 var. %
Divisão Seca 543 700 (22) 1.446 1.475 (2)
Divisão Refrigerada 253 278 (9) 1.282 1.178 9
Outras Vendas 103 85 21 80 60 33
Total 899 1.063 (15) 2.808 2.714 3
MIL TONELADAS R$ MILHÕES
FOOD SERVICE
2013 2012 var. % 2013 2012 var. %
Total 217 230 (6) 1.606 1.558 3
MIL TONELADAS R$ MILHÕES
TOTAL
2013 2012 var. % 2013 2012 var. %
Total 5.865 6.337 (7) 30.521 28.517 7

Receita Operacional Líquida

No 4T13, as receitas cresceram 0,8% contra o mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 8,2 bilhões, em um cenário de consumo ainda retraído, com impacto em volumes diante dos repasses de preços ao longo do período no mercado interno e com o mercado externo beneficiado pela desvalorização do real frente ao dólar em média 10,6%. Os preços médios (ROL) no resultado consolidado apresentaram um crescimento de 9,6% no período em relação ao 4T12 com reflexo em um volume 8,1% menor.

Em 2013, a receita operacional líquida atingiu R$ 30,5 bilhões, registrando aumento de 7,0%, beneficiado principalmente pelo bom desempenho de vendas obtido no primeiro semestre do ano no mercado interno e da recuperação de receitas no mercado externo (com o benefício da desvalorização do real frente ao dólar de 10,4%). Os preços médios (ROL) apresentaram um crescimento de 15,6% no período em relação a 2012 com um volume 7,4% menor.

Composição da Receita Líquida (%)

Trimestral

Composição da Receita Líquida (%)

Anual

Composição da Receita Líquida (%)

Trimestral

Composição da Receita Líquida (%)

Anual

Custos das Vendas (CPV)

Apesar do arrefecimento nos custos de grãos no 4T13 em relação ao 4T12, tivemos uma pressão nos custos com mão-de-obra, custos dolarizados e aumento de outras matérias primas como o custo de captação de leite. Também vale mencionar que, com a redução de volumes em 2013, os custos fixos das fábricas sofreram uma menor diluição.

Em relação ao 3T13, os custos das vendas cresceram 8,1% devido a alguns fatores como: farelo de soja, que obteve aumento de 12,4% no trimestre (fonte: Safras & Mercados), mão-de-obra, com o aumento de paradas obrigatórias, e redução de produção, com custos fixos não diluídos.

Em relação ao acumulado do ano, os custos das vendas aumentaram 4,0%, registrando R$ 23,0 bilhões. Os principais crescimentos foram registrados nos seguintes itens: 1) mão-de-obra; 2) farelo de soja; 3) aumento de itens indexados ao câmbio como: embalagens, vitaminas; 4) fretes.

Lucro Bruto e Margem Bruta

O Lucro Bruto totalizou R$ 2,1 bilhões, ficando em linha com o 4T12, com margem bruta 0,3 ponto percentual menor se comparada ao 4T12, ficando em 25,4% contra 25,7% no ano anterior devido aos fatores supramencionados. No acumulado do ano, o Lucro Bruto atingiu R$ 7,6 bilhões, com aumento de 17,3%, atingindo margem bruta de 24,8% ante 22,6%, em função dos repasses de preço e melhoria de mix no mercado interno, além de melhorias na conversão alimentar e de rendimento no abate.

Despesas Operacionais

No 4T13 tivemos um incremento de 8,9% nas despesas operacionais comparando-se com o 4T12, totalizando 17,4% da ROL contra 16,1% da ROL no ano anterior. As despesas comerciais cresceram 9,0%, principalmente devido a aumento com benefícios de pessoal indireto, seguros e gastos com marketing devido a campanha da Ceia da Árvore. As despesas administrativas aumentaram 8,6% em relação ao 4T12 principalmente devido aos maiores gastos com consultorias e TI (Tecnologia da Informação).

No acumulado do ano, as despesas operacionais totalizaram R$ 5,1 bilhões, com um aumento de 8,1% especialmente impactadas pelo aumento das despesas administrativas com a contratação de consultorias externas para dar suporte aos projetos do Plano de Aceleração e ao Planejamento Estratégico da BRF, além dos aumentos de TI já citados.

Outras Despesas Operacionais

Com a adoção da norma CPC 33, que alterou de forma retroativa as políticas contábeis anteriormente adotadas para mensuração e divulgação de planos de benefícios a empregados, tivemos uma alteração do número divulgado na conta de outras despesas operacionais em 2012, elevando a mesma de R$ 179,6 milhões para R$ 245,0 milhões no 4T12 e R$ 381,1 milhões para R$446,6 milhões no acumulado ano de 2012, sendo que os principais ajustes foram uma despesa no plano de benefício definido - FAF no valor de R$85,4 milhões, e uma receita no benefício pós emprego - Plano de Saúde no valor de R$19,9 milhões.

No ano de 2013, tivemos algumas despesas não-recorrentes advindas do Plano de Reestruturação que afetaram essa linha, incluindo ajustes de quadro de pessoal e de executivos e contratação de consultorias, totalizando R$ 71,1 milhões no 4T13. No mesmo trimestre o nosso planejamento estratégico apontou necessidade de congelarmos alguns investimentos para aumento de capacidade e já provisionamos o impacto parcial de R$ 34,6 milhões. Ainda tivemos uma provisão de R$ 6,1 milhões no trimestre referente a racionalização de SKU´s do Mercado Interno e Food Services. Estas despesas não-recorrentes somaram R$111,7 milhões no trimestre e impactaram a conta de outras despesas operacionais que totalizou R$ 193,6 milhões e no acumulado do ano R$ 535,4 milhões, portanto um decréscimo de 21,0% no trimestre e acréscimo de 20,0% no acumulado comparando-se com os novos números do ano de 2012 (conforme mencionado acima).

Resultado operacional antes das financeiras e Margem Operacional

Considerando as explanações supra, o resultado operacional antes das despesas financeiras atingiu R$ 461,6 milhões no trimestre, 14,9% inferior ao 4T12, passando a margem operacional para 5,6% da ROL ante 6,7% no ano anterior. Essa redução na margem operacional foi principalmente em decorrência de uma performance de receitas com pouco crescimento, refletindo as condições do mercado como um todo, com o consumo ainda de lado, e associada a algumas pressões em custos, gastos maiores que tivemos com campanhas de marketing e gastos com o Plano de Reestruturação, que impactou a linha de outros resultados operacionais.

No ano de 2013, tivemos um resultado operacional antes das financeiras de R$ 1,9 bilhão, 48,1% acima do resultado registrado em 2012, com melhoria de 1,8 ponto percentual na margem operacional reportada. Isso se deve principalmente à recuperação gradual das receitas no mercado interna e a desvalorização do câmbio que ajudou no resultado do mercado externo.

Financeiras

As despesas financeiras líquidas somaram R$ 259,7 milhões no trimestre, 185,5% acima do 4T12 e R$ 747,5 milhões no acumulado do ano, 31,0% acima do mesmo período do ano anterior. Esse aumento foi principalmente em decorrência do aumento da dívida bruta, elevação dos juros e impacto de variação cambial.

Diante do elevado nível de exportações, a Companhia realiza operações no mercado de derivativos com objetivo específico de proteção (hedge) cambial. De acordo com os padrões contábeis de hedge accounting (CPC 38 e IAS 39), a Companhia se utiliza de instrumentos financeiros derivativos (ex: NDF) e instrumentos financeiros não derivativos (ex: dívida em moeda estrangeira) para realizar operações de hedge e concomitantemente eliminar as respectivas variações cambiais não realizadas no demonstrativo de resultado (sob a rubrica de Despesas Financeiras).

A utilização de instrumentos financeiros não derivativos e derivativos para cobertura cambial possibilita reduções significativas na exposição líquida de balanço em moeda estrangeira, passando de uma exposição cambial impactando resultado de USD 80,4 milhões “vendidos” no 3T13 para USD 28,7 milhões “comprados” no final do quarto trimestre.

Em 31.12.13, os instrumentos financeiros não derivativos designados como hedge accounting para cobertura cambial de fluxo de caixa somaram USD 600 milhões. Em adição, os instrumentos financeiros derivativos designados como hedge accounting, no conceito cash flow hedge para cobertura das exportações altamente prováveis, atingiram, nas suas respectivas moedas, os valores de USD 793 milhões, EUR 107 milhões e GBP 33 milhões. Esses instrumentos também contribuíram diretamente para a redução da exposição cambial. Em ambos os casos, o resultado não realizado de variação cambial foi contabilizado em outros resultados abrangentes.

A dívida líquida da Companhia ficou em R$ 6,8 bilhões, 3,4% abaixo da registrada em 31.12.12, resultando em uma dívida líquida sobre EBITDA ajustado (últimos doze meses) de 1,87 vezes.

Endividamento

EM 31/12/2013 EM 31/12/2012
Endividamento - R$ Milhões
Circulante Não Circulante Total Total Var. %
Moeda Nacional (2.415) (1.657) (4.073) (3.890) 5
Moeda Estrangeira (638) (5.827) (6.466) (5.882) 10
Endividamento Bruto (3.053) (7.485) (10.538) (9.772) 8
Aplicações
Moeda Nacional 935 155 1.091 1.209 (10)
Moeda Estrangeira 2.663 - 2.663 1.545 72
Total Aplicações 3.598 155 3.754 2.753 36
Endividamento Líquido 545 (7.329) (6.784) (7.018) (3)
Exposição Cambial - US$ Milhões (87) (412) (79)

Evolução da Dívida Líquida/ EBITDA Ajustado

Histórico trimestral

Ciclo financeiro

Geração de Fluxo de Caixa Livre

O fluxo de caixa livre (EBITDA - Variação do Ciclo Financeiro - Capex) no 4T13 alcançou R$578,2 milhões contra os R$ 197,9 milhões gerados no 4T12 (R$518,2 milhões no 3T13). Este incremento se deve a melhoria operacional no período, maior eficiência em capital de giro e Capex. No ano de 2013 o fluxo de caixa livre totalizou R$ 1,5 bilhão ante R$ 115,0 milhões no exercício anterior.

A Companhia tem trabalhado na otimização do capital de giro resultando na melhora do ciclo financeiro de 56 dias, em dezembro de 2012, representando 14,5% da Receita Operacional Liquida para 49,5 dias em 2013, representando 13% da ROL.

Para 2014 a expectativa é de manutenção dos níveis de Capex e melhoria adicional na gestão de contas a pagar, a receber e estoques.

Resultado da Equivalência Patrimonial

O resultado de equivalência patrimonial gerado pela participação nos resultados de coligadas e controladas em conjunto (Joint Ventures), representou em 2013 um ganho de R$13,3 milhões contra um ganho de R$22,4 milhões no exercício anterior, representando uma redução de R$9,1 milhões, decorrente principalmente do resultado da coligada Federal Foods.

Imposto de Renda e Contribuição Social

O resultado de imposto de renda e a contribuição social totalizaram uma receita de R$ 6,2 milhões no trimestre contra uma receita de R$ 72,8 milhões no mesmo trimestre do exercício anterior, representando uma taxa efetiva de 3,1% e 16,1%, respectivamente. No acumulado do período a despesa totalizou R$ 145,3 milhões contra uma receita de R$ 24,6 milhões do período anterior, representando uma taxa efetiva negativa de 12,0% e positiva de 3,3%,respectivamente. Os principais fatores que levam a Companhia apresentar uma taxa efetiva menor que a nominal estão relacionados ao beneficio fiscal no pagamento de juros sobre o capital próprio, subvenções para investimentos, além de variação cambial sobre investimentos no exterior.

Participação de acionistas não controladores

O resultado atribuído a acionistas não controladores de subsidiárias na Argentina, Oriente Médio e Europa, representou no trimestre uma receita de R$ 235 mil contra uma despesa de R$ 5,1 milhões no mesmo trimestre do exercício anterior. No acumulado do período o resultado esta representado por R$ 4,4 milhões negativos contra R$ 7,4 milhões negativos no mesmo período do exercício anterior.

Resultado Líquido e Margem Líquida

O lucro líquido do período foi de R$ 208,4 milhões no 4T13, com margem líquida de 2,5%, uma redução de 3,9 pontos percentuais em relação ao 4T12, pelo aumento das despesas operacionais em comparação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano de 2013, atingimos R$ 1,1 bilhão de lucro líquido, 38,0% acima do apresentado em 2012, com margem líquida de 3,5% ante 2,7% no acumulado do mesmo período de 2012, refletindo o melhor cenário para exportações da Companhia, somados aos repasses de preços no mercado interno, amenizando a pressão de margem bruta apesar da retração de consumo no mercado doméstico.

EBITDA

O EBITDA ajustado atingiu R$ 954,0 milhões, 6,3% abaixo ao 4T12, o que representa uma margem EBITDA ajustada de 11,6% ante 12,5% apresentada no 4T12. No acumulado anual, o EBITDA ajustado totalizou R$ 3,6 bilhões, 35,3% superior ao mesmo período de 2012, com margem EBITDA ajustada de 11,9% ante 9,4% registrado no acumulado de 2012. O EBITDA alcançou R$ 772,6 milhões no 4T13, 1,6% inferior ao 4T12, com margem EBITDA de 9,4% ante 9,6%. O EBITDA alcançou R$ 3,1 bilhões no acumulado (2013), 37,2% acima do total de 2012, com margem EBITDA de 10,3% ante 8,0%.

EBITDA Ajustado - R$ Milhões 4T13 4T12 var. % 2013 2012 var. %
Resultado Líquido 208 520 (60) 1.062 770 38
Imposto de Renda e Contribuição Social (6) (73) (91) 145 (25) -
Financeiras Líquidas 260 91 185 748 571 31
Depreciação e Amortização 311 247 26 1.176 967 22
= EBITDA 773 785 (2) 3.131 2.283 37
Outros Resultados 187 236 (20) 505 413 22
Resultado da equiv. Patrimonial (6) (7) (24) (13) (22) (39)
Participação de Acionistas não Controladores (0) 5 - 4 7 (37)
= EBITDA ajustado 954 1.018 (6) 3.627 2.680 35

As despesas líquidas de Outros Resultados Operacionais estão detalhadas na Nota Explicativa 33. A divulgação do EBITDA ajustado está em conformidade com o que a Companhia já informou nas apresentações do resultados trimestrais e/ou anuais anteriores, ou em outras divulgações ao mercado.

Situação Patrimonial

Em 31.12.13 o Patrimônio Líquido totalizou o valor de R$ 14,7 bilhões (R$14,6 bilhões em 31.12.12), tendo como principais movimentações do período a geração de lucro líquido de R$ 1,1 bilhão e pagamento de dividendos na forma de juros sobre capital próprio de R$ 359 milhões, representando 32,6% do lucro gerado no período.

MERCADO ACIONÁRIO

As ações da BRF encerraram o trimestre cotadas a R$ 49,25 na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) e os ADRs fecharam em US$ 20,87 na New York Stock Exchange, com desvalorização de 8,8% no Brasil e queda de 14,9% no 4T13. O desempenho foi abaixo da variação do Ibovespa, índice que reúne as ações de maior liquidez na bolsa brasileira, que apresentou variação negativa de 1,6% no mesmo período.

O valor de mercado da companhia totalizou R$ 42,9 bilhões, com crescimento de 16,73% em relação ao 4T12.

Evolução do Ações BRF X Ibovespa x Nyse

PERFORMANCE 4T13 4T12 2013 2012
BRFS3 - BM&F Bovespa
Cotações - R$ * 49,25 42,19 49,25 42,19
Volume de Ações Negociado (Milhões) 114,6 134,1 524,6 584,0
Performance (8,8%) 20,5% 16,7% 15,8%
Índice Bovespa (1,6%) 3,0% (15,5%) 7,4%
IGC 0,4% 7,2% (2,0%) 19,0%
ISE 1,4% 7,1% 1,9% 20,5%
BRFS - NYSE
Cotações - US$ * 20,87 21,11 20,87 21,11
Volume de ADRs Negociado (Milhões) 68,7 134,1 359,1 480,6
Performance (14,9%) 22,0% (1,1%) 8,0%
Índice Dow Jones 9,6% (2,5%) 26,5% 7,3%
* Fechamento

Valor Negociado (4T13)

Média USD 71,5 milhões/dia

Valor Negociado (2013)

Média USD 80,7 milhões/dia

Desempenho das Ações - 2013

(BM&FBovespa)

Desempenho dos ADRs - 2013

(NYSE)

GOVERNANÇA CORPORATIVA

Base: 31/12/2013

Número de Ações: 872.473.246 ordinárias

Capital Social: R$ 12,6 bilhões

Nova Estrutura de Governança e RI

No terceiro trimestre de 2013 houve mudanças significativas na estrutura da companhia, e uma dessas alterações foi a separação das estruturas de RI e Governança Corporativa que descrevemos no Relatório da Administração do trimestre anterior. No 4T13, também tivemos uma mudança significativa dessa vez na estrutura da Vice Presidência de Finanças, Administração e Relações com Investidores, até então conduzida pelo Leopoldo Viriato Saboya, que se desligou da companhia no inicio de Dezembro do referido ano.

Em 12.12.2013, foi aprovada, em reunião do Conselho de Administração, a eleição do Augusto Ribeiro Junior, até então diretor de Planejamento e Controle para o cargo, acumulando as funções de Vice Presidente de Finanças e Relações com Investidores e a função de Administração foi transferida para o Gilberto Orsato, antes Vice Presidente de Recursos Humanos que passa a responder pela Vice Presidência de Administração e Recursos Humanos, conforme comunicado divulgado ao mercado na ocasião.

Plano de Recompra de Ações

Em cumprimento ao disposto no parágrafo 4º do artigo 157 da Lei nº 6.404, de 15.12.1976, e na alínea XV do parágrafo único do artigo 2º da Instrução CVM nº 358, de 03.01.2002, a companhia divulgou Fato Relevante em 30.08.2013, sobre o programa de recompra de ações da Companhia, para aquisição de até 1.381.946 (um milhão, trezentos e oitenta e um mil,novecentas e quarenta e seis) ações ordinárias, todas escriturais e sem valor nominal, a vigorar pelo prazo de 15 (quinze) dias, que se findou em 16.09.2013.

Diante disso, e em consonância com as melhores práticas de Governança Corporativa, a empresa divulgou em 17.09.2013 que o processo foi concluído em 13.09.2013, e que o montante total proposto no programa foi adquirido a um preço médio de R$ 56,87 mediante investimento total na ordem de R$ 78,6 milhões.

Remuneração aos Acionistas

A distribuição de remuneração aos acionistas, conforme deliberado pelo Conselho de Administração, totalizou o montante de R$ 724.018.821,80 (setecentos e vinte e quatro milhões, dezoito mil, oitocentos e vinte um reais e oitenta centavos), representando 68% do lucro líquido do período, correspondente a R$ 0,83147833 por ação, com pagamentos ocorridos em 15.08.13 (R$ 0,41225416 por ação, no montante de R$ 359.000.000,00) e em 14.02.14 (R$ 0,41922417 por ação, no montante de R$ 365.018.821,80), sob a forma de juros sobre o capital próprio, com a devida retenção de Imposto de Renda na Fonte, conforme legislação em vigor.

Rating

A empresa está ranqueada como investment grade: BBB- pela Fitch Ratings e Standard & Poor’s e como Baa pela Moody´s, todas com perspectiva estável.

Novo Mercado

A BRF aderiu ao Novo Mercado da BM&FBovespa em 12.04.06, estando vinculada à Câmara de Arbitragem do Mercado, conforme cláusula compromissória constante no seu estatuto social e no regulamento.

Gestão de Riscos

A BRF e suas subsidiárias adotam uma série de medidas previamente estruturadas para manter os riscos inerentes aos seus negócios sob o mais rigoroso controle. A Nota Explicativa 4 das Demonstrações Financeiras detalha esta gestão. São monitorados os riscos de mercados de atuação, controle sanitário, grãos, segurança alimentar, proteção ambiental, controles internos e riscos financeiros.

Relacionamento com os auditores independentes

Nos termos da Instrução CVM nº 381, de 14 de janeiro de 2003, a Companhia informa que a sua política de contratação de prestação de serviços não relacionados à auditoria externa se substancia nos princípios que preservam a independência do auditor. Tais princípios se baseiam no fato de que o auditor Independente não deve auditar seu próprio trabalho, não pode exercer funções gerenciais, não deve advogar por seu cliente ou prestar quaisquer outros serviços que sejam considerados proibidos pelas normas vigentes, mantendo, desta forma, a independência nos trabalhos realizados.

Nos termos da Instrução CVM 480/09, a administração em reunião realizada em 27.02.14 declara que discutiu, reviu e concordou com as informações expressas no relatório de revisão dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras ao exercício encerrado em 31.12.2013.

Balanço Social

Operando no Brasil com 49 fábricas, 28 centros de distribuição, TSPs, granjas e filiais de vendas e, no exterior, com 9 unidades industriais na Argentina e 2 na Europa (Inglaterra e Holanda), além de 22 escritórios comerciais, a BRF possui 110 mil colaboradores no mundo.

A companhia tem como política de contratação o recrutamento interno e o processo de seleção descentralizado, realizado nas unidades, impulsionando as economias locais e colaborando com o desenvolvimento da sociedade. O objetivo principal é atrair, selecionar e direcionar os profissionais de acordo com o seu perfil e potencial, contratando pessoas alinhadas aos valores da BRF. A prática é priorizar candidatos oriundos da localidade onde está aberta a posição.

Valorização do Capital Humano

No último trimestre de 2013, a BRF continuou com a execução dos Programas de Desenvolvimento de Líderes. O Programa “Nosso Jeito de Liderar” formou 813 supervisores e coordenadores, o “Formação de Líderes” desenvolveu 203 supervisores, e mais de 1.500 executivos participaram do programa “Integração de Líderes (e-learning)”. Além disso, outros programas e treinamentos para nível gerencial foram executados no primeiro semestre, como: Programa de Desenvolvimento de Lideranças - PDL, Inteligência Política, Visão Estratégica e Liderança, totalizando 109 participantes.

A área Comercial realizou diversos treinamentos no último trimestre devido às ações para as campanhas comemorativas de final do ano, entre elas: Ceia da Árvore, Comemorativos e Círio de Nazaré. Mais de 4.500 demonstradores e repositores foram capacitados, além de 120 profissionais responsáveis por vender os Kits Natalinos.

Em dezembro, os 30 trainees selecionados no programa de 2013 estavam alocados em áreas específicas iniciando a etapa de desenvolvimento. Para o programa 2014, a seleção que teve início em agosto de 2013 continuou com as fases de testes online, dinâmica de grupo e painel com executivos até novembro. Em dezembro, os aprovados iniciaram os trâmites de contratação para início em janeiro de 2014.

O Programa de Estágio BRF totalizava 320 estagiários ativos em dezembro de 2013.

O Summer Internship Program 2014, programa que tem o objetivo de identificar jovens potenciais das mais renomadas escolas de MBA do mundo para contribuir com as estratégias da companhia, teve sua etapa de seleção iniciada em outubro de 2013. No mesmo período, a BRF participou do MBA Brazil Networking Event, evento de recrutamento de profissionais para participar do programa de Summer Internship.

Durante os meses de novembro e dezembro foram entrevistados potenciais candidatos para fazerem parte do próximo grupo do programa.

No último trimestre de 2013, a BRF apresentou aos seus colaboradores os resultados da 1ª Pesquisa de Clima, respondida por 86.348 colaboradores. O resultado do índice de satisfação ficou em 65%, enquanto o índice de clima (que aprofunda os temas relacionados ao contexto do trabalho) teve seu percentual em 63%.

As dimensões com melhor avaliação foram o SSMA (79%) e Desenvolvimento Pessoal (71%). As dimensões com oportunidades de melhoria foram Relação entre as pessoas (56%), Relação Gestor e Equipe (55%) e Remuneração e Benefícios (51%).

Três grandes eixos de transformação foram identificados como elementos que a BRF terá como missão para as ações globais e mudança na percepção de seus colaboradores: uma empresa mais ágil na tomada de decisão, fortalecimento da relação de parceria entre as áreas e gestores que conhecem e praticam a gestão de pessoas.

Fechamos o ano de 2013 com a maior pesquisa de clima aplicada em nosso segmento e iniciamos 2014 com a execução dos planos de ação, que nos dará a oportunidade de nos tornarmos uma empresa cada vez melhor para se trabalhar.

Com o objetivo de ter um veículo institucional com alcance global, interagindo simultaneamente com as unidades do Brasil e do exterior, a BRF lançou em 30 de agosto a TV BRF. Na ocasião, o novo canal de comunicação destinado ao público interno mobilizou os 114 mil colaboradores das mais diversas unidades pelo mundo: corporativas, vendas, logística, granjas etc. As transmissões acontecerão ao vivo e mensalmente, via broadcast ou webcast, para alcançar o máximo de colaboradores possível.

SSMA

O programa de Saúde, Segurança e Meio Ambiente - SSMA continua apresentando avanços significativos. Em novembro de 2013, registrou-se a menor taxa de acidentes com afastamentos na história do SSMA na BRF, atingindo taxa de freqüência (TF) de 1,02.

Em comparação com o ano anterior, o indicador acumulado de 2013 teve uma redução de 12,14%. No acumulado de 2013: TF 1,73 contra o realizado em 2012: TF 1,97.

A taxa de freqüência para acidentes com afastamento, que soma redução de 79,91% desde 2008, se mantém.

Em setembro de 2013, o programa começou a ser estendido para as áreas de Transporte e Distribuição da companhia, por um período de um ano. Serão envolvidas as regionais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, contemplando 27 unidades, nos segmentos de Frigorífico, Agropecuária, Lácteos, Distribuição e Transporte de funcionários. Com essa iniciativa, serão abrangidos 41% dos transportadores e 33% da frota de veículos.

Em 2014 será iniciada a expansão do projeto para as demais regionais da BRF e todos os transportadores.

Plano de Stock Options

Atualmente, a empresa possui outorgada a 199 executivos o montante de 6.932.434 de opções de ações, com prazo máximo de exercício de cinco anos, de acordo com o estabelecido no Regulamento do Plano de Remuneração baseado em ações aprovado em 31.03.10 e modificado em 24.04.2012 e 09.04.2013 em AGO/E, contemplando presidente, vice-presidentes, diretores e outros executivos da BRF.

DVA 2013 2012 var. %
Recursos Humanos 4.475 4.035 11
Impostos 3.741 3.520 6
Juros/Aluguéis 2.392 1.852 29
Juros sobre capital próprio 724 275 164
Retenção 338 495 -32
Participação de acionistas não controladores 4 7 -41
Total 11.675 10.184 15

Destaque e Prêmios

Prêmio/Destaque Atribuído por: Motivo
BRF é a primeira colocada no setor de alimentos. O anuário destaca
as companhias avaliadas em cinco critérios de gestão:
As melhores da Dinheiro Revista Isto É Dinheiro sustentabilidade financeira, recursos humanos, inovação e
qualidade, responsabilidade socioambiental e governança
corporativa.
A BRF é 2ª colocada no ranking do setor de Food & Beverages, em
três categorias: Melhor programa de Relações com Investidores;
Prêmio Institutional Investor Institutional Investor Magzine Melhor CEO: José Antônio do Prado Fay;
Melhor CFO: Leopoldo Viriato Saboya.
Pelo terceiro ano consecutivo como presidente da BRF, José Antônio
Executivos de Valor Jornal Valor Econômico do Prado Fay, foi agraciado como um dos executivos de valor.
A BRF é a 14º maior empresa, com receita líquida de R$ 28,517
bilhões em 2012. Entre os 20 maiores patrimônios líquidos, a BRF
Valor 1000 Jornal Valor Econômico aparece na 15º posição. Na classificação por vendas líquidas anuais
no setor de alimentos, a BRF é a terceira colocada, e o ranking das
50 maiores empresas por região traz a BRF como a 10º maior
companhia da região Sudeste.
Dentre as empresas mais inovadoras do mundo a BRF destaca-se
Forbes - Ranking anual Revista Forbes na 39º posição, considerada inovadora, com capacidade e
habilidade de se reinventar no mercado atual e no futuro.
Considerado o maior prêmio da indústria alimentícia nacional, a BRF
Prêmio FI Excellence Awards foi premiada nos três primeiros lugares na categoria Produto
Fi South America
2013 Alimentício mais Inovador, com o Sanduíche Hot Dog Perdigão,
Chester® Assa Fácil ao Molho Pesto e Iscas de Frango Sadia.
Durante a 9º edição realizada pela Bolsa de Valores de Buenos
Premio Fortuna Argentina Revista Fortuna Aires, a subsidiária Quickfood foi destaque como a melhor empresa
de alimentos daquele País.
Programa Brasileiro de Gases a BRF recebeu em agosto o selo ouro do Programa Brasileiro GHG
Selo Ouro GHG Protocol Protocol pelo reporte de seu inventário de gases de efeito estufa
de Efeito Estufa 2012 - operação Brasil.
Reconhecimento às 20 empresas listadas com melhores práticas
Prêmio Época Verde Revista Época ambientais do país (resultado a ser divulgado em 21/09) - a BRF
está na lista das 20.
Prêmio Expressão de Editora Expressão Pelo Case de Capinzal na categoria Conservação de Energia.
Ecologia/SC:
A BRF integra pela segunda vez consecutiva o Emerging Markets do
Dow Jones Sustainability Index. O DJSI tem como objetivo avaliar o
desempenho de sustentabilidade das maiores empresas listadas no
DJSI Emerging Markets INDU Dow Jones Global Stock Market Index, nos âmbitos econômico,
ambiental e social. O índice é referência para investidores que
prezam pelas melhores prátivas de sustentabilidade nas
companhias.
A BRF foi uma das 30 empresas selecionadas para compor o
ranking do Prêmio Benchmarking Brasil 2013, selo de
Prêmio Benchmarking Brasil Programa Benchmarking Brasil sustentabilidade que há 10 anos que premia companhias que
desenvolvem práticas consideradas referência e exemplo a serem
seguidos.
BRF está na lista das 100 empresas do Global Compact 100
(GC100), índice desenvolvido e lançado pelo Pacto Global das
GC 100 Global Compact 100 Nações Unidas em parceria com a empresa de pesquisas
Sustainalytcs. O GC100 reúne as empresas inscritas nos dez
princípios do Pacto Global das Nações Unidas com melhor
desempenho no mercado de ações.

As declarações contidas neste relatório relativas à perspectiva dos negócios da Empresa, às projeções e resultado e ao potencial de crescimento dela constituem-se em meras previsões e foram baseadas nas expectativas da administração em relação ao futuro da Empresa. Essas expectativas são altamente dependentes de mudanças no mercado e do desempenho econômico geral do país, do setor e dos mercados internacionais, estando, portanto, sujeitas a mudanças.

Em 13.07.11 o plenário do Conselho Administrativo de Defesa Econômica - Cade aprovou a Associação entre a BRF e a Sadia S.A., subordinada ao cumprimento das disposições contidas no Termo de Compromisso de Desempenho - TCD firmado entre as partes. Estes documentos encontram-se disponível no site: www.brf-br.com/ri

BRF S.A. Consolidado
BALANÇO PATRIMONIAL

BALANÇO PATRIMONIAL - R$ Milhões 31.12.2013 31.12.2012 var. %
Ativo 32.375 30.765 5
Circulante 13.243 11.590 14
Caixa e equivalentes de caixa 3.128 1.931 62
Aplicações financeiras 460 622 (26)
Contas a receber 3.338 3.131 7
Tributos a recuperar 1.303 965 35
Ativos mantidos para venda 149 23 (69)
Títulos a receber 149 77 92
Estoques 3.112 3.019 3
Ativos biológicos 1.206 1.371 (12)
Outros ativos financeiros 12 33 (65)
Outros direitos 283 326 (13)
Despesas antecipadas 104 92 13
Não Circulante 19.132 19.176 (0)
Ativo realizável a longo prazo 3.445 3.716 (7)
Aplicações financeiras 56 74 (25)
Contas a receber de clientes 8 11 (30)
Depósitos judiciais 479 365 31
Ativos biológicos 569 428 33
Títulos a receber 354 152 132
Tributos a recuperar 801 1.142 (30)
Impostos diferidos 666 718 (7)
Caixa restrito 99 93 7
Outros direitos 414 732 (43)
Permanente 15.687 15.459 1
Investimentos 108 37 195
Imobilizado 10.822 10.671 1
Intangível 4.758 4.752 0
Passivo 32.375 30.765 5
Circulante 8.436 7.481 13
Empréstimos e financiamentos 2.697 2.441 10
Fornecedores 3.675 3.381 9
Salários e obrigações sociais 433 426 2
Obrigações tributárias 254 228 11
Dividendos/juros sobre capital próprio 337 160 110
Participações de administradores e funcionários 177 77 130
Outros passivos financeiros 357 253 41
Provisões 244 174 40
Plano de benefício a empregados 49 17 188
Outras obrigações 214 324 (34)
Não Circulante 9.242 8.695 6
Empréstimos a financiamentos 7.485 7.078 6
Fornecedores 146 38 290
Obrigações sociais e tributárias 19 13 45
Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas 775 761 2
Impostos diferidos 21 28 (26)
Plano de benefício a empregados 242 267 (9)
Outras obrigações 554 511 8
Patrimônio Líquido 14.696 14.589 1
Capital social realizado 12.460 12.460 -
Reservas de capital 114 70 63
Reservas de lucros 2.512 2.274 10
Outros resultados abrangentes (354) (201) 76
Ações em tesouraria (77) (52) 49
Participação dos acionistas não controladores 41 38 10

BRF S.A. Consolidado
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO 4º Trimestre
R$ milhões 2013 2012 var. %
Receita Operacional Líquida 8.208 8.146 1
Custo das Vendas (6.127) (6.050) 1
% sobre a ROL -74,6% -74,3% (30) bps
Lucro Bruto 2.082 2.095 (1)
% sobre a ROL 25,4% 25,7% (30) bps
Despesas Operacionais (1.432) (1.315) 9
% sobre a ROL -17,4% -16,1% (130) bps
Despesas com Vendas (1.309) (1.201) 9
% sobre a ROL -15,9% -14,7% (120) bps
Fixas (792) (684) 16
Variáveis (517) (517) -
Despesas administrativas e honorários (123) (114) 9
% sobre a ROL -1,5% -1,4% (10) bps
Honorários dos administradores (7) (5) 42
% sobre a ROL -0,1% -0,1% -
Gerais e administrativas (116) (109) 7
% sobre a ROL -1,4% -1,3% (10) bps
Resultado Operacional 650 780 (17)
% sobre a ROL 7,9% 9,6% 170 bps
Outros Resultados Operacionais (194) (245) (21)
Resultado da Equivalência Patrimonial 6 7 (24)
Resultado antes das Financeiras 462 543 (15)
% sobre a ROL 5,6% 6,7% (110) bps
Financeiras Líquidas (260) (91) 186
Resultado antes dos Impostos 202 452 (55)
% sobre a ROL 2,5% 5,5% (300) bps
Imposto de renda e contribuição social 6 73 (91)
% sobre o resultado antes dos impostos 3,1% 16,1% (1300) bps
Resultado antes das Participações 208 525 (60)
Participação acionistas não controladores 0 (5) -
Resultado Líquido 208 520 (60)
% sobre a ROL 2,5% 6,4% 390 bps
EBITDA 773 785 (2)
% sobre a ROL 9,4% 9,6% (20) bps
EBITDA ajustado 954 1.018 (6)
% sobre a ROL (ajustada) 11,6% 12,5% (90) bps

BRF S.A. Consolidado
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
R$ milhões 2013 2012 var. %
Receita Operacional Líquida 30.521 28.517 7
Custo das Vendas (22.953) (22.064) 4
% sobre a ROL -75,2% -77,4% 220 bps
Lucro Bruto 7.568 6.454 17
% sobre a ROL 24,8% 22,6% 220 bps
Despesas Operacionais (5.086) (4.706) 8
% sobre a ROL -16,7% -16,5% (20) bps
Despesas com Vendas (4.624) (4.317) 7
% sobre a ROL -15,2% -15,1% 10 bps
Fixas (2.686) (2.489) 8
Variáveis (1.938) (1.829) 6
Despesas administrativas e honorários (462) (389) 19
% sobre a ROL -1,5% -1,4% (10) bps
Honorários dos administradores (25) (22) 12
% sobre a ROL -0,1% -0,1% -
Gerais e administrativas (437) (367) 19
% sobre a ROL -1,4% -1,3% (10) bps
Resultado Operacional 2.482 1.748 42
% sobre a ROL 8,1% 6,1% 200 bps
Outros Resultados Operacionais (535) (447) 20
Resultado da Equivalência Patrimonial 13 22 (41)
Resultado antes das Financeiras 1.960 1.323 48
% sobre a ROL 6,4% 4,6% 180 bps
Financeiras Líquidas (748) (571) 31
Resultado antes dos Impostos 1.212 753 61
% sobre a ROL 4,0% 2,6% 140 bps
Imposto de renda e contribuição social (145) 25 -
% sobre o resultado antes dos impostos -12,0% 3,3% -
Resultado antes das Participações 1.067 777 37
Participação acionistas não controladores (4) (7) (41)
Resultado Líquido 1.062 770 38
% sobre a ROL 3,5% 2,7% 80 bps
EBITDA 3.131 2.283 37
% sobre a ROL 10,3% 8,0% 230 bps
EBITDA ajustado 3.627 2.680 35
% sobre a ROL (ajustada) 11,9% 9,4% 250 bps

BRF S.A. Consolidado
FLUXO DE CAIXA

Fluxo de Caixa - R$ milhões 4T13 4T12 var. % 2013 2012 var. %
Atividades Operacionais
Resultado do exercício 208 520 (60) 1.062 770 38
Ajustes para reconciliar o resultado 827 462 79 2.666 2.837 (6)
Variações nos ativos e passivos
Contas a receber de clientes (583) (454) 28 (188) 90 -
Estoques 516 422 22 (111) (362) (69)
Ativo biológico 91 16 455 165 (215) -
Juros sobre o capital próprio recebidos - (1) - 22 9 148
Fornecedores 199 140 43 402 669 (40)
Pagamento de contingências (132) (69) 92 (285) (203) 40
Pagamento de juros (165) (121) 36 (568) (495) 15
Pagamento de imposto de renda e contribuição social (1) (66) (99) (2) (98) (98)
Outros direitos e obrigações 78 (66) - 156 (561) -
Caixa originado pelas atividades operacionais 1.039 783 33 3.319 2.443 36
Atividades de Investimento
Aplicações financeiras 29 24 18 125 46 175
Investimento em caixa restrito 5 (3) - (6) (14) (56)
Aquisição de empresas - - - - (11) -
Aumento de capital em subsidiária - - - (18) - -
Outros investimentos (1) (50) (98) (55) (52) 7
Aquisições de imobilizado/investimento (350) (534) (34) (1.268) (1.884) (33)
Aquisições de ativo biológico (120) (135) (11) (502) (494) 2
Receita na alienação do imobilizado 92 30 201 266 51 419
Aplicações no intangível (18) (8) 118 (55) (15) 273
Caixa originado (aplicado) nas atividades de investimento (364) (675) (46) (1.512) (2.373) (36)
Atividades de financiamentos
Empréstimos e financiamentos 81 323 (75) (153) 911 -
Juros sobre o capital próprio pago - - - (579) (440) -
Aquisições de ações para tesouraria - - - (79) - -
Alienação de ações para tesouraria 16 13 21 53 13 296
Ágio na aquisição de acionistas não controladores - (34) - - (34) -
Caixa originado (aplicado) nas atividades de financiamento 81 303 (73) (757) 450 -
Variação cambial sobre caixa e equivalentes 82 13 508 148 43 245
Aumento (decréscimo) líquido no saldo de caixa 853 424 101 1.197 564 112
Caixa e equivalentes a caixa no início do período 2.275 1.507 51 1.931 1.367 41
Caixa e equivalentes a caixa no final do período 3.128 1.931 62 3.128 1.931 62

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