Senhores acionistas,
O desempenho da BRF no segundo trimestre de 2014 demonstra o foco da administração da companhia em rentabilidade e maximização de valor. Houve forte geração de fluxo de caixa no trimestre, atingindo R$954,0 milhões ante R$365,0 milhões no 2T13. Esse resultado demonstra a melhoria no resultado operacional da BRF, a otimização dos seus investimentos, e o esforço para redução consistente e sustentável de suas necessidades de capital de giro, que passou de 57,4 dias, em junho de 2013, representando 14,6% da receita operacional líquida (ROL), para 36,4 dias em junho de 2014, representando 9,8% da ROL. Para 2014, a expectativa é de uma continuidade na gestão ativa de contas a pagar, a receber e estoques.

Em relação ao resultado operacional, tivemos bom desempenho tanto nos mercados internacionais, onde o desempenho em diversos mercados foi favorável, quanto no mercado interno, mesmo diante de adversidades macroeconômicas.

No período, a companhia conseguiu potencializar os ganhos nos mercados internacionais ao implementar diversas ações, entre as quais a priorização de mercados e SKUs de maior rentabilidade. O desempenho alcançado reforça a preocupação da BRF em reduzir a volatilidade existente em tais mercados. Ao concluir a aquisição da Federal Foods, nos Emirados Árabes Unidos, a BRF avançou no processo de internacionalização por meio do acesso a mercados locais, fortalecendo marcas e expandindo o portfólio de produtos na região. Nesse sentido, em 3 de Julho a BRF também concluiu a aquisição de 40% no capital social da Al Khan Foodstuff LLC, atual distribuidora de produtos no Sultanato de Omã.

No Brasil, houve um esforço significativo no que se refere ao consumo no mercado interno, que se manteve desafiador durante o trimestre, devido à desaceleração do crescimento econômico. A companhia focou sua estratégia na racionalização do portfólio, com reposicionamento das marcas e lançamento de produtos alinhados à necessidade de nossos consumidores. No período, também concluímos a etapa de consolidação da nossa força de vendas do novo go-to-market (GTM), e os resultados preliminares são animadores. Já observamos maior cross-selling entre as marcas, especialmente da marca Perdigão, bem como um incremento na capilaridade da BRF que, ao atingir novos pontos de venda, melhorou nosso posicionamento no mercado brasileiro.

Ainda no 2T14, destacamos a conclusão do Projeto Orçamento Base Zero (OBZ) e a redução dos níveis hierárquicos da organização, medidas que trouxeram significativas repercussões ao incremento de sinergias, simplificação e agilidade na tomada de decisões. Promovemos, ainda, grande evento para nossas principais lideranças, com o propósito de avançar na consolidação da nova cultura da companhia, que tem a meritocracia e o alto desempenho entre seus pilares - ligados, inclusive, às ferramentas de remuneração.

Com a implementação de tais projetos internos e externos, a BRF conseguiu, no segundo trimestre, uma receita líquida de R$7,7 bilhões, 2,2% superior ante o mesmo período de 2013, mesmo com volume de vendas 12% menor (reflexo principalmente da estratégia de redução de volumes nos mercados internacionais). O lucro bruto alcançou os R$2,0 bilhões (8,9% maior que o do 2T13); o lucro operacional, R$691,7 milhões (+37,6%); e o EBITDA chegou a R$1,0 bilhão, com crescimento de 25,1% e margem de 13,0%, contra os 10,6% do segundo trimestre do ano anterior.

Cabe ressaltar o nível de endividamento da companhia, que continua a cair e cuja boa saúde gerou avaliação positiva da agência Standard & Poor’s, e a captação de um Bond de US$750 milhões de 10 anos a taxas de juros competitivas quando comparadas com empresas de risco similar na América Latina. Acompanhando a tendência observada no primeiro trimestre desse ano, registramos forte geração de caixa. A dívida líquida ficou em R$5,1 bilhões, 14,6% abaixo da registrada no 1T14. A dívida líquida sobre EBITDA dos últimos doze meses é de 1,51 vezes, nível confortável para novos investimentos.

A campanha #jogapramim fez com que a Sadia, patrocinadora da Seleção Brasileira, se tornasse uma das cinco marcas relacionadas a futebol e Copa do Mundo mais lembradas espontaneamente pela população. A avaliação dos consumidores foi bastante positiva, com mais de 80% de aprovação e presença nos trend topics globais. A ação foi importante para reforçar a plataforma de esportes da empresa, que agora já direciona seus esforços para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, evento do qual somos patrocinadores oficiais.

É essa vocação para o protagonismo que, aliada aos esforços aqui descritos e aos resultados apresentados, nos leva a acreditar que estamos no caminho certo.

Abilio Diniz
Presidente do Conselho
De Administração

Cláudio Galeazzi
Diretor Presidente
Global

DESTAQUES

2º Trimestre 2014 (2T14)

  • A receita líquida totalizou R$7,7 bilhões, com crescimento de 2,2% comparado ao 2T13, principalmente devido ao crescimento da receita de industrializados e de aves in natura do mercado interno, em linha com a nossa estratégia.
  • O volume total de vendas do período alcançou 1,3 milhão de toneladas, 12,0% menor que o mesmo período do ano anterior. Tal queda reflete, principalmente, nossa estratégia de retirada de volumes do Mercado Internacional de forma a priorizar rentabilidade.
  • O lucro bruto totalizou R$2,0 bilhões, 8,9% superior ao 2T13, devido ao repasse de preços no mercado interno, principalmente na linha de elaborados e processados, assim como também em decorrência da melhoria de preços em dólar nos mercados internacionais.
  • O EBIT registrado no período foi de R$691,7 milhões ante R$502,5 milhões no 2T13, portanto um crescimento de 37,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
  • O EBITDA atingiu R$1,0 bilhão, 25,1% acima do 2T13, resultando em margem EBITDA de 13,0% ante 10,6% no mesmo período do ano anterior.
  • O lucro líquido foi de R$267,1 milhões ante um resultado líquido de R$208,4 milhões verificados no 2T13, portanto 28,1% maior.
  • Forte geração de fluxo de caixa livre no trimestre, atingindo R$954,0 milhões ante R$365,0 milhões no 2T13, portanto um crescimento de 161% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
  • A dívida líquida da Companhia ficou em R$5,1 bilhões, 14,6% abaixo da registrada em 31.03.2014, resultando em uma dívida líquida sobre EBITDA (últimos doze meses) de 1,51 vez (versus 1,88 vez no 1T14), reforçando a solidez da companhia.
  • O volume financeiro de ações negociado atingiu a média de US$77,1 milhões/dia no trimestre, 6,4% inferior ao mesmo período do ano anterior.
Resultado - R$ Milhões 2T14 2T13 var. (%)
Receita Líquida 7.691 7.525 2
Receita Brasil1 4.340 4.101 6
Receita Internacional2 3.350 3.425 (2)
Lucro Bruto 2.044 1.877 9
Margem Bruta 26,6% 24,9% 170 bps
Lucro Líquido 267 208 28
Margem Líquida 3,5% 2,8% 70 bps
EBIT 692 503 38
EBITDA 1.002 801 25
Margem EBITDA 13,0% 10,6% 240 bps
Resultado por ação3 0,31 0,24 28
1 Inclui receitas de Mercado Interno + Food Services e Lácteos Brasil
2 Inclui receitas de Mercado Internacional + Food Services e Lácteos Internacional
3 Resultado por Ação (em R$) consolidado, excluindo as ações em tesouraria

1º Semestre 2014 (1S14)

  • A receita líquida totalizou R$15,0 bilhões, com crescimento consolidado de 2,0%, com destaque para desempenho da Receita Brasil, que apresentou uma melhoria de 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
  • O volume total de vendas do período alcançou 2,7 milhões de toneladas, 9,8% inferior ao mesmo período do ano anterior, principalmente devido a nossa estratégia de redução de volumes nos Mercados Internacionais.
  • O lucro bruto totalizou R$3,9 bilhões, 10,1% superior ao 1S13 devido aos repasses de preços no mercado interno e também a melhor precificação nos Mercados Internacionais, atingindo um ganho de 1,9 p.p. de margem bruta.
  • O EBIT foi de R$1,3 bilhão ante R$1,0 bilhão registrado no mesmo período do ano anterior, portanto um crescimento de 21,3%.
  • O EBITDA atingiu R$1,9 bilhão, 16,1% superior ao mesmo período do ano anterior, com margem EBITDA de 12,4% ante 10,9% no 2T13.
  • O lucro líquido foi de R$582,5 milhões ante um resultado líquido de R$567,0 milhões registrados no ano anterior, 2,7% acima, atingindo margem líquida de 3,9% ante 3,8% no ano anterior.
  • Forte geração de fluxo de caixa livre, atingindo R$2,1 bilhões no 1S14 ante R$434,0 milhões no 1S13, portanto um crescimento de 381% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
  • A dívida líquida da Companhia ficou em R$5,1 bilhões, 24,6% abaixo da registrada em 31.12.2013, resultando em uma dívida líquida sobre EBITDA (últimos doze meses) de 1,51 vezes (versus 2,17 vezes no 4T13), reforçando a solidez da companhia.
  • O volume financeiro de ações negociado atingiu a média de US$81,9 milhões/dia no ano, 5,3% inferior ao mesmo período de 2013.

Resultado - R$ Milhões 1S14 1S13 var. (%)
Receita Líquida 15.030 14.734 2
Receita Brasil1 8.548 8.170 5
Receita Internacional2 6.481 6.564 (1)
Lucro Bruto 3.936 3.574 10
Margem Bruta 26,2% 24,3% 190 bps
Lucro Líquido 583 567 3
Margem Líquida 3,9% 3,8% 10 bps
EBIT 1.254 1.034 21
EBITDA 1.863 1.605 16
Margem EBITDA 12,4% 10,9% 150 bps
Resultado por ação3 0,67 0,65 3
1 Inclui receitas de Mercado Interno + Food Services e Lácteos Brasil
2 Inclui receitas de Mercado Internacional + Food Services e Lácteos Internacional
3 Resultado por Ação (em R$) consolidado, excluindo as ações em tesouraria

Ambiente Macro

Consumo Interno

De acordo com o boletim Focus do Banco Central do Brasil, de 11/07/2014, espera-se que haja um crescimento do PIB brasileiro de 1,05% em 2014. O Relatório Trimestral de Inflação (RIT) de Junho 2014 atribuiu esse fraco crescimento projetado principalmente ao desempenho da Indústria no ano (que foi revisado de 1,5% no relatório anterior, para -0,4%) e, pelo lado da demanda, à Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que mede o aumento pelas empresas de seus bens de capital, que foi revisado de 1,0% para -2,4%. No primeiro trimestre do ano, dados do IBGE indicam que o PIB do país cresceu 1,9%, desempenho similar ao mesmo período de 2013.

O foco do Governo, no entanto, está na contenção inflacionária. O próprio Banco Central defende essa medida ao divulgar, em nota do Copom, que altas taxas aumentam os riscos, contraem a confiança de investidores e o horizonte de planejamento familiar, além de deteriorar o poder de compra de salários e a confiança do consumidor. Nesse contexto, a expectativa de mercado sobre a inflação (medida pelo IPCA) vem se mantendo próxima ao teto da meta, de 6,50%, tendo sua estimativa para 2014 em 6,48% (Focus - 11/07/2014). No mês de Junho, esse indicador foi de 0,40% (IBGE), 0,06 p.p abaixo do apresentado no mês de Maio. O Copom ainda afirma que as pressões inflacionárias devem continuar nos próximos trimestres, mas tendem a convergir com o teto da meta. A expectativa do mercado sobre a taxa básica de juros, Selic, após atingir 11,25% até final de Maio, atualmente encontra-se em 11,0% para 2014 e 12,0% para 2015 (sem variação em relação à estimativa do último trimestre).

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), outro importante indicador do comportamento atual de consumo, subiu 1,0% de Maio para Junho, apresentando 103,8 pontos (conforme dados do relatório de "Sondagem do Comportamento do Consumidor" da FGV / Junho de 2014). No entanto, o impacto positivo ainda não compensa totalmente a tendência de queda que teve início em Novembro (de Março a Abril houve queda de 3,3%) e ainda se encontra bastante abaixo da média histórica, de 116,3 pontos, mostrando pouca satisfação por parte dos consumidores com a situação atual e pessimismo em relação à conjuntura econômica. Com relação ao mercado de trabalho, a taxa de desemprego medida pelo IBGE atingiu 5,0% em Abril (ante 5,7% no mesmo período no ano de 2013). A economia gerou 379,3 mil novos empregos nesse período, ante 432,8 mil no mesmo período de 2013.

Em relação ao desempenho do comércio varejista restrito (que não considera veículos, peças e material de construção), o volume de vendas cresceu 6,7% em Abril 2014 versus Abril 2013, conforme divulgado em estudo mensal da LCA Consultores. No entanto, na comparação com o mês de Março deste ano, já descontadas sazonalidades, houve retração no volume em seis dos oito segmentos do indicador do varejo restrito. O segmento de Supermercados e Hipermercados obteve receita de R$ 30 bilhões no mês de Abril, crescimento de 18,0% em relação a Abril 2013, representando uma melhora pontual, contrapondo o movimento de desaceleração iniciado no início de 2013. Como projeção do faturamento no segmento para 2014, o IBGE espera uma variação de 12,0% vs. 2013 e de 10,0% em 2015.

Exportações Brasileiras

As exportações brasileiras de carne de frango no 2T14 totalizaram 995 mil toneladas com faturamento de US$2,0 bilhões. No período, os principais destinos mantiveram-se como Arábia Saudita (16% do total exportado pelo Brasil), Japão (11%) e Hong Kong (8%). Na comparação com o mesmo período do ano passado (2T13), as exportações brasileiras de carne de frango apresentaram incremento de 0,6% em termos de volume e redução de 7,1% em termos de faturamento (US$), em decorrência de queda de 7,3% no preço médio das exportações. Na comparação com o trimestre anterior (1T14), tanto volume quanto receita apresentaram forte incremento de 9,7% e 17,9%, respectivamente.

Os volumes embarcados de carne suína no 2T14 somaram 125 mil toneladas com faturamento de US$407,5 milhões. Rússia (40% do total exportado pelo Brasil), Hong Kong (21%) e Angola (10%) se sobressaíram como os principais importadores brasileiros. Em comparação ao 2T13, houve aumento de 4,1% em termos de volume e de 30,8% em termos de faturamento (US$), consequência de um preço médio superior em 24,9%. Na comparação com o trimestre anterior (1T14) a melhora é ainda mais notável: volume 12,8% superior e faturamento 39,9% acima. O principal fator que tem beneficiado o setor é a disseminação do vírus da diarreia epidêmica suína (PED) nos EUA e outros países das Américas, o que tem reduzido a oferta mundial de tal proteína.

Os embarques de carne bovina no 2T14 totalizaram 368 mil toneladas com faturamento de US$1,7 bilhão. As exportações brasileiras para Rússia, Hong Kong e Venezuela foram os grandes destaques do período. Nota-se considerável crescimento no 2T14 em comparação ao 2T13: 6,4% em volumes e 12,6% em faturamento (US$). Já na comparação com o trimestre anterior (1T14), a carne bovina sofreu redução de volume de 3,9%, porém, com faturamento superior em 2,3% dado aumento de 6,4% no preço médio. Importante ressaltar que, em Maio, a OIE (Organização Mundial da Saúde Animal) declarou os estados do Nordeste brasileiro como livres de febre aftosa com vacinação, o que permite à região conquistar mais espaço no mercado internacional de carne bovina.

Resultados BRF

Produção

O abate de aves no 2T14 teve queda de 13% seguindo a estratégia da empresa de diminuir volumes nos mercados internacionais. No abate de suínos/bovinos, houve queda de 2% dada a venda de um abatedouro de suínos localizado no RS em maio de 2013, além da diminuição do abate de bovinos seguindo nossa estratégia de desverticalizar o negócio, conforme comunicado ao mercado divulgado em 01.11.2013. No 2T14, foram produzidas 1,2 milhão de toneladas de alimentos no trimestre, volume 8,9% inferior ao registrado no 2T13.

Produção 2T14 2T13 var. (%) 1S14 1S13 var. (%)
Abate de aves (milhões de cab.) 399 458 (13) 808 900 (10)
Abate de Suínos/Bovinos (mil cab.) 2.407 2.448 (2) 4.761 4.923 (3)
Produção (mil t) 1.240 1.361 (9) 2.474 2.695 (8)
Carnes * 930 1.032 (10) 1.858 2.053 (10)
Lácteos 187 203 (8) 380 401 (5)
Outros Produtos Processados ** 123 127 (3) 236 241 (2)
Rações e Concentrados (mil t) 2.562 2.871 (11) 5.100 5.612 (9)
* Volume Carnes do 2T13 alterado de 1.036 para 1.032 devido uma correção no volume de produção da Argentina.
** Volume Outros Processados do 2T13 alterado de 128 para 127 devido uma correção no volume de produção da Argentina.

Lançamentos e Investimentos em Marketing
Como uma empresa que procura sempre estar atenta às mudanças de mercado, estamos constantemente buscando desenvolver novos produtos, visando à renovação do portfólio, reposicionamento das marcas/categorias e a agregação de valor. No segundo trimestre do ano foram lançados 24 novos produtos, sendo: 18 lançamentos no Mercado Interno, 4 lançamentos nos Mercados Internacionais e 2 novos produtos no mercado de Food Services.

Os principais lançamentos do trimestre foram:

  • A linha Soltíssimo traz mortadela, peito de peru e presunto, bem como a linha de queijos prato e mussarela fatiados, visando a praticidade e comodidade para nossos consumidores e a garantia da qualidade dos nossos produtos.
  • A linha Suínos Fácil, com novos temperos e sabores; e toda a linha de Frango Fácil cortes, com temperos limão e orégano, e o Frango Fácil inteiro, já temperado com alho, cebola e ervas. Estes lançamentos buscam ampliar a participação da BRF em produtos in natura de valor agregado, alinhados também com a tendência de mercado de praticidade e comodidade.
  • No mercado internacional os lançamentos mais relevantes foram o filezinho de frango temperado e empanado, os filezinhos em tiras já marinados e assados, e a linguiça suína congelada.
  • No mercado de Food Services, tivemos lançamentos em batatas e bacon em atendimento às necessidades e demandas dos nossos clientes para este segmento.

Marcas BRF

Em 2014, tivemos importantes campanhas de comunicação para as marcas Qualy e Sadia. Qualy veiculou o filme "Pão e Fogão", com o objetivo de transitar também pelo território de uso culinário, com uma execução envolvente e eficaz, vista por quase 90% dos consumidores entrevistados*.

A campanha de Sadia (Frango In Natura) teve três fases de veiculação (Juvenal Supermercado, Juvenal Consultório e Fernandas) e superou as normas de visibilidade, alcançando praticamente 100% dos entrevistados*, que entenderam que o frango Sadia não tem hormônios e que conta com o Programa de Garantia Total Sadia (pioneira nestes claims). Essas mensagens foram consideradas críveis, relevantes e diferentes. Com a campanha, Sadia consolidou-se ainda mais no território de qualidade e saudabilidade.

No contexto Copa do Mundo, a Sadia entrou com o patrocínio à Seleção Brasileira através da Campanha #Jogapramim, despontando no ranking das Top 5 marcas mais lembradas (espontaneamente) relacionadas a futebol e Copa do Mundo.

A Sadia, que possui um longo histórico de investimentos no esporte, reforça ainda mais essa atuação através do patrocínio à Seleção Brasileira e do futuro apoio ao Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016.

*Estudo de Pós-teste de Comunicação, Tracking via Instituto Millward Brown, Março-Abril 2014.

Mercado Interno

Conforme já mencionado anteriormente, em linha com a estratégia da companhia, iniciamos no mês de janeiro o novo processo de go-to-market **(GTM) na região de Minas Gerais, com posterior roll out para as demais regiões do país.

Finalizamos a etapa de consolidação da nossa força de venda do novo GTM em maio e os resultados preliminares obtidos foram animadores. À medida que o projeto evoluiu, começamos a ter sinalizações de incremento de volumes. Nesta fase inicial, já pudemos observar maior cross-selling entre as marcas, especialmente no que diz respeito à marca Perdigão, assim como maior capilaridade da BRF ao atingir novos pontos de venda, melhorando dessa forma nosso posicionamento no mercado brasileiro.

Dando continuidade ao projeto, entramos em fase de implementação com o treinamento dos vendedores, visando a continuação do aumento de volumes via produtividade e ferramentas de suporte, elevando-se também as vendas cruzadas e buscando a melhoria no atendimento prestado aos nossos clientes.

Nestes primeiros meses, conseguimos comprovar que a estratégia adotada pela companhia é assertiva e acreditamos que irá trazer as sinergias esperadas. Em paralelo, continuamos trabalhando intensamente na melhoria do nosso nível de serviço, com diversos projetos em andamento no que diz respeito à implementação de sistemas, melhorias de processos, treinamento de colaboradores, entre outros.

Conforme informamos no final de 2013, realizamos uma redução de aproximadamente 40% do número de SKUs de produtos processados no mercado doméstico, visando simplificar os processos e reduzir a complexidade das nossas operações. Até meados de julho tínhamos parado 95% da produção desses produtos e já tínhamos retirado 50% dos produtos dos pontos de venda.

Em paralelo à estratégia de racionalização e otimização do portfólio, continuamos com a estratégia de inovação, trazendo produtos alinhados com as necessidades dos nossos consumidores (vide nota "Lançamentos e Investimentos em Marketing" deste relatório).

No 2T14, a receita operacional líquida (ROL) no mercado interno atingiu R$3,3 bilhões, 7,0% maior que o 2T13, mesmo com volumes 5,3% menores. Os preços médios cresceram 13,0%, devido à melhoria de portfólio e repasse de custos (principalmente grãos e custo de bovinos), que na média estiveram 8,4% acima do mesmo período do ano anterior.

Em relação ao 1T14, houve incremento de 3,0% na ROL, sendo que volumes caíram 2,1% e preços médios foram 5,2% mais altos.

Como aconteceu em trimestres anteriores, ainda no 2T14 tivemos o impacto das vendas diversas que apresentaram variações significativas de preço e volumes no período. Essa diferença ocorreu devido aos insumos vendidos à planta da Doux (alienada em maio/2013), fato não recorrente. Se expurgarmos as vendas diversas da análise, os números do trimestre refletem melhor o real cenário do mercado doméstico com ROL de R$3,0 bilhões, 6,4% acima do mesmo período do ano anterior, uma queda de 3,1% em volumes e aumento de 9,9% de preços médios.

O resultado operacional atingiu R$384,2 milhões, 70,4% superior ao 2T13, registrando margem operacional de 11,6% ante 7,3%, um aumento de 4,3 p.p. quando comparada ao mesmo trimestre do ano anterior. No comparativo trimestral (vs. 1T14), houve um incremento de 0,6 p.p. na margem operacional.

**Go-to-market: conjunto de táticas adotadas pela companhia em seus diferentes canais de vendas, para melhor se conectar com seus clientes, aumentando a sua penetração de mercado, melhorando suas receitas e lucratividade, que envolve a reestruturação das equipes de vendas e distribuição logística da companhia.

MERCADO INTERNO MIL TONELADAS R$ MILHÕES
2T14 2T13 var. (%) 2T14 2T13 var. (%)
In Natura 104 97 7 640 567 13
Aves 75 62 21 416 329 27
Suínos/Bovinos 29 35 (18) 224 238 (6)
Processados 354 376 (6) 2.405 2.294 5
Vendas diversas 81 96 (16) 268 234 14
Total 540 570 (5) 3.312 3.094 7
Total sem vendas diversas 459 473 (3) 3.044 2.860 6

MERCADO INTERNO MIL TONELADAS R$ MILHÕES
1S14 1S13 var. (%) 1S14 1S13 var. (%)
In Natura 207 199 4 1.250 1.184 6
Aves 150 134 12 818 721 13
Suínos/Bovinos 57 65 (13) 432 462 (7)
Processados 706 725 (3) 4.778 4.523 6
Vendas diversas 178 212 (16) 499 491 2
Total 1.091 1.137 (4) 6.527 6.198 5
Total sem vendas diversas 913 925 (1) 6.028 5.707 6

Market Share - Valor %

Leituras: 1: Maio/Junho; 2: Maio/Junho; 3: Abril/Maio; 4: Abril/Maio; 5: Abril/Maio

Fonte: AC Nielsen

A BRF mantém ampla liderança de market share nas categorias de Industrializados de Carne, Congelados, Pizza e Margarinas (core businesses).

Desde o final de 2013, a empresa trabalha com crescimento tendencial de participação de mercado, com ganhos consistentes em Congelados, Pizzas e Margarinas e Industrializados nas ultimas duas a quatro leituras de mercado dependendo da categoria.

Na ultima leitura, tivemos um cenário em que houve pressões de custos, especialmente de grãos, que foram repassados aos preços por parte da BRF. Conforme evidenciado anteriormente, nossos preços médios no mercado interno no 2T14 cresceram 13,0% versus o mesmo período do ano anterior. Notamos, entretanto, que tal estratégia não foi adotada no mesmo ritmo pela concorrência, o que tornou o cenário competitivo mais agressivo, com players atuando em tiers de preços mais baixos.

Mais uma vez, a BRF optou por preservar rentabilidade e seguir com a sua estratégia de crescimento estruturado.

Vendas por Canal

(% da Receita Operacional Líquida) -Trimestral

Vendas por Canal

(% da Receita Operacional Líquida) -Semestral

Atacados Clientes distribuidores, pequenos atacadistas e representantes comerciais que
pertencem a diretoria Varejo Rota.
Contas de grandes clientes (key accounts )com abrangência nacional entre 1 a 50
Auto Serviço Checkouts , inclusive dos ramos atacadista conhecidos como "atacarejos".
Food Clientes do canal de Food Service, tais como: Restaurantes, hotéis, pizzarias, cozinhas
Services industriais, Órgão Públicos, etc.
São clientes menores no ramo varejista, tais como: Supermercados, açougue,
Varejo mercearia, padaria, etc.

Desde janeiro de 2014, uma nova estrutura de canais de venda foi adotada pela BRF a fim de adequar essa classificação à realidade atual da companhia. Todos os clientes foram reclassificados para essa nova estrutura, conforme sua natureza, formando novos grupos com composição e tamanho diferentes dos existentes em 2013. Essa adequação atingiu principalmente os canais Auto Serviço e Varejo.

Lácteos

Em relação ao segundo trimestre do ano anterior, o faturamento líquido se apresentou estável, totalizando R$702,9 milhões. O volume sofreu queda de 13,5%, reflexo da estratégia de rentabilização do mix das vendas. O preço médio ficou 15,3% mais alto, compensando parcialmente a elevação de custo que ficou 20,5% acima do mesmo período de 2013. O resultado operacional totalizou R$26,2 milhões, com margem de 3,7% (vs. 3,5% no 2T13).

No comparativo trimestral (2T14 vs. 1T14), tivemos um crescimento de 7,2% da receita líquida, enquanto o preço médio subiu 6,2% no período. O volume apresentou crescimento de 0,9% vs. o trimestre anterior. Atingimos um resultado operacional de R$26,2 milhões, com forte recuperação no comparativo com o 1T14. A margem operacional cresceu 5,4 p.p.

LÁCTEOS MIL TONELADAS R$ MILHÕES
2T14 2T13 var. (%) 2T14 2T13 var. (%)
Divisão Seca 140 141 (1) 386 363 6
Divisão Refrigerada 57 63 (9) 317 325 (3)
Outras Vendas - 24 - - 17 -
Total 198 228 (13) 703 705 -

LÁCTEOS MIL TONELADAS R$ MILHÕES
1S14 1S13 var. (%) 1S14 1S13 var. (%)
Divisão Seca 277 282 (2) 738 690 7
Divisão Refrigerada 117 129 (9) 621 629 (1)
Outras Vendas - 45 - - 33 -
Total 393 456 (14) 1.359 1.352 -

Food Services

A BRF apresentou crescimento de faturamento líquido de 6,6% no 2T14 vs 2T13, no mesmo movimento do mercado, atingindo R$ 383,8 milhões. O volume apresentou crescimento de 4,6%, em especial nas categorias de elaborados/processados. Fatores que impediram que este crescimento fosse mais alto incluem: 1) Copa do Mundo, que prejudicou o consumo fora do lar, afetando Food Services, e 2) queda no volume vendido no segmento de bovinos.
Registramos R$25,8 milhões de EBIT, com queda de margem de 3,5 p.p. para 6,7% devido à pressão gerada pelo aumento de 7,4% nos custos de produção, principalmente grãos e matéria-prima bovina. Estamos trabalhando para a recomposição de margens nesta divisão e esperamos melhorias nos próximos trimestres.

FOOD SERVICES MIL TONELADAS R$ MILHÕES
2T14 2T13 var. (%) 2T14 2T13 var. (%)
Total 53 51 5 384 360 7
FOOD SERVICES MIL TONELADAS R$ MILHÕES
1S14 1S13 var. (%) 1S14 1S13 var. (%)
Total 109 100 9 784 725 8

Mercados Internacionais

No comparativo anual, os Mercados Internacionais conquistaram importantes resultados no 2T14, mesmo com alguns desafios enfrentados no período, como pressão de custos e redução mundial da disponibilidade de bovinos e suínos.

Seguimos com nossa estratégia de retirada de volumes de regiões com margens mais baixas, a qual continua se provando efetiva. O volume vendido nos mercados internacionais no período foi de 549,5 mil toneladas, queda de 18,4% vs. 2T13, com receita operacional líquida de R$3,3 bilhões. No comparativo com o 2T13, nosso preço médio em dólares subiu 11,2% (+19,8% em reais), enquanto que quando comparado ao 1T14, nosso preço médio subiu 10,8% em dólares (+4,6% em reais).

A receita operacional líquida desta divisão teve queda leve de 2,2% no comparativo anual, e foi 7,3% maior que a receita reportada no 1T14. Já a margem operacional foi de 7,8% no 2T14, comparada a 6,4% no 2T13 e 6,0% no 1T14.

No trimestre, os principais mercados tiveram o seguinte posicionamento:

  • Oriente Médio|África - o volume vendido no período foi de 269,3 mil toneladas (em linha com o trimestre anterior), e o faturamento alcançado foi de R$1,4 bilhão, 4,1% superior se comparado ao 1T14. Em abril, a empresa concluiu a aquisição dos direitos econômicos remanescentes da Federal Foods, em linha com o plano estratégico da BRF de internacionalizar a companhia por meio do acesso a mercados locais, fortalecendo as marcas e expandindo o portfólio de produtos na região. Posteriormente, também adquiriu 40% do capital social da AKF, atual distribuidora no Omã..
  • Ásia - no 2T14, a BRF vendeu 123,5 mil toneladas aos mercados asiáticos, atingindo faturamento de R$727,8 milhões, crescimento de 4,0% em relação ao trimestre anterior. O Japão, principal mercado da região (40% do volume), seguindo a tendência do 1T14, mantém redução dos estoques locais e possibilidades de elevação de preços. Ainda no mercado asiático, é importante informar que a empresa encerrou em abril a joint venture com a chinesa Dah Chong Hong, mas ambas manterão uma parceria comercial, não exclusiva, com foco nos mercados de Hong Kong e Macau.
  • Europa|Eurásia - a escassez de oferta de carne suína e de peru tem configurado boas oportunidades à empresa e o mercado passa por um momento muito positivo, com importante conquista de volumes e, principalmente, preços. No período, as vendas para a Europa/Eurásia somaram 87,7 mil toneladas e receita operacional líquida de R$810,5 milhões, 14,2% superior ao trimestre anterior.
  • Américas - o mercado apresentou significativa evolução no 2T14. O volume vendido foi de 77,8 mil toneladas e a receita operacional líquida contabilizou R$456,8 milhões, ambos com incremento em relação ao período anterior - 16,3% e 9,0%, respectivamente.
MERCADOS INTERNACIONAIS MIL TONELADAS R$ MILHÕES
2T14 2T13 var. (%) 2T14 2T13 var. (%)
In Natura 440 514 (15) 2.502 2.633 (5)
Aves 386 451 (14) 1.993 2.203 (10)
Suínos/Bovinos 54 64 (15) 509 430 18
Processados 110 108 2 779 681 14
Vendas diversas 0 51 - 12 52 (77)
Total 549 673 (18) 3.292 3.366 (2)

MERCADOS INTERNACIONAIS MIL TONELADAS R$ MILHÕES
1S14 1S3 var. (%) 1S14 1S13 var. (%)
In Natura 881 1.009 (13) 4.873 5.109 (5)
Aves 773 879 (12) 3.923 4.243 (8)
Suínos/Bovinos 108 130 (17) 950 866 10
Processados 203 211 (4) 1.464 1.295 13
Vendas diversas 0 55 - 22 55 (605)
Total 1.085 1.275 (15) 6.359 6.459 (2)

Vendas Internacionais por Região
(% da Receita Operacional Líquida) - Trimestral

Vendas Internacionais por Região
(% da Receita Operacional Líquida) - Semestral

Resultado Consolidado BRF

Receita Operacional Líquida

No 2T14, as receitas cresceram 2,2% contra o mesmo período do ano anterior, atingindo R$7,7 bilhões. No comparativo com o 1T14, as receitas cresceram 4,8%.

No comparativo anual, a receita do trimestre foi impulsionada pelo mercado interno, devido a repasses de preços associado ao aumento no custo de insumos (grãos, bovinos e captação de leite), assim como uma melhora de mix, compensando um cenário macro ainda enfraquecido. A receita do Mercado Interno cresceu 7,0% em relação ao 2T13 (preço médio 13,0% acima do 2T13), e 3,0% no comparativo com o 1T14 (preço médio 5,2% acima do 1T14).

Já nos mercados internacionais, a recuperação se deu no comparativo trimestral e seguimos com nossa estratégia de retirada de volumes de regiões com margens mais baixas, a qual continua se provando efetiva. No comparativo anual, nosso preço médio em dólares subiu 11,2% (+19,8% em reais), enquanto que quando comparado ao 1T14, nosso preço médio subiu 10,8% em dólares (+4,6% em reais). A receita Internacional teve queda leve de 2,2% no comparativo anual, e foi 7,3% acima daquela reportada no 1T14.

Composição da Receita Líquida (%)
Trimestral


MI: Mercado Interno
MINT: Mercado Internacional

Composição da Receita Líquida (%)
Trimestral

Composição da Receita Líquida (%)
Semestral

Custo das Vendas (CPV)

Em relação ao 2T13, nosso CPV ficou estável, enquanto no comparativo trimestral subiu 3,7%. Em termos percentuais, o CPV totalizou 73,4% da ROL, comparado aos 75,1% da ROL no 2T13 e 74,2% da ROL no 1T14.

Apesar de termos reportado custos estáveis no trimestre, nossos volumes foram 12,0% menores se comparados ao 2T13, o que levou a um incremento no custo/kg no período. Houve aumento nos custos de ração (puxados pelo farelo) no período, assim como no custo de bovinos e de captação de leite. Em menor escala, custos com embalagens também subiram no 2T14, influenciados pela desvalorização cambial no período.

Já em relação ao 1T14, os custos com ração subiram menos: enquanto o custo do farelo de soja arrefeceu, o milho sinalizou elevação no início do trimestre. Também houve aumento no custo de mão de obra, custo de bovinos e custo de captação de leite. Com volumes flat no período (+0,1%), nosso custo/kg também sofreu leve aumento.

É importante ressaltar que, com a estratégia de redução de volumes a partir do final de 2013, os custos fixos das fábricas sofreram uma menor diluição, impactando o custo por tonelada vendida que aumentou em ambas as análises.

Lucro Bruto e Margem Bruta

O Lucro Bruto totalizou R$2,0 bilhões no 2T14, 8,9% acima do valor reportado no 2T13. A margem bruta apresentou incremento de 1,7 p.p., saindo de 24,9% no 2T13 para 26,6% no 2T14, devido principalmente ao repasse de preços no mercado interno, assim como também em decorrência da melhoria de preços nos mercados internacionais, principalmente de suínos. No comparativo trimestral, a margem bruta expandiu 0,8 p.p.

Despesas Operacionais

No 2T14 tivemos uma redução de 1,0% nas despesas operacionais na comparação com o 2T13. Em relação ao 1T14, houve leve incremento de 2,6%. As despesas operacionais totalizaram 16,2% da ROL, vs. 16,7% no 2T13 e 16,5% no 1T14.

As despesas comerciais caíram 0,3% vs. 2T13 enquanto as despesas administrativas ficaram 8,0% abaixo do montante reportado no 2T13 devido a reduções em despesas com consultorias.

Já em relação ao 1T14, as despesas comerciais tiveram leve incremento de 2,2%, enquanto as despesas administrativas ficaram 6,8% acima do montante reportado no 1T14.

Além disso, visando uma melhoria das nossas despesas, concluímos em junho o projeto OBZ (Orçamento Base Zero), que tinha por objetivo revisar o orçamento de gastos da companhia, priorizando de acordo com as atividades e processos essenciais para o negócio. No acumulado do período 1T14 e 2T14 já tivemos melhorias advindas desse projeto e, pelo menos até dezembro deste ano, ainda teremos melhorias adicionais a serem capturadas, tendo como principal alavanca a revisão do quadro de funcionários e despesas em estruturas administrativas que foram concluídas no 2T14.

Outros Resultados Operacionais

No 2T14 apresentamos uma despesa de R$117,5 milhões na linha de outros resultados operacionais, 0,7% menor que a despesa de R$118,3 milhões do 2T13.

Outras despesas operacionais incluíram, neste trimestre, itens não recorrentes como gastos com reestruturação no montante de R$72,7 milhões, que envolve ajustes de quadro de pessoal e de executivos. Também fizemos provisionamentos para riscos cíveis e tributários no valor de R$96,0 milhões, assim como para a participação nos resultados e outros benefícios a funcionários no montante de R$44,0 milhões. Nossas outras receitas operacionais líquidas incluíram ganho de R$88,7 milhões na alienação de imobilizado que engloba ganho obtido com a venda da unidade de suínos de Carambeí, unidade que foi arrendada à Marfrig como parte do TCD, e que concedia à mesma o direito de exercício de compra desta unidade industrial, direito este que foi posteriormente transferido à JBS, e exercido em 30.05.2014, conforme nota explicativa "1.4 Exercício da opção de compra - Unidade Industrial de Carambeí (PR)".

Resultado operacional - EBIT antes das financeiras e Margem Operacional

Resultado Operacional EBIT Margem EBIT (%)
R$ milhões 2T14 2T13 var. (%) 2T14 2T13 var. (%)
Mercado Interno 384 225 70 12 7 430 bps
Mercados Internacionais 255 216 18 8 6 140 bps
Food Services 26 37 (30) 7 10 (350) bps
Lácteos 26 25 6 4 4 -
Total 692 503 38 9 7 230 bps

O resultado operacional antes das despesas financeiras líquidas atingiu R$691,7 milhões no trimestre, 37,6% superior ao mesmo trimestre do ano passado, sendo que a margem operacional passou de 6,7% da ROL no 2T13 para 9,0% no 2T14. No comparativo trimestral, houve incremento de 1,3 p.p. na margem operacional.

Financeiras Líquidas

R$ milhões 2T14 1S14 2T13 1S13
Receitas Financeiras 258 588 428 631
Despesas Financeiras (651) (1178) (687) (991)
Receitas (Despesas) Financeiras Líquidas (393) (590) (259) (361)

As despesas financeiras líquidas somaram R$393,8 milhões no trimestre, 52,1% acima do 2T13, principalmente devido a prêmio pago pela execução da recompra de bonds no valor de face de US$450,0 milhões realizada em maio, com a consecutiva emissão de US$750,0 milhões de valor face para um prazo de 10 anos. Estas transações fizeram com que nosso duration da dívida em moeda estrangeira fosse alongado de 6,4 anos no 1T14 para 7,2 anos no 2T14, enquanto nosso custo médio em dólares foi reduzido de 5,5% para 5,03 no mesmo período.

Diante do elevado nível de exportações, a Companhia realiza operações no mercado de derivativos com objetivo específico de proteção (hedge) cambial. De acordo com os padrões contábeis de hedge accounting (CPC 38 e IAS 39), a Companhia se utiliza de instrumentos financeiros derivativos (ex: NDF) e instrumentos financeiros não derivativos (ex: dívida em moeda estrangeira) para realizar operações de hedge e concomitantemente eliminar as respectivas variações cambiais não realizadas no demonstrativo de resultado (sob a rubrica de Despesas Financeiras).

A utilização de instrumentos financeiros não derivativos e derivativos para cobertura cambial possibilita reduções significativas na exposição líquida de balanço em moeda estrangeira. Passamos de uma exposição cambial impactando resultado de US$73,9 milhões "comprados" no 1T14 para US$36,5 milhões "comprados" no 2T14.

Em 30.06.14, os instrumentos financeiros não derivativos designados como hedge accounting para cobertura cambial de fluxo de caixa somaram US$ 600 milhões. Em adição, os instrumentos financeiros derivativos designados como hedge accounting, no conceito cash flow hedge para cobertura das exportações altamente prováveis, atingiram, nas suas respectivas moedas, os valores de US$830,1 milhões, €76,5 milhões e £21,0 milhões. Esses instrumentos também contribuíram diretamente para a redução da exposição cambial. Em ambos os casos, o resultado não realizado de variação cambial foi contabilizado em outros resultados abrangentes.

A dívida líquida da Companhia ficou em R$5,1 bilhões, 14,6% abaixo da registrada em 31.03.14, resultando em uma dívida líquida sobre EBITDA (últimos doze meses) de 1,51 vez.

Endividamento

EM 30/06/2014 EM 31/12/2013
Endividamento - R$ Milhões
Circulante Não Circulante Total Total Var. %
Moeda Nacional (2.497) (1.524) (4.022) (4.073) (1)
Moeda Estrangeira (374) (6.074) (6.447) (6.466) -
Endividamento Bruto (2.871) (7.598) (10.469) (10.539) (1)
Aplicações
Moeda Nacional 1.318 168 1.485 1.091 36
Moeda Estrangeira 3.870 - 3.870 2.663 45
Total Aplicações 5.188 168 5.355 3.754 43
Endividamento Líquido 2.317 (7.430) (5.113) (6.784) (25)
Exposição Cambial - US$ Milhões 26 (87) -

O Endividamento Bruto Total conforme demonstrado acima contabiliza o endividamento total financeiro, no valor R$10.355,0 milhões, somado a outros passivos financeiros, no valor R$113,0 milhões, conforme Nota Explicativa 4.1.f do ITR de 30.06.2014.

Demonstrativo da Dívida Líquida/EBITDA
Histórico trimestral

A redução da alavancagem reflete a melhora no desempenho operacional, disciplina de Capex e de capital de giro, reforçando a solidez da companhia.

Investimentos

Os investimentos em Capex realizados no trimestre totalizaram R$ 470,5 milhões, com crescimento de 20,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Neste montante estão considerados, também, R$ 131,6 milhões de investimentos em ativos biológicos (matrizes). No acumulado do ano, investimentos totalizaram R$ 806,3 milhões.

Os principais desembolsos em 2014 foram direcionados para investimentos de construção da fábrica de processados no Oriente Médio além de investimentos nos projetos de automação, melhoria de processos e suporte.

Em linha com a estratégia delineada pela companhia, estamos otimizando o Capex através da priorização de projetos, e direcionando o mesmo para investimentos em automação, logística, sistemas (TI) e tirando o foco no aumento de capacidade produtiva.

Ciclo Financeiro

A Companhia tem trabalhado na otimização do capital de giro resultando na melhora do ciclo financeiro de 57,4 dias, em junho de 2013, representando 14,6% da ROL, para 36,4 dias em junho de 2014, representando 9,8% da ROL. Os ganhos mais expressivos deste trimestre ocorreram nas linhas de contas a pagar e contas a receber, respectivamente.

Para 2014 a expectativa é de uma continuidade na gestão ativa de contas a pagar, a receber e estoques.

Fluxo de Caixa Livre

O fluxo de caixa livre (EBITDA - Variação do Ciclo Financeiro - Capex) aqui descrito não considera impactos tributários e no 2T14 alcançou R$954 milhões contra os R$365,0 milhões gerados no 2T13. Este incremento se deve à melhoria operacional no período, maior eficiência em capital de giro e otimização do Capex.

Resultado da Equivalência Patrimonial

O resultado de equivalência patrimonial gerado pela participação nos resultados de coligadas e controladas em conjunto (Joint Ventures), representou no 2T14 um ganho de R$11,0 milhões contra um ganho de R$2,2 milhões no mesmo período do ano anterior, o que representa um incremento de R$8,8 milhões, decorrente principalmente do resultado da coligada UP! Alimentos Ltda.

Imposto de Renda e Contribuição Social

O resultado de imposto de renda e a contribuição social totalizaram uma despesa de R$30,5 milhões no trimestre, contra uma despesa de R$34,7 milhões no mesmo trimestre do ano anterior, representando uma taxa efetiva de 10,3% e 14,2%, respectivamente. Os principais fatores que levam a Companhia apresentar uma taxa efetiva menor que a nominal estão relacionados ao benefício fiscal no pagamento de juros sobre o capital próprio, subvenções para investimentos, além de resultados de subsidiárias no exterior.

Participação de acionistas não controladores

O resultado atribuído a acionistas não controladores de subsidiárias na Argentina, Oriente Médio e Europa, representou no trimestre uma despesa de R$212 mil contra uma despesa de R$413 mil no mesmo trimestre do exercício anterior.

Lucro Líquido e Margem Líquida

O lucro líquido do período foi de R$267,1 milhões no 2T14, com margem líquida de 3,5%, um aumento de 0,7 p.p. em relação ao 2T13. Esta melhoria poderia ter sido superior não fosse o desembolso registrado na rubrica "despesas financeiras" referente ao prêmio pago pela execução na recompra dos bonds. Tal resultado também reflete o melhor desempenho nos mercados internacionais em que a companhia atua, as diversas estratégias implementadas no mercado interno que já começam a mostrar resultados iniciais animadores, e a melhoria operacional de nossas subsidiárias.

EBITDA

O EBITDA atingiu R$1,0 bilhão, 25,1% acima do 2T13, o que representa uma margem EBITDA de 13,0% ante 10,6% apresentada no 2T13. No comparativo trimestral, o EBITDA ficou 16,5% acima do 1T14, com incremento de margem de 1,3 p.p..

EBITDA - R$ milhões 2T14 2T13 var. (%) 1S14 1S13 var. (%)
Lucro Líquido 267 208 28 583 567 3
Imposto de Renda e Contribuição Social 31 35 (12) 76 108 (29)
Financeiras Líquidas 394 259 52 590 361 64
Depreciação e Amortização 311 299 4 614 570 8
= EBITDA 1.002 801 25 1.863 1.605 16

EBITDA - Histórico 2º Trimestre
(R$ milhões)

EBITDA- Histórico Trimestral
(R$ milhões)

Situação Patrimonial

Em 30.06.2014 o Patrimônio Líquido totalizou o valor de R$15,1 bilhões ante R$15,2 bilhões em 31.03.14, devido principalmente ao pagamento de juros sobre capital próprio de R$361 milhões no 2T14, apesar do aumento do patrimônio derivado do bom resultado líquido obtido no trimestre.

Mercado Acionário

As ações da BRF encerraram o trimestre cotadas a R$53,40 na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) registrando uma valorização de 17,9% e os ADRs fecharam em US$24,31 na New York Stock Exchange com uma alta de 21,7% comparado ao trimestre anterior. O desempenho foi acima da variação do Ibovespa, índice que reúne as ações mais líquidas da bolsa brasileira, que apresentou variação positiva de 5,5% no mesmo período.

O valor de mercado da Companhia totalizou R$46,6 bilhões, com crescimento de 10,2% em relação ao 2º trimestre de 2013.

Valor Negociado no trimestre

Média de US$ 77,1 milhões/dia, 6,4% abaixo do mesmo período do ano anterior.

Fonte: Bloomberg

Valor Negociado no semestre

Média de US$ 81,9 milhões/dia, 5,3% abaixo do mesmo período do ano anterior.

Fonte: Bloomberg

Desempenho das ações na bolsa de São Paulo (BM&FBovespa) (2T14)

Fonte: Bloomberg

Desempenho dos ADRs na NYSE (2T14)

Fonte: Bloomberg

Desempenho das ações na bolsa de São Paulo (BM&FBovespa) (1S14)

Fonte: Bloomberg

Desempenho dos ADRs na NYSE (1S14)

Fonte: Bloomberg

Governança Corporativa

Controle Difuso

Base: 30.06.2014
Número de ações: 872.473.246 (ordinárias)
Capital Social: R$ 12,5 bilhões

Rating
A empresa está ranqueada como investment grade BBB- pela Fitch Ratings e Standard & Poor’s e como Baa pela Moody’s; todas com perspectiva estável.

Novo Mercado
A BRF aderiu ao Novo Mercado da BM&FBovespa em 12.04.2006, estando vinculada à Câmara de Arbitragem do Mercado, conforme clausula compromissória constante no seu estatuto social e no regulamento.

Gestão de Riscos
A BRF e suas subsidiárias adotam uma série de medidas previamente estruturadas e abordadas em sua política de riscos, para manter sob o mais rigoroso controle os riscos inerentes aos seus negócios. São monitorados os riscos de mercados de atuação, controle sanitário, grãos, segurança alimentar, proteção ambiental, controles internos e riscos financeiros. A Nota Explicativa 4 das Demonstrações Financeiras detalha essa gestão e maiores detalhes também poderão ser encontrados em nosso Formulário de Referência e Relatório 20F apresentados anualmente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Securities Exchange Comission (SEC), respectivamente.

A gestão de riscos da BRF é acompanhada mensalmente pela Diretoria Executiva Estatutária, pelos Comitês de Assessoramento e pelo Conselho de Administração. A cada dois anos, a Política de Riscos é revisada e aprovada pelo Conselho, sendo considerada de abrangência suprema, blindada a atuações isoladas e a mudanças de nomes na diretoria.

Além disso, com o objetivo de assessorar o Conselho de Administração em seu papel de gestão e mitigação de riscos corporativos, a BRF criou, em 3 de abril de 2014, o Comitê de Auditoria Estatutário (CAE), que tem como uma de suas funções, apoiar o Conselho de Administração na gestão de riscos corporativos.

A área de controles internos também ganhou ainda mais força e importância nesse contexto, ampliando a sua atuação no cumprimento de políticas e procedimentos com vistas à conferir maior segurança para as suas informações e processos operacionais, buscando-se maior confiabilidade e acuracidade acerca das demonstrações financeiras e seus processos correlatos, bem como na correta apresentação das mesmas, garantindo que foram preparadas segundo os padrões e princípios contábeis exigidos pelos órgãos legisladores e regulamentadores brasileiros e americanos.

Relacionamento com os auditores independentes
Nos termos da Instrução CVM nº 381, de 14 de janeiro de 2003, a Companhia informa que a sua política de contratação de serviços não relacionados à auditoria externa se substancia nos princípios que preservam a independência do auditor. Tais princípios se baseiam no fato de que o auditor independente não deve auditar seu próprio trabalho, não pode exercer funções gerenciais, não deve advogar por seu cliente ou prestar quaisquer outros serviços que sejam considerados proibidos pelas normas vigentes, mantendo, desta forma, a independência nos trabalhos realizados.

Nos termos da Instrução CVM 480/09, a administração em reunião realizada em 31.07.2014 declara que discutiu, reviu e concordou com as informações expressas no relatório de revisão dos auditores independentes sobre as informações financeiras relativas ao período de três meses findo em 30.06.2014.

Balanço Social
Operando no Brasil com 47 fábricas, 30 centros de distribuição, TSPs, granjas e filiais de vendas e, no exterior, com 8 unidades industriais na Argentina e 2 na Europa (Inglaterra e Holanda), além de 22 escritórios comerciais, a BRF possui 110 mil colaboradores no mundo.

A companhia tem como política principal de contratação o recrutamento interno e o processo de seleção descentralizado, realizado nas unidades, impulsionando as economias locais, colaborando com o desenvolvimento da sociedade e valorizando seus funcionários. O objetivo principal é atrair, selecionar e direcionar os profissionais de acordo com o seu perfil e potencial, contratando pessoas alinhadas aos valores e cultura da BRF. A prática é priorizar candidatos oriundos da localidade onde está aberta a posição.

Valorização do Capital Humano
A BRF passa por um importante momento de mapeamento dos seus processos de gestão de pessoas buscando entender as suas necessidades, potencialidades e caminhos para ser uma empresa com mais oportunidades de desenvolvimento para os seus profissionais e para o próprio negócio. No entanto, enquanto esse processo de diagnóstico e planejamento está em andamento, ela manteve atividades importantes de formação que já estavam planejadas para o primeiro trimestre de 2014.

Por meio do Programa "Nosso Jeito de Liderar", formou 564 supervisores e coordenadores, o "Formação de Líderes" preparou mais 30 profissionais, e em torno de 34 gestores participaram do programa "Integração de Líderes (e-learning)". A área Comercial realizou diversas turmas de treinamentos no último trimestre. Mais de 5.500 profissionais entre lideres e vendedores estão sendo treinados e preparados para atender a nova forma de atendimento comercial por meio do projeto GTM (Go-to-Market*).

No final do ultimo trimestre, os 22 trainees selecionados no programa de 2014 participaram do "job rotation" pelas áreas da companhia. Esta etapa do processo encerra-se em Julho e eles serão alocados em áreas da Presidência Global para realização de projetos por 6 meses.

O Programa de Estágio BRF totalizou 407 estagiários ativos em Junho de 2014.

O Summer Internship Program 2014, programa que tem o objetivo de identificar jovens potenciais das mais renomadas escolas de MBA do mundo para contribuir com as estratégias da companhia, teve sua etapa de seleção iniciada em outubro de 2013. Ao longo dos meses de Maio e Junho de 2014, os 6 candidatos aprovados foram admitidos pela BRF e alocados em seus projetos, distribuídos entre diversas áreas e localidades, sendo Brasil, Dubai, Argentina e Europa.

No trimestre, 9.200 profissionais da área comercial assistiram a TV de Vendas, que traz mensalmente assuntos estratégicos direcionados para este público.

Alguns desses programas e processos de desenvolvimento serão revistos e novas ações de aprendizagem serão programadas e criadas tendo em vista o mapeamento que está sendo realizado, a nova cultura e a visão de futuro da companhia.

SSMA
A Gestão de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) continua apresentando avanços significativos. Em novembro de 2013, registrou-se a menor taxa de acidentes com afastamentos na história do SSMA na BRF, atingindo taxa de frequência (TF) de 1,02. Em comparação com o ano anterior, o indicador acumulado de 2014 teve uma redução de 9,83%. No acumulado de 2014: TF 1,56 contra o realizado em 2013: TF 1,73.

Em comparação a 2008, o resultado da Taxa de frequência 2014 até junho, possui uma redução de 81,88%.

Em novembro de 2011 (fase de diagnóstico), o SSMA foi estendido para as áreas de Transporte e Distribuição da companhia. A implantação nas três unidades pilotos foi finalizada em março de 2013. Em outubro de 2013, iniciou a 2ª fase do projeto, como roll out para as regionais de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, contemplando 27 unidades, nos segmentos Frigorificado, Agropecuária, Lácteos, Distribuição e Transporte de colaboradores. Com essa iniciativa, serão abrangidos 42% dos transportadores e 35% da frota de veículos.

No final de 2014, será iniciada a 3º parte do roll out com a expansão do projeto para as demais regionais da BRF e todos os transportadores.

Plano de Stock Options
Atualmente a empresa possui outorgada a 237 executivos o montante de 7.002.655 de opções de ações, com prazo máximo de exercício de cinco anos, de acordo com o estabelecido no Regulamento do Plano de Remuneração baseado em ações aprovado em 31.03.10 e modificado em 24.04.2012, 09.04.2013 e 03.04.2014 em AGO/E, contemplando presidente, vice-presidentes, diretores e outros executivos da BRF.

DVA

DVA R$ milhões 1S14 1S13 var. (%)
Recursos Humanos 2.143 2.129 1
Impostos 1.819 1.804 1
Juros/Aluguéis 1.325 1.151 15
Retenção 583 567 3
Participação de acionistas não controladores 4 (2) -
Total 5.873 5.650 4

Diclaimer

As declarações contidas neste relatório relativas à perspectiva dos negócios da Empresa, às projeções e resultados e ao potencial de crescimento dela constituem-se em meras previsões e foram baseadas nas expectativas da administração em relação ao futuro da Empresa. Essas expectativas são altamente dependentes de mudanças no mercado e no desempenho econômico geral do país, do setor e dos mercados internacionais; estando, portanto, sujeitas a mudanças.


DRE
R$ milhões 2T14 2T13 var. (%) 1S14 1S13 var. (%)
Receita Operacional Líquida 7.691 7.525 2 15.030 14.734 2
Custo das Vendas (5.647) (5.648) - (11.093) (11.160) (1)
% sobre a ROL 73 75 170 bps (74) (76) 190 bps
Lucro Bruto 2.044 1.877 9 3.936 3.574 10
% sobre a ROL 27 25 170 bps 26 24 190 bps
Despesas Operacionais (1.246) (1.259) (1) (2.459) (2.363) 4
% sobre a ROL (16) (17) 50 bps (16) (16) (40) bps
Despesas comVendas (1.137) (1.140) - (2.249) (2.142) 5
% sobre a ROL (15) (15) 40 bps (15) (15) (50) bps
Fixas (707) (659) 7 (1.380) (1.220) 13
Variáveis (429) (481) (11) (869) (922) (6)
Despesas administrativas e honorários (109) (118) (8) (211) (221) (5)
% sobre a ROL (1) (2) 20 bps (1) (2) 10 bps
Honorários dos administradores (7) (5) 32 (14) (11) 34
% sobre a ROL 0 0 - 0 0 -
Gerais e administrativas (102) (113) (10) (197) (211) (7)
% sobre a ROL (1) (2) 20 bps (1) (1) 10 bps
Resultado Operacional 798 619 29 1.477 1.211 22
% sobre a ROL 10 8 220 bps 10 8 160 bps
Outros Resultados Operacionais (117) (118) (1) (246) (187) 32
Resultado da Equivalência Patrimonial 11 2 401 23 10 135
Resultado antes das Financeiras 692 503 38 1.254 1.034 21
% sobre a ROL 9 7 230 bps 8 7 130 bps
Financeiras Líquidas (394) (259) 52 (590) (361) 64
Resultado antes dos Impostos 298 244 22 663 673 (1)
% sobre a ROL 4 3 70 bps 4 5 (20) bps
Imposto de renda e contribuição social (31) (35) (12) (76) (108) (29)
% sobre o resultado antes dos impostos (10) (14) (390) bps (12) (16) (450) bps
Resultado antes das Participações 267 209 28 587 565 4
Participação acionistas não controladores 0 0 (49) (4) 2 -
Resultado Líquido 267 208 28 583 567 3
% sobre a ROL 4 3 70 bps 0 0 10 bps
EBITDA 1.002 801 25 1.863 1.605 16
% sobre a ROL 13 11 240 bps 12 11 150 bps

BALANÇO PATRIMONIAL - R$ Milhões 30.06.14 31.12.13 var. (%)
Ativo 33.299 32.375 3
Circulante 14.334 13.243 8
Caixa e equivalentes de caixa 4.578 3.128 46
Aplicações financeiras 530 460 15
Contas a receber 2.761 3.338 (17)
Tributos a recuperar 1.298 1.303 -
Ativos mantidos para venda 171 149 15
Títulos a receber 209 149 40
Estoques 3.154 3.112 1
Ativos biológicos 1.194 1.206 (1)
Outros ativos financeiros 79 12 584
Outros direitos 239 283 (16)
Despesas antecipadas 122 104 17
Não Circulante 18.965 19.132 (1)
Ativo realizável a longo prazo 3.359 3.445 (2)
Aplicações financeiras 59 56 5
Contas a receber de clientes 7 8 (6)
Depósitos judiciais 553 479 16
Ativos biológicos 574 569 1
Títulos a receber 410 354 16
Tributos a recuperar 791 801 (1)
Impostos diferidos 487 666 (27)
Outros direitos 367 414 (11)
Caixa restrito 109 99 10
Permanente 15.607 15.687 (1)
Investimentos 57 108 (48)
Imobilizado 10.785 10.822 -
Intangível 4.765 4.758 -
Passivo 33.299 32.375 3
Circulante 8.704 8.436 3
Empréstimos e financiamentos 2.758 2.697 2
Fornecedores 4.081 3.675 11
Salários e obrigações sociais 518 433 20
Obrigações tributárias 290 254 14
Dividendos/juros sobre capital próprio 330 337 (2)
Participações de administradores e funcionários 99 177 (44)
Outros passivos financeiros 113 357 (68)
Provisões 245 244 -
Plano de benefício a empregados 49 49 -
Outras obrigações 221 214 3
Não Circulante 9.459 9.242 2
Empréstimos a financiamentos 7.598 7.485 2
Fornecedores 133 146 (9)
Obrigações sociais e tributárias 14 19 (30)
Provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas 844 775 9
Impostos diferidos 14 21 (30)
Plano de benefício a empregados 263 242 9
Outras obrigações 593 554 7
Patrimônio Líquido 15.136 14.696 3
Capital social realizado 12.460 12.460 -
Reservas de capital 114 114 -
Reservas de lucros 2.584 2.512 3
Outros resultados abrangentes (171) (354) (52)
Lucros Acumulados 583 0 -
Juros sobre o capital próprio (361) 0 -
Transferência reservas e incentivos fiscais (72) 0 -
Ações em tesouraria (44) (77) (43)
Participação dos acionistas não controladores 43 41 5

Fluxo de Caixa- R$ milhões 2T14 2T13 var. (%) 1S14 1S13 var. (%)
Atividades Operacionais
Resultado do exercício 267 208 28 583 567 3
Ajustes para reconciliar o resultado 505 754 (33) 786 1.266 (38)
Variações nos ativos e passivos
Contas a receber de clientes 208 (121) - 692 8 8.327
Estoques 9 35 (74) 68 (135) -
Ativos biológicos 10 38 (75) 12 90 (87)
Juros sobre o capital próprio recebido 28 0 - 28 - -
Fornecedores 261 40 552 315 (82) -
Pagamento de contingências (85) (71) 19 (124) (95) 30
Pagamento de juros (162) (126) 28 (284) (256) 11
Pagamento de imposto de renda e contribuição social (2) (1) 176 (5) (1) 340
Outros direitos e obrigações 150 (46) - 66 (106) -
Caixa originado pelas atividades operacionais 1.189 710 68 2.136 1.257 70
Atividades de Investimento
Aplicações financeiras (2) 43 - 1 76 (99)
Investimento em caixa restrito (5) (4) 56 (10) (6) 54
Aquisição de empresas (52) 0 - (52) 0 -
Aumento de capital em subsidiária 0 0 - 0 (10) -
Outros investimentos 0 0 - (2) (54) (96)
Aquisições de imobilizado/investimento (284) (253) 12 (497) (671) (26)
Aquisições de ativo biológico (132) (134) (2) (252) (255) (1)
Recebimento pela venda de imobilizado 42 172 (75) 90 173 (48)
Aplicações no intangível (3) (3) (9) (3) (32) (89)
Caixa originado (aplicado) nas atividades de investimento (436) (178) 145 (725) (780) (7)
Atividades de financiamentos
Empréstimos e financiamentos 547 78 606 478 (226) -
Juros sobre o capital próprio pago 0 (45) - (365) (220) 66
Aquisições de ações para tesouraria (50) - - (50) 0 -
Alienação de ações para tesouraria 55 12 367 83 16 415
Caixa originado (aplicado) nas atividades de financiamento 551 44 1.156 146 (430) -
Variação cambial sobre caixa e equivalentes (40) 71 - (107) 52 -
Aumento (decréscimo) líquido no saldo de caixa 1.265 647 96 1.451 98 1.385
Caixa e equivalentes a caixa no início do período 3.313 1.381 140 3.128 1.931 62
Caixa e equivalentes a caixa no final do período 4.578 2.028 126 4.578 2.028 126
Mapa de RI