BRF S.A.
Relatório da Administração dos Resultados do Terceiro Trimestre de 2015
Destaques Financeiros

  • Receita Operacional Líquida de R$8,3 bilhões, 14,4% maior que no 3T14.
  • Margem bruta de 31,4%, comparado com 29,6% no 3T14.
  • EBITDA de R$1,5 bilhões, 34,8% maior que no 3T14 e margem EBITDA de 18,4%, comparada com 15,6% no 3T14 e 17,4% no 2T15.
  • Margem EBIT do Oriente Médio e Africa (MEA) de 19,4%, resultado principalmente das mudanças estruturais adotadas na região.
  • Lucro Líquido de R$877 milhões, 53,3% maior na comparação anual e 140,7% na comparação trimestral, com margem líquida de 10,6%.
  • ROIC (Return on Invested Capital) de 13,9% (LTM), contra 9,1% no 3T14 e 13,3% no 2T15.

Principais Indicadores Financeiros

Senhores Acionistas,
A expansão internacional da BRF, intensificada no último trimestre, impulsionou os resultados da companhia, mantendo um ritmo de crescimento robusto e sustentável. A fábrica de Abu Dhabi, exemplo dessa nova fase, vem superando todas as metas, solidificando a presença e imagem da companhia no Oriente Médio.
Com caixa robusto, o projeto de expansão em mercados emergentes prosseguiu mais recentemente com o acordo firmado com a Qatar National Import and Export Co (QNIE), para aquisição do negócio de distribuição de congelados da QNIE, consolidando a posição da BRF na região do golfo. Em setembro, desta vez na América Latina, a BRF avançou com a aquisição de marcas líderes na Argentina, em linha com o plano estratégico de globalizar a Companhia acessando mercados locais, fortalecendo as marcas da BRF e expandindo seu portfólio de produtos ao redor do globo.
No Brasil, o cenário econômico é extremamente desafiador. É impossível ignorar as turbulências que assolam o País, restringindo o crédito e tornando o consumidor mais cauteloso, sem falar no risco de aumento da já pesada carga tributária. Ao mesmo tempo, esse é um momento muito importante para a BRF com o retorno da marca Perdigão em categorias relevantes, fato que determina uma nova etapa para o varejo nacional e um sonho concretizado para a companhia.
A BRF segue investindo em sua estratégia de go to market, no seu portfólio de marcas e em seus colaboradores, pois só assim a Companhia continuará crescendo e se consolidando como uma empresa líder e inovadora no mercado de alimentos no Brasil e no mundo.

Abilio Diniz
Presidente do Conselho
de Administração

Pedro Faria
Diretor Presidente Global


Resultados 3º Trimestre 2015 (3T15)

Destaques Estratégicos

  • Em Setembro de 2015, a BRF anunciou a conclusão da emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio ("CRA") decorrentes das exportações contratadas com a BRF Global GmbH em favor da Octante Securitizadora S.A. A oferta pública alcançou o valor de R$1 bilhão, a maior no segmento, sendo que lhe foi atribuída o rating brAAA pela Standard&Poor´s. Os "CRAs" terão remuneração equivalente a 96,9% da Taxa DI sobre um período de 9 meses.

  • Em Setembro de 2015, a Companhia comunicou ao mercado que integra pela quarta vez consecutiva o Dow Jones Sustainability Index - Emerging Markets ("DJSI"), índice que avalia o desempenho de sustentabilidade das empresas nos âmbitos econômico, ambiental e social. O índice é referência para investidores que prezam pelas melhores práticas de sustentabilidade nas companhias.
  • Em Agosto de 2015, a agência de classificação de risco internacional Fitch Ratings ("Fitch") divulgou a elevação do rating de escala corporativa global e das emissões existentes da BRF S.A. de "BBB-" para "BBB". A Fitch também atualizou o rating de escala nacional da BRF S.A. de "AA+ (bra)" para "AAA (bra)".

Eventos Subsequentes

  • Em Outubro de 2015, a BRF concluiu o programa de recompra de ações de emissão da Companhia que havia sido anunciado em Agosto de 2015. Foi adquirido um montante de quatorze milhões e quinhentas mil ações ordinárias a um preço médio de R$69,80.

  • Em Outubro de 2015, a BRF S.A. assinou um memorando de entendimentos vinculantes ("MOU") com a Qatar National Import and Export Co. ("QNIE") para a aquisição de parte do negócio de distribuição de congelados da QNIE no Estado do Qatar, com base num valor total de US$140,0 milhões. Este movimento está em linha com a estratégia da empresa de fortalecer sua presença no Oriente Médio.
  • Também em Outubro de 2015, a Companhia adquiriu da Molinos Río de la Plata as seguintes marcas na categoria de salsicha, hambúrguer de carne e margarina, todas presentes no mercado argentino de varejo: Vieníssima, GoodMark, Manty, Delícia, Hamond, Tres Cruces e Wilson. O valor da transação foi de aproximadamente US$43,5 milhões. A transação está em linha com a estratégia da BRF de globalizar a Companhia acessando mercados locais, fortalecendo as marcas da BRF e expandindo seu portfólio de produtos ao redor do globo.

  • Em Outubro de 2015, a agência de classificação de risco internacional Moody´s divulgou a elevação do rating de escala corporativa global e das emissões existentes da BRF S.A. de "Baa3" para "Baa2". A Moody´s manteve a perspectiva estável no rating.
  • A BRF anuncia que aprovou nesta data um novo Programa de Recompra de até 15 milhões de ações ordinárias, correspondentes a 1,8% do capital social da empresa, excluindo-se ações em tesouraria. O prazo do Programa será de até 12 meses, contados a partir de 30 de outubro de 2015, inclusive, com termo final o dia 28 de outubro de 2016.

Resultado Consolidado 3T15

Abate e Produção

O abate de aves no 3T15 cresceu 3,8% a/a e 6,5% t/t, assim como o abate de suínos aumentou 2,1% a/a e 7,8% t/t. Entretanto, o abate de bovinos apresentou queda de 11,3% a/a, devido à alienação das plantas de abate de bovinos da BRF para a Minerva, realizada em outubro de 2014.

O volume de alimentos produzidos no 3T15 ficou estável na comparação a/a. E houve ligeiro crescimento de 1,9% na produção em relação ao 2T15, impulsionado por maiores volumes produzidos de carnes.


Receita Operacional Líquida (ROL)


No 3T15, a ROL consolidada totalizou R$8,3 bilhões, +14,4% a/a, impulsionada pelo preço médio em reais 18,4% mais alto, apesar da queda de 3,4% em volumes na mesma comparação.

Na comparação trimestral,o aumento foi de 4,7% na ROL, impactada por volumes 1,9% maiores associados a 2,7% de aumento nos preços médios em reais. No período, os destaques positivos que contribuíram para este crescimento foram as regiões Oriente Médio e África ("MEA"), Europa/Eurásia e LATAM.

Custo do Produto Vendido (CPV)


No 3T15, o CPV totalizou R$5,7 bilhões, 11,5% maior na comparação a/a, principalmente em decorrência do impacto da variação cambial nos preços dos grãos e componentes das embalagens e insumos importados; fretes; e maiores custos com utilidades e energia. Os grãos, principais componentes do custo da Companhia, apresentaram alta no preço em reais na comparação anual de 6,0% para a soja, 9,2% no milho e o farelo de soja apresentou alta de 17,0%. Apesar do efeito dólar mais alto, o CPV como percentual da ROL totalizou 68,6%, ante 70,4% no 3T14, uma queda de 1,8 p.p. na comparação anual.

Em relação ao 2T15, o CPV aumentou 5,4%, com o milho apresentando leve queda de 0,8%, enquanto a soja em grãos e o farelo de soja apresentaram aumento de 11,8% e 3,8% respectivamente. O CPV como percentual da ROL aumentou 0,5 p.p.


Lucro Bruto

O lucro bruto totalizou R$2,6 bilhões no 3T15, ante R$2,1 bilhão no 3T14, registrando crescimento de 21,3% no período. A margem bruta apresentou incremento de 1,8 p.p., passando de 29,6% no 3T14 para 31,4% no 3T15, impulsionada principalmente por melhores preços médios em reais em todas as regiões, com destaque para MEA (+34,8% a/a), Europa (+24,0% a/a) e LATAM (+56,7% a/a).

Em relação ao 2T15, o lucro bruto ficou 3,0% acima, mas com leve contração de 0,5 p.p. na margem bruta, impactada por menor diluição de custos, apesar de ganhos em volume (+2,0% t/t) e em preços médios em reias (+2,7% t/t).

Despesas Operacionais

As despesas operacionais do 3T15 foram 23,3% maiores em comparação ao mesmo período do ano anterior. Isso se deve principalmente ao aumento das despesas com vendas (+20,9%), puxadas por maiores gastos com salários, devido ao dissídio e à reestruturação das equipes de vendas no Brasil; maiores investimentos em marketing e trade marketing nas regiões Brasil, MEA e LATAM, em linha com a estratégia da Companhia de melhorar seu posicionamento no ponto de venda e fortalecer as suas marcas; e maiores dispêndios com armazenamento, devido ao início da formação dos estoques de produtos comemorativos. Também houve aumento de 49,1% nas despesas administrativas em relação ao 3T14, principalmente devido ao impacto da variação cambial nas despesas com pessoal nas operações internacionais.

Na comparação com o trimestre anterior, as despesas operacionais tiveram um aumento de 8,8%.

Deve-se considerar que, a linha de despesas operacionais passou a consolidar as despesas da Federal Foods (distribuidora adquirida no Oriente Médio em abril de 2014), Alyasra (distribuidora no Oriente Médio na qual a BRF detém 75% de participação desde novembro de 2014) e Invicta (adquirida pela BRF em maio de 2015).

Outros Resultados Operacionais


*Inclui despesas extraordinárias referentes à PDD no mercado internacional. Ver Nota Explicativa 30 do ITR de 30.09.2015

No 3T15, a Companhia apresentou um resultado negativo de R$209 milhões na linha de Outros Resultados Operacionais, ficando 3,0% superior à despesa registrada no 3T14. Neste montante estão incluídos R$44 milhões de despesas não-recorrentes, dentre essas, R$23 milhões se referem aos gastos com reestruturação. Excluindo o impacto das despesas não recorrentes, a linha de Outros Resultados Operacionais ficaria em R$164 milhões negativos.

Resultado Operacional (EBIT)

No 3T15, o EBIT consolidado atingiu R$969 milhões, 16,4% acima na comparação com o mesmo período do ano anterior, principalmente devido ao crescimento do lucro bruto, o que mais do que compensou o aumento nas despesas operacionais e o impacto do resultado de equivalência patrimonial, que passou de uma receita de R$10 milhões no 3T14 para uma despesa de R$43 milhões no 3T15, devido principalmente aos resultados de Minerva. A margem EBIT expandiu 0,2 p.p. na comparação anual, totalizando 11,7%.

Na comparação trimestral, o EBIT consolidado apresentou queda de 8,4% e a margem EBIT contraiu 1,7 p.p..

Financeiras Líquidas

No 3T15, a BRF apresentou um resultado negativo na linha de resultado financeiro líquido que totalizou R$525 milhões, ante R$200 milhões negativos no mesmo período do ano anterior, +162,7% na comparação a/a, devido principalmente à variação cambial sobre empréstimos e financiamentos.

Vale mencionar que a BRF concluiu a venda da divisão de lácteos para a Lactalis em 1 de Julho de 2015 e, portanto, no 3T15 não foi registrado ganhos com variação cambial sobre a exposição do contrato de venda da operação de Lácteos.

Durante o período, a Companhia passou de uma exposição cambial com impacto em resultado de US$92 milhões "vendidos" no 2T15 para US$65 milhões "vendidos" no 3T15.

Lucro Líquido


Considera-se no Lucro Líquido do 3T15 R$190 milhões referentes ao ganho operacional na venda das operações de lácteos.

O lucro líquido da Companhia totalizou R$877 milhões no 3T15, apresentando um crescimento de 53,3% a/a, positivamente impactado pela linha de Imposto de Renda e Contribuição Social, conforme Nota Explicativa 13.3 do ITR de 30.09.2015. A margem líquida no 3T15 foi de 10,6%, 2,7 p.p. acima em relação ao 3T14. Na comparação trimestral, o lucro líquido apresentou crescimento de 140,7%, com uma expansão de 6,0 p.p. na margem líquida.

Conforme mencionado, em julho de 2015, a BRF comunicou que concluiu a alienação da divisão de lácteos para a Lactalis. O valor da transação foi de aproximadamente R$2,1 bilhões, recebidos no dia 1 de julho de 2015. O resultado líquido da venda foi de R$190 milhões, impactando positivamente o Lucro Líquido do 3T15.

EBITDA


Considera-se R$213 milhões no EBITDA e R$190 milhões no Lucro Líquido do 3T15, referentes ao ganho operacional na venda das operações de lácteos . Para mais detalhes, fazer referência à nota 12.1.2. do ITR de 31.09.2015.

EBITDA - Histórico Trimestral
(R$ Milhões)


*Considera-se no EBITDA do 3T15 R$213 milhões referentes ao ganho operacional na venda das operações de lácteos.

O EBITDA consolidado da Companhia atingiu R$1,5 bilhão no 3T15, apresentando crescimento de 34,8% a/a e margem EBITDA de 18,4%, (+2,8 p.p. a/a), positivamente impactado por uma geração de resultado operacional mais forte, principalmente nos mercados internacionais. Na comparação trimestral, o EBITDA aumentou 10,3%, com ganho de 0,9 p.p. na margem.

O EBITDA também inclui despesas extraordinárias referentes à PDD no mercado internacional.


Desempenho por Regional

Brasil

Encerramos o terceiro trimestre de 2015 com um cenário ainda mais desafiador no Brasil. O aumento da taxa de juros, inflação e desemprego tem afetado negativamente o ambiente de negócios e, por sua vez, causado também uma desaceleração no consumo, com uma pressão mais forte em volumes e preços nesse trimestre.

O volume dos produtos vendidos no Brasil totalizou 600 milhões de toneladas, 1,8% abaixo na comparação a/a, devido ao decréscimo de 26,2% em outras vendas (ração, matrizes e sub-produtos). O volume de processados cresceu 3,0% na comparação com o 3T14. Em relação ao 2T15, houve um aumento de 3,1% no volume total do Brasil, puxado pelo aumento de 46,1% no volume de outras vendas e ligeiro aumento de 0,6% nos produtos processados. Se excluirmos a linha de outras vendas, o volume cresceu 1,4% a/a e fica estável na comparação t/t.

A ROL Brasil totalizou R$3,9 bilhões, 3,8% maior na comparação a/a, principalmente em decorrência do incremento de 7,8% na receita de processados e 8,0% em aves in natura. Na comparação trimestral, a ROL ficou estável tendo em vista que a redução na receita de produtos processados (-1,8%) foi compensada pelo crescimento na receita de aves in natura (+5,9%) e na receita de vendas diversas (+20,2%). Excluindo-se o efeito de vendas diversas, a ROL cresceu 4,8% a/a e sofreu queda de 1,3% t/t.

O EBIT Brasil totalizou R$226 milhões, com queda de 44,9% na comparação a/a e de 41,9% na comparação t/t, registrando contração na margem EBIT de 5,1 p.p. na comparação anual e de 4,1 p.p. na comparação trimestral. Isto foi principalmente em decorrência de maiores custos devido ao impacto do câmbio, que prejudicaram a expansão de margem bruta, e de maiores despesas operacionais, impactadas por maiores investimentos em marketing, trade marketing e na estratégia Go to Market. Além disso, os resultados da região Brasil sofreram também impacto negativo de outros resultados operacionais, conforme explicado anteriormente, e de Equivalência Patrimonial que foi impactada pelos resultados de Minerva, empresa sobre a qual a BRF tem uma participação acionária de 15,1%.

Diante deste contexto econômico mais desafiador, a implementação de iniciativas com ênfase em excelência operacional, especialmente na gestão de custos, e na área comercial, que serão alavanca para o crescimento no mercado, permanecem prioritárias para a BRF visando a recuperação da margem operacional da região Brasil. A Companhia permanece confiantes em nossa estratégia e capacidade de retomar a trajetória de crescimento do Brasil através de: um maior esforço interno para a redução do custo de servir; uma estrutura comercial mais robusta, focada regionalmente e com melhor execução; e fortalecimento da liderança da BRF através do reposicionamento de suas principais marcas.

  • Nível de serviço e custo de servir

Em 2015, a Companhia vem dando continuidade à estratégia de revisar seus processos logísticos e implementar iniciativas que aumentam seu nível de serviço, visando melhorar o relacionamento com seus clientes. Como resultado, desde o início do ano a BRF Brasil aumentou mais de 15 pontos percentuais em seu nível de serviço (medido pelo OTIF - "on time in full").

Além disso, a partir deste ano a Companhia deu início a um projeto que visa à redução do custo de servir através de melhores processos, ganhos de sinergia operacional e menor ociosidade. A BRF já começa a ver resultados dessa iniciativa, que nos primeiros 9 meses do ano reduziu o nosso custo de servir em aproximadamente 1,5%. E, olhando para frente, vemos espaço para continuar capturando melhoras no custo de servir com o redesenho da malha logística e aumento constante de sua eficiência.

  • Equipe Comercial

Após a reorganização da estrutura comercial, que passou a ser dividida por diretorias regionais, a Companhia apresentou bons resultados nos principais indicadores comerciais. Durante os primeiros nove meses do ano, a BRF registrou aumento de 9% no número de clientes movimentados em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, a execução no ponto de venda vem se desenvolvendo, com melhor aderência aos preços, materiais de marketing, redução de ruptura, e incremento no número de SKUs por ponto de venda. Por fim, a BRF registrou um aumento expressivo no percentual de adesão ao plano de visitas, principalmente devido aos ajustes da tecnologia de geolocalização dos pontos de venda, favorecendo a roteirização e grade de entrega logística.

Outro tópico de destaque é a iniciativa de implementação de equipamentos de refrigeração nos pontos de venda com a marca BRF, o qual além de promover a marca, impulsiona a venda de nossos produtos e estreita o relacionamento com nossos clientes, através do aumento da área refrigerada nas lojas. A aderência dos pontos de vendas a esta iniciativa foi muito positiva, visto que o número de freezers negociados até o momento superou as nossas expectativas.

Para 2016, o novo Go-to-Market, projeto que começou em 2014 e que continua ganhando força e nova forma em 2015, irá tornar ainda mais eficiente a produtividade do time, favorecendo ajustes em roteirização, balanceamento de visitas dos vendedores e ganhos logísticos, não somente para o auto serviço, como também para o canal varejo tradicional.

  • Retorno da Perdigão

O terceiro trimestre deste ano representa um momento marcante para a BRF com o retorno de importantes categorias sob a marca Perdigão após o cumprimento do período de restrição exigido pelo CADE. Tais categorias incluem: Presunto suíno, apresuntado e afiambrado; linguiça curada e paio; e comemorativos, tais como, lombo, pernil e tender.

Com o retorno da Perdigão, a BRF passa a conter um portfolio mais completo de marcas, o que permite o fortalecimento e a diferenciação da estratégia de posicionamento de suas principais marcas, Sadia e Perdigão.

Neste contexto, a Sadia ganha espaço para inaugurar um segmento mais Premium no mercado de alimentos processados, contando com uma qualidade superior e atributos de inovação e moderninade. A mais recente campanha da marca que foi vinculada na mídia exemplifica bem este reposicionamento, pois traz o relançamento da presuntaria gourmet, que inclui presunto Royale, Parma e Cozido sob a marca Sadia. Apesar de ser a grande representante das inovações e posicionamento superior da BRF, a Sadia se mantém como uma marca democrática capaz de atender a todos consumidores, visto que a marca seguirá atuando nas mais diversas categorias.

Por outro lado, a Perdigão focará em categorias de acesso dentro do universo das proteínas. Com atributos de uma marca "família" e que "agrada a todos"; e com a possibilidade de oferecer um smart choice ao consumidor que busca padrão de qualidade BRF a um preço mais acessível.

Vendas por Canal - Brasil
(% da Receita Operacional Líquida - ROL)


OrienteMédio/África (MEA)

A ROL MEA totalizou R$1,9 bilhão no 3T15, 26,2% acima do 3T14, impulsionada pelo aumento de 34,8% dos preços médios em reais (-13,5% em dólares), apesar de volumes menores (-6,4% a/a) principalmente impactados por uma queda de volumes em Angola (África).

Na comparação trimestral, a ROL apresentou aumento de 7,4%, em decorrência do aumento de 6,1% nos preços médios em reais (-8,1% em dólares), e ligeiro aumento de 1,3% nos volumes com contribuição positiva da África, que apresentou recuperação de volumes na comparação trimestral.

No 3T15, o EBIT MEA apresentou crescimento expressivo de 255,5% na comparação anual, totalizando R$365 milhões. A margem EBIT também obteve uma forte expansão de 12,5 p.p. a/a, ficando em 19,4%, devido a maiores receitas no período, que mais do que compensaram as maiores despesas com marketing, trade marketing e vendas na região do Oriente Médio, que visam fortalecer a presença de nossas marcas na região. Em relação ao 2T15, o EBIT da região também cresceu, apresentando expansão de 1,1 p.p. na margem.

  • Oriente Médio

No período, registramos volumes estáveis na região (-1,0% a/a e -0,1% t/t), mas aumento significativo nos preços médios em reais de 35,6% na comparação anual e de 6,4% na comparação trimestral. A estratégia adotada pela Companhia de aquisição de distribuidores na região, permitiu à BRF avançar na cadeia de valor, podendo introduzir produtos de maior valor agregado, melhorar preços e ter mais controle sobre o varejo. E foi nesse contexto que a Companhia assinou em Outubro um memorando de entendimentos vinculantes para a aquisição de parte do negócio de distribuição de congelados da Qatar National Import and Export no Estado do Qatar e ,assim, passa a controlar grande parte de sua distribuição em toda a região do Golfo, fortalecendo ainda mais a sua presença na região.

  • África

A África passa por um cenário de escassez de dólares em função do desequilíbrio em sua balança comercial, impactada pela queda do preço do petróleo, diminuindo assim sua habilidade de importar os mais diversos produtos, dentre eles, a proteína animal. Com isso, os volumes na região caíram 28,5% na comparação anual, apesar de aumento de 18,5% no preço médio em reais na mesma comparação. Na comparação trimestral, no entanto, os volumes apresentaram recuperação de 9,7%, com preços médios em reais 7,7% acima, o que demonstra a habilidade do time local da BRF em contornar a situação e trazer incremento de volumes também nos trimestres subsequentes.

Ásia


A ROL de Ásia totalizou R$764 milhões no 3T15, o que representou uma queda de 7,5% na comparação anual. Esta queda deve-se principalmente aos menores volumes, que caíram 18,6% a/a, impactados por fatores isolados relacionados ao acesso a mercados; o que superou o crescimento de 13,6% a/a nos preços médios em reais (-27,1% em dólares) . Na comparação trimestral, a ROL caiu 14,9% influenciada por queda de 14,0% em volumes e leve redução de 1,1% nos preços médios em reais (-14,4% em dólares).

No 3T15, o EBIT para a Ásia totalizou R$146 milhões, apresentando queda de 13,7% na comparação anual. Com isso, a margem EBIT contraiu 1,4 p.p., passando de 20,4% no 3T14 para 19,1% no 3T15. Em relação ao 2T15, a margem EBIT apresentou contração de 5,8 p.p.

  • Japão e Coréia do Sul

No Japão, o mercado mais representativo da Ásia, e na Coréia, a Companhia apresentou redução de volumes tanto na comparação a/a (-5,4%) quanto na comparação t/t (-10,9%), devido a fatores isolados relacionados à exportação. Já os preços médios em reais ficaram acima (+9,3% a/a e +2,3% t/t), fruto da estratégia adotada pela BRF para melhorar seu posicionamento no mercado japonês, aumentando sua proximidade com os mercados e com maior foco em melhora de nível de serviço.

  • China e Hong Kong

China e Hong Kong, juntos, apresentaram queda de volumes tanto na comparação a/a (-36,0%), influenciada por menores volumes em Hong Kong devido a maiores estoques na região; quanto na comparação trimestral (-22,1%). Apesar da queda de volumes, os preços médios nessa região apresentaram crescimento de 14,6% na comparação anual, puxados por China, mas apresentaram queda de 9,0% t/t, principalmente por menores preços em Hong Kong.

  • Cingapura e Sudeste Asiático

Em Cingapura e no Sudeste Asiático, mercados estratégicos para a Companhia, percebeu-se uma redução de volumes em ambas as comparações (-14,3% a/a e -5,9% t/t), apesar de crescimento de preços médios em reais de 17,5% a/a e de 1,2% t/t.

Desde o início deste ano, a BRF está aumentando a sua participação no Sudeste Asiátivo, principalmente em Cingapura através da BRF SATS (JV com a SFI), assim como está entrando em novos mercados, tais como: Maldiva, Timor, Nova Caledônia.

Europa/Eurásia

No 3T15, a ROL Europa/Eurásia totalizou R$1,1 bilhão, apresentando aumento de 53,6% na comparação a/a, resultado de maiores volumes (+23,9%) puxados por Rússia; associado a preços médios em reais 24,0% acima na comparação a/a (-20,5% em dólares) .

Na comparação trimestral, a ROL da região apresentou um crescimento de 32,8% devido ao aumento de 13,6% em volumes, e preços médios em reais 16,9% acima do 2T15 (+1,2% em dólares). Os volumes cresceram tanto no mercado Europeu quanto na Eurásia.

O EBIT para esta região totalizou R$192 milhões no 3T15, apresentando incremento de 39,3% na comparação a/a e de 61,6% na comparação t/t. A margem EBIT contraiu 1,7 p.p. na comparação a/a, devido a menores preços médios em reais na Rússia conforme mencionado anteriormente. No entanto, na comparação t/t a margem expandiu 3,0 p.p., em decorrência de uma associação de maiores preços em reais, incremento de volumes e maior diluição de despesas operacionais.

  • Europa

Na Europa, houve aumento de volumes na comparação anual (+3,8% a/a) e na comparação trimestral (+10,8% t/t), assim como elevação de preços médios em reais durante o trimestre de 39,5% a/a e de 21,1% t/t. Hoje a Companhia busca qualificar cada vez mais a sua presença nesse mercado através da customização de seus produtos, agregando mais valor ao seu portfólio; bem como através da segmentação de seus clientes, visando priorizar aqueles mais rentáveis e aumentar a participação no mercado de Food Services.

Além disso, a presença no mercado Europeu possibilita o acesso a vários mercados já desenvolvidos no consumo de proteínas, sendo, portanto, fundamental no acompanhamento das principais tendências do mercado de alimentos e importante centro de inovação.

  • Eurásia

Na Eurásia, nota-se um incremento expressivo de 129,5% em volumes na comparação anual, pelo motivo anteriorimente explicado, apesar de preços médios em reais 17,8% abaixo na mesma comparação. Em relação ao 2T15, há um crescimento de volumes (+21,0%) e de preços médios em reais (+6,3%).

Dentro de Eurásia, o país mais representativo é a Rússia, onde a BRF tem forte presença, com destaque para o mercado de suínos. Em 2014, o mercado russo foi marcado pelo banimento de aves e suínos vindos dos Estados Unidos e Europa, o que contribuiu para a alta dos preços médios no 3T14.

No entanto, desde o 2T15, face à recuperação econômica da Rússia, a Companhia vem retomando as vendas para este país. Isso justifica o incremento de volumes e preços que vemos para essa região na comparação t/t.

América Latina (LATAM)



Na região LATAM, os volumes apresentaram queda de 6,8% na comparação anual, devido principalmente à ausência de volumes enviados à Venezuela. Mesmo assim, a ROL cresceu 46,1%, totalizando R$565 milhões, puxada por preços médios em reais 56,7% mais altos (+0,5% em dólares) que mais do que compensaram a redução de volumes na mesma comparação.

Excluindo a Venezuela, a ROL de LATAM cresce 73,3% e os volumes crescem 12,4% na comparação a/a.

Em relação ao 2T15, a ROL apresentou aumento de 23,5%, impulsionada pelo aumento de 11,2% nos volumes associados a preços médios em reais 11,1% mais altos (-3,8% em dólares).

O resultado operacional de LATAM registrou importante crescimento de 197,2% na comparação anual e de 584,8% na comparação trimestral. E a margem EBIT ficou em 7,2%, apresentando expressiva expansão de 3,7 p.p. em relação ao 3T14 e de 5,9 p.p. em relação ao 2T15 devido à expansão de margem bruta associada a maior diluição de despesas.

  • Cone Sul

O Cone Sul apresentou crescimento de volumes tanto na comparação anual (+6,1%) quanto na comparação trimestral (+11,2%). A Argentina, mercado mais representativo do Cone Sul, registrou recuperação de volumes na comparação trimestral, após a finalização das greves que ocorreram em duas de suas plantas durante segundo trimestre. O Chile, mercado no qual a Companhia vem aumentando sua presença nos últimos meses, também contribuiu positivamente para maiores volumes. Os preços médios em reais do Cone Sul cresceram 61,9% a/a e 11,3% t/t, devido, principalmente, à habilidade de repasse de preços na Argentina, assim como por maiores preços no Chile.

Além disso, em Outubro de 2015, a Companhia anunciou a aquisição de sete marcas no mercado de varejo Argentino (Vieníssima, GoodMark, Manty, Delícia, Hamond, TresCruces e Wilson) dentro das categorias de Salsicha, Hamburguer de carne e Margarina. Essa transação está em linha com a estratégia da Companhia de ganhar relevância, agregar valor ao seu portfolio e fortalecer a sua marca nas categorias consideradas foco para a BRF neste mercado.

  • Américas

Em Américas, a BRF obteve expressiva queda de volumes na comparação anual (-39,6%), impactada pela ausência de embarques para a Venezuela, conforme mencionado anteriormente. Ao excluir os embarques para Venezuela da análise, a Companhia registrou importante crescimento de volumes na comparação anual. Já na comparação trimestral, os volumes cresceram 11,1%, com aumento de volumes para , Canadá, Cuba e países do Caribe. Em relação aos preços médios em reias, Américas apresentou crescimento de 10,4% na comparação a/a e de 9,2% na comparação t/t, positivamente impactada por um câmbio favorável.


Endividamento

O Endividamento Bruto Total no valor R$15.975 milhões, conforme demonstrado acima, contabiliza o endividamento total financeiro, somado a outros passivos financeiros, no valor R$1.052 milhões, conforme Nota Explicativa 20 do ITR de 30.09.2015.

Evolução da Dívida Líquida/EBITDA

*Não considera os resultados da operação de lácteos, a qual teve venda concluída em 1 de Julho de 2015.
**Considera-se no EBITDA do 3T15 R$213 milhões referentes ao ganho operacional na venda da divisão de lácteos.

A dívida líquida da Companhia ficou em R$6,9 bilhões no 3T15, 16,8% acima da registrada em 30.06.15, o que resultou em uma dívida líquida sobre EBITDA (últimos doze meses) de 1,24x ante 1,26x no 1T15 e 1,12x no 2T15. A BRF teve uma forte geração de resultado operacional no período. Por outro lado, a dívida líquida foi negativamente impactada pela variação cambial na dívida bruta e pela recompra das ações.

Rating

A empresa está ranqueada como grau de investimento BBB pela Standard & Poor’s, BBB pela Fitch Ratings e como Baa2 pela Moody’s; com perspectiva estável pela Standard & Poor´s e Moody´s, e perspectiva negativa pela Fitch.

Investimentos (CAPEX)
Os investimentos realizados no trimestre totalizaram R$633 milhões, representando um aumento de 23,7% a/a e leve queda de 1,9% t/t. Deste montante, R$406 milhões destinados para a eficiência, crescimento e suporte, R$147 milhões para ativos biológicos e R$80 milhões para outros investimentos e arrendamento mercantil.

Dentre os principais projetos do trimestre, estão:

  • Footprint Operacional: otimização de produção entre fábricas, visando minimizar o custo de servir de cada produto. A otimização leva em conta aspectos de custo de produção, logístico, tributário e de vocacionamento de produção. Nesse momento, a revisão aproveita também para melhorar o mix de produtos da Companhia, maximizando investimentos para produtos de maior valor agregado, em linha com a estratégia da Companhia. A reavaliação do footprint também proporciona maior flexibilidade e agilidade no processo produtivo.

  • Automação: visa trazer retorno financeiro e contribuir para o aumento do ROIC da Companhia, bem como reduzir o turnover das fábricas e possíveis problemas com ergonomia dos funcionários.

Os dois projetos acima citados continuarão sendo foco e destaque no CAPEX da Companhia pelos próximos dois anos.

Ciclo Financeiro

Ciclo Financeiro
(C. Receber + Estoques - C. Pagar)/ROL

*Não considera os resultados da operação de lácteos, a qual teve venda concluída em 1 de Julho de 2015.

No final do 3T15, o ciclo financeiro totalizou 38,8 dias, ante 41,1 dias no final do 3T14. Isso representa uma melhora de 2,3 dias na comparação a/a, principalmente devido ao contínuo aumento do giro de contas a pagar, resultado dos projetos implementados ao longo de 2014 e 2015, o que mais do que superou o aumento dos estoques em trânsito desde as aquisições das distribuidoras no Oriente Médio.

Em relação ao 2T15, o ciclo financeiro sofreu uma deterioração de 4,4 dias que decorreu principalmente da linha de estoques, a qual é sazonalmente impactada pela recomposição do estoque de grãos, assim como pelo aumento de estoque de produtos acabados no Brasil (comemorativos). Este aumento compensou as variações positivas que a Companhia obteve na linha de contas a pagar na mesma comparação.

Em termos percentuais, o ciclo financeiro foi de 10,8% da ROL, ficando em linha com o valor do 3T14, e um pouco acima do percentual do 2T15 (9,5%) devido aos motivos já elencados.

Fluxo de Caixa Simplificado

*Não considera os resultados da operação de lácteos, a qual teve venda concluída em 1 de Julho de 2015.
**Considera-se no EBITDA do 3T15 R$213 mihões referentes ao ganho operacional na venda da divisão de lácteos.

O fluxo de caixa simplificado (FCF = EBITDA - Variação do Ciclo Financeiro - CAPEX) totalizou R$3,8 bilhões no acumulado dos últimos 12 meses, ficando em linha com o acumulado do período anterior. A melhora operacional registrada no período foi em parte compensada pelo aumento sazonal do ciclo financeiro, devido aos fatores já explicados anteriormente.

Mercado Acionário

No fechamento do trimestre, o valor de mercado da Companhia foi de R$61,6 bilhões.

Desempenho das ações na BM&F Bovespa (9M15)

Fonte: Bloomberg

Desempenho dos ADRs na NYSE (9M15)


Fonte: Bloomberg

Controle Difuso

Base: 30.09.2015
Número de ações: 872.473.246 (ordinárias)
Capital Social: R$12,5 bilhões

Balanço Social e Valorização do Capital Humano

A BRF continua a capturar sinergias e eficiências operacionais. Em sua operação, a Companhia conta com o posicionamento geográfico estratégico de suas 35 fábricas no Brasil, 7 unidades industriais na Argentina, 2 na Europa (Inglaterra e Holanda) e 1 nos Emirados Árabes (Abu Dhabi), 20 centros de distribuição no Brasil e 17 no exterior, 23 escritórios no mercado internacional, além de TSPs, granjas e filiais de vendas. Atualmente a Companhia possui mais de 96 mil colaboradores no mundo, focados na melhoria contínua dos indicadores de qualidade, no nível de serviço e na execução de seus trabalhos.
O movimento de transformação da Companhia, em sinergia com o Viva BRF, continua valorizando o capital humano e implementando programas de desenvolvimento dos atuais e futuros líderes da BRF. Neste trimestre foi criado o programa Eu Sou Líder BRF, onde toda a liderança foi convidada a se engajar no movimento de transformação. Além deste, continuamos com os programas de desenvolvimento de futuros líderes, intensificando a atração de jovens profissionais do mercado para a BRF, através de programas que proporcionam uma aceleração de carreira e grandes oportunidades de desenvolvimento, tais como, o programa realizado com jovens líderes do Comercial no Brasil e o programa Jovens de Impacto.

SSMA

A Gestão de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) continua com foco na redução dos acidentes de trabalho e vem consolidando seu desempenho a cada ano. No 3T15 obtivemos uma taxa de frequência de acidentes com afastamento de 1,62, uma melhora comparado ao 1,69 no 2T15 . O desafio da Companhia é atingir 1,30 como valor máximo admissível para 2015. Enquanto que a taxa de gravidade de acidentes com afastamento está 56% abaixo comparado com 2014.

Plano de Stock Options

Atualmente a empresa possui 8.727.904 opções de ações outorgada a 191 executivos, com prazo máximo de exercício de cinco anos, de acordo com o estabelecido no Regulamento do Plano de Remuneração baseado em ações aprovado em 31.03.10 e modificado em 24.04.2012, 09.04.2013, 03.04.2014 e 08.04.2015 em AGO/E, contemplando presidente, vice-presidentes, diretores e outros executivos da BRF.


Relacionamento com os auditores independentes

Nos termos da Instrução CVM nº 381, de 14 de janeiro de 2003, a Companhia informa que a sua política de contratação de serviços não relacionados à auditoria externa se substancia nos princípios que preservam a independência do auditor.
Em atendimento à Instrução CVM nº 381/03, durante o período de nove meses findo em 30 de Setembro de 2015 a Ernst & Young Auditores Independentes S.S. foi contratada para a execução de serviços não relacionados à auditoria externa (laudo de avaliação de acervo líquido e carta conforto para emissão de Senior Notes), representando aproximadamente 26% do valor dos honorários consolidados relativos à auditoria externa para a BRF e suas controladas. A Ernst & Young Auditores Independentes S.S. nos comunicou que a prestação de tais serviços não afetaram a sua independência e objetividade, em razão da definição do escopo e dos procedimentos executados.
Nos termos da Instrução CVM 480/09, a administração em reunião realizada em 29.10.2015 declara que discutiu, reviu e concordou com as informações expressas no relatório de revisão dos auditores independentes sobre as informações financeiras relativas ao 3T15.


Disclaimer

As declarações contidas neste relatório relativas à perspectiva dos negócios da Empresa, às projeções e resultados e ao potencial de crescimento dela constituem-se em meras previsões e foram baseadas nas expectativas da administração em relação ao futuro da Empresa. Essas expectativas são altamente dependentes de mudanças no mercado e no desempenho econômico geral do país, do setor e do mercado internacional; estando, portanto, sujeitas a mudanças.



O Lucro Líquido inclui ganho operacional na venda da divisão de lácteos no valor de R$190 milhões. Para mais detalhes, fazer referência à nota 12.1.2 do ITR de 30.09.2015.

O Lucro Líquido incluiR$183 milhões referentes ao ganho operacional na venda da divisão de lácteos. Para mais detalhes, fazer referência à nota 12.1.2 Resultado na venda da operação descontinuada do ITR3T15.

Nota-se que algumas vendas na Ásia estão em moeda local.

Nota-se que algumas vendas na Europa estão em moeda local.

Mapa de RI